sexta-feira, 23 de março de 2012

Sede provisória da Prefeitura Municipal de Taquarituba

Foto cedida por Orlando Chamorro, 2009



Localização: Avenida Coronel João Quintino

Sede antiga da Prefeitura Municipal de Taquarituba

Foto cedida por Orlando Chamorro,2010

 

Assessoria Técnica da-agrícola Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo


De 1966 até 2001, nos anos que trabalhei na Casa de Agricultura de Taquarituba, precisei contar com a assessoria de especialistas  do Departamento de Orientação Técnica da Secretaria de Agricultura de Campinas. Esses especialistas contribuíam com a assistência técnica participando, sempre que eram solicitados, das reuniões, encontros, cursos para agricultores.
Entre esses especialistas estavam:

- Jurandir de Andrade Fratini da seção de Cereais de inverno e girassol;

-  José Ayres Pacheco e José Francisco  Andrade, especialistas em milho;

- Sebastião Godoy Passos e Duval da Silva Costa,  especialistas em algodão;

- Dr. José Gomes da Silva, Ana Katlinova, Paulo de Araujo Cidade,   especialistas em sociologia e juventude rural; 

- Tonan Kudo, especialista em olericultura.

Essa assessoria técnica especializada foi muito importante para o desenvolvimento do meu trabalho como engenheiro agrônomo regional, pois eram trazidas novidades e técnicas novas para o aumento da produtividade da economia regional.




segunda-feira, 5 de março de 2012

Documento para registro de pagamento do Albergue Noturno de Taquarituba

O Albergue Noturno de Taquarituba atendia os viajantes e cidadãos que não tinham residência fixa. Fornecia  pouso por um dia ou mais, com café da manhã e eventuamente refeições e café noturno. O funcionamento era baseado nas normas internacionais dos albergues da juventude.  Para mantê-lo a comunidade era convocada a conribuir mensalmente, o que faziam com prazer, devido ao bom gerenciamento do mesmo. Muitos comerciantes contribuiam com alimentos e verbas. 
 O Albergue também era mantido em conjunto com os mantenedores da Casa do Espírita. 

Observações de um engenheiro agronômo regional


 1-Os estágios estudantis em agronomia realmente mudam a maneira de pensar dos estudantes de agronomia e os fazem seguir carreiras diversas na área de agronomia daquelas que planejavam ao entrar nas escolas de agronomia.

 2- O planejamento do trabalho técnico dos engenheiros agrônomos e médicos veterinários, anual ou plurianual, mostram que os Secretários  de Agricultura e seus assessores não davam continuidade ao planejamento efetuado "na linha de frente" de atendimento do agricultor, pois tinham que atender ao planejamento das pastas da Agricultura, estadual ou nacional.

3-Os problemas sanitários animais ou vegetais que apareciam foram sempre atendidos pelos técnicos, engenheiros agrônomos ou médicos veterinários e seus auxiliares em detrimento do seu planejamento de trabalho, atrapalhando o planejamento dos mesmos, mesmo existindo um órgão de atendimento técnico dos problemas (tais como a ferrugem do café, a peste suína africana, a brucelose, a cigarra do café, etc,) como o Instituto Agronômico e o Instituto Biológico. 

4- Havia sempre uma defasagem para menos entre o que alguns agricultores praticavam e as técnicas preconizadas pela extensão-pesquisa "criadas" por técnicas dos institutos de pesquisa.

5-Alguns problemas sanitários como o bicudo do algodoeiro, na década de oitenta, foram atendidos de maneira precária e com açodamento devido a falta de estudos da biologia e da velocidade de dispersão da praga, bem como dos prejuízos que seriam ocasionados pela mesma nos algodoais do Estado. Os danos foram alardeados, o perigo da praga foi supervalorizado e a cultura acabou em vários municípios. A cultura do algodão poderia ter durado mais tempo, com todas as vantagens econômicas que ela traz, se a praga fosse divulgada com mais parcimônia.

6- Doenças e pragas de culturas e de animais são tratadas como se só o Estado de São Paulo tivesse só um sistema de tratamento, método sanitário, independente da pesquisa de outros estados do Brasil.

7-Tentativas de implantação de planejamento e controle dos programas de trabalhos computadorizados no fim da década de setenta pela Secretaria da Agricultura de São Paulo, como exemplo; o Planejamento e Controle de trabalho da Dira (Diretoria Regional Agrícola) de Sorocaba, a partir do ano de 1977, que funcionava muito bem apesar dos computadores de baixa capacidade, sem interligação com outros órgãos da Coordenadoria da Assistência Técnica Integral e só não continuaram devido a política e interesses outros da Secretária da Agricultura.

Conclusão: devido a estes problemas e outros não identificados a assistência técnica e a agricultura dependem e são levados pela opinião pública e dos órgãos de divulgação pública. 
Texto publicado em Vivências na Noiva da Colina