segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Cultura de feijão - Taquarituba-SP



Um comentário:


  1. Ricardo Reis
    A nada imploram tuas mãos já coisas,
    A nada imploram tuas mãos já coisas,

    Nem convencem teus lábios já parados,

    No abafo subterrâneo

    Da húmida imposta terra.

    Só talvez o sorriso com que amavas

    Te embalsama remota, e nas memórias

    Te ergue qual eras, hoje

    Cortiço apodrecido.

    E o nome inútil que teu corpo morto

    Usou, vivo, na terra, como uma alma,

    Não lembra. A ode grava,

    Anónimo, um sorriso.

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