quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Dia de campo - curso de tratorista- CATI-Dizimag, Taquarituba - set de 1974



Este curso foi realizado pela Casa de Agricultura de Taquarituba em colaboração com a Dizimag de Laranjal Paulista  na década de 1970. Participaram filhos de agricultores que tinham adquirido seus tratores naquele ano.
O curso tratou da manutenção e funcionamento  de tratores e regulagem de outras máquinas agrícolas.
A parte teórica foi realizada na Casa da Agricultura e a parte prática no sítio Queimadão de Francisco Zé da Silva.

Dia de campo de ervilha, Bairro Queimadão, Taquarituba - 1986


segunda-feira, 16 de março de 2015

Excursão agricultores, Taquarituba, SP (1963-64)

Excursão de agricultores e agrônomos à Estação Experimental do IBECC- IRI em Matão promovida por Oswaldo Castelucci (engenheiro agrônomo regional) - Ano agrícola 1963-1964.

Pasto Consorciado: Ano agricola 1963/64. 

 No primeiro plano  o pecuarista e prof. Leonidas Gomes,de Taquarituba, barro Muniz, e a seu lado Osvaldo Castelucci (engenheiro agronômo regional da Casa da Lavoura do PDV de Taquarituba)  e vários outros engenheiros agronômos regionais e pecuaristas de São Paulo. Na ocasião, o engenheiro agronômo Alaor Menegário, do DEXTRU-DOT( PDV/CATI) mostra os benefícios do consorciamento do capim pangola com soja perene, no início da Campanha de Pasto Consorciado -Soja Perene, de São Paulo.




Visita ao IBECC-IRI localizado em Matão, SP, onde os agricultores-pecuaristas foram conhecer uma nova variedade de capim denominado "pangola"  que mostrava ser promissor e viram também outras variedades bem como as leguminosas forrageiras.


O engenheiro agronômo Alaor Menegário (do Dextru-DOT, Cati, Campinas) mostra aos participantes - produtores  e engenheiros agronômos uma planta de soja perene. A seu lado está o dr. Metcalf vendo a demonstração feita por Menegário  aos pecuaristas sobre os benefícios do consórcio pangola-soja perene no início da campanha do pasto consorciado em São Paulo, PDV-CATI e divulgado pelas Casas da Lavoura (Da Agricultura) no Estado de São Paulo. 
Mecalf era pesquisador em pastagens consorciadas  e diretor do IBECC-IRI de Matão na ocasião.  




sábado, 13 de setembro de 2014

No início da década de 1960 (62/63) eu atendia e prestava assistência técnica para agricultores de vários municípios como Taguaí, Itaí, Coronel Macedo, Paranapanema, etc. As vezes três ou quatro vezes por semana, inclusive prestando serviços de inspeção e avaliação e projeto para o Banespa S.A., banco financiador da agropecuária de São Paulo na época.
A respeito desta época, o engenheiro agrônomo Osvaldo Castelucci lembrou que após chegar à cidade por estrada de terra, e que na época das chuvas tornavam-se intransitáveis, atendia aos agricultores, e também atendia o município de Fartura, distante 35 km. de distância, percorrida com uma perua Kombi, do Plano de Ação de Carvalho Pinto. Fazia também a previsão de safras do Instituto de Economia Agrícola, e ao fazer a primeira, notou que as estimativas de produção e produtividade estavam superestimadas e rebaixou as produções de milho e feijão, principais culturas da época,  para a metade do estimado pelo engenheiro agrônomo anterior.
 As  estimativas seguiram para o I.E.Agrícola, e logo ele recebeu um pedido de explicação do Delegado Agrícola - eng. agro. Charles Michel Hawthorne - e do supervisor agrícola  - eng. agro. Bastilio Ovidio Tardivo, de Avaré -para confirmar a estimativa anterior ou retificá-la. Ele não ratificou e voltou a colocar os dados sem  revisão, segundo seu conhecimento da realidade da zona rural de Fartura.
    O diretor do DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO VEGETAL ,  eng. agro. Homem de Mello, chamou-o à São Paulo, pedindo explicações e disse que o engo.Castelucci sabia do prestígio, do eng. agrônomo, anterior e pediu ao mesmo para reestimar e retificar  a produtividade da produtividade anotada anteriormente, pelo regional anterior.
Castelucci disse-lhe: “A minha estimativa eu assino, a anterior  eu não assino.” E para confirmar o que falava e estimava, contou que o agricultor de lá vivia em casa de pau a pique, coberta com sapé, sem água encanada, bebendo em  água de mina, passando café duas a três vezes no mesmo coador,  com o mesmo pó”,  perguntou” ao Diretor: Com esta produção e produtividade  do agrônomo anterior o agricultor moraria em casa de sapé, sem carro, sem luz e força, e sem condução para vir à cidade, usando somente carroções, tipo colonial  !!! , deixando o Diretor  o PDV (Departamento de Produção Vegetal) Homem de Mello espantado.
Homem de Mello então  concordou e a estimativa do regional Osvaldo Castelucci foi considerada válida, provando que quem tem "o pé no chão” tem poucas chances de errar!!.

            

            

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Produtividade recorde de milho e feijão!

Produtividade recorde de milho e feijão foram obtidas por agricultores do município de Taquarituba na safra agrícola 2001/2002, em lavaouras comuns e irrigadas, em pequenas e grandes áreas, graças ao clima favorável, à assistência técnica e ao crédito rural orientado do Banco do Brasil. Muitos produtores alcançaram produtividade nunca antes obtidas com a adoção de novas técnicas de adubação para altas produtividades, irrigação onde não ocorreram chuvas, sementes de alta qualidade genética e resistência à pragas e doenças na cultura do feijoeiro e novos híbridos de milho de alta produtividade e resistência à doenças e pragas, além do uso de herbicidas no majejo de ervas daninhas,  que  aumentaram  a produção à niveis difíceis de serem alcançados em anos normais, sem a irrigação ou mesmo com ela.

Na safra de feijão das águas, plantada em agosto e setembro e colhida em novembro e dezembro, a produtividade foi ótima para a maioria dos produtores do município, em lugares onde o clima foi normal, não ocorreu o veranico e a temperatura noturna foi baixa, como na lavoura do agricultor José Vicente Moreira, no bairro dos Campos, que produziu 52,89 sacos por hectare ou 128 sacos por alqueire, e também o agricultor Joaquim Dias, do bairro Soares, que produziu a média de 65,29 sacos por hectare ou 158 por alqueire, do cultivar Campeão II e usando 500 quilos de adubo Serrana 4-20-12 mais micronutrientes e adubação em cobertura de duas vezes de 100 quilos de ureia por hectare aos 25 e 50 dias de idade do feijoeiro, em plantio convencional.

No plantio direto, isto é, plantar sem arar e gradear, as produções foram maiores que o plantio convencional, como era de se esperar como foi a cultura de José Edvard Belei, do bairro Queimadão, que fez testes de diversos manejos do solo, para o plantio do feijoeiro, onde no preparo com o Triton, pós plantio do milho, produziu 57,85 sacos por hectare ou 140 por alqueire, usando grade de disco pesada a produção foi de 41,74 sacos por hectare ou 130 por alqueire, mostrando que o melhor manejo do solo é o uso de herbicida pós colheita e sem nenhuma movimentação, como o próprio nome indica "plantio direto" e preconizada por todos os Clubes da Minhoca, onde o revolvimento do solo é uma heresia, um crime.

As plantações do feijoeiro irrigadas nesta safra não tiveram produções muito mais altas do que as sem irrigação devido ao  clima, como aconteceu com a cultura do senhor Luiz Carlos Benini, no bairro Barreiro e Ribeirão Bonito, que produziu 57,95 sacos por hectare ou 140 por alqueire, com o cultivar II, plantado em agosto, irrigado com pivôt central, adubado com 413 quilos por hectare de 8-28-16, mais micronutrientes e a adubação em cobertura,  duas vezes de 125 quilos por hectare de nitrato de amônio aos 25 e 50 dias de idade do feijoeiro.

A produtividade de milho não irrigada, mas com adubação racional e bom manejo do solo, uso de herbicidas e híbridos de alta produtividade, tiveram produções muito boas, como a de Reinaldo Gomes, do bairro Muniz, que colheu 136,6 sacos por hectare ou 330 por alqueire de milho Agroceres 3010, plantado em dezembro de 2000, e de Issao Ando, de Coronel Macedo, que produziu 157 sacos por hectare  ou 380 por alqueire plantando o milho Ag. 3010, em outubro de 2000 e 350 sacos por alqueire plantando em fevereiro de 2001, mostrando que anualmente as firmas produtores de sementes, principalmente as de milho, tem cultivares e híbridos de alta produtividade e para plantios o ano inteiro, desde que não ocorram geadas, além de servirem para diferentes finalidades, como o milho verde, a ração, produtos industrializados, enfim, milho para mil e uma utilidades.
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Fonte: Jornal "O MOMENTO" - registrando nossa história
Taquarituba, 30 de janeiro de 2002