quinta-feira, 12 de junho de 2014

Produtividade recorde de milho e feijão!

Produtividade recorde de milho e feijão foram obtidas por agricultores do município de Taquarituba na safra agrícola 2001/2002, em lavaouras comuns e irrigadas, em pequenas e grandes áreas, graças ao clima favorável, à assistência técnica e ao crédito rural orientado do Banco do Brasil. Muitos produtores alcançaram produtividade nunca antes obtidas com a adoção de novas técnicas de adubação para altas produtividades, irrigação onde não ocorreram chuvas, sementes de alta qualidade genética e resistência à pragas e doenças na cultura do feijoeiro e novos híbridos de milho de alta produtividade e resistência à doenças e pragas, além do uso de herbicidas no majejo de ervas daninhas,  que  aumentaram  a produção à niveis difíceis de serem alcançados em anos normais, sem a irrigação ou mesmo com ela.

Na safra de feijão das águas, plantada em agosto e setembro e colhida em novembro e dezembro, a produtividade foi ótima para a maioria dos produtores do município, em lugares onde o clima foi normal, não ocorreu o veranico e a temperatura noturna foi baixa, como na lavoura do agricultor José Vicente Moreira, no bairro dos Campos, que produziu 52,89 sacos por hectare ou 128 sacos por alqueire, e também o agricultor Joaquim Dias, do bairro Soares, que produziu a média de 65,29 sacos por hectare ou 158 por alqueire, do cultivar Campeão II e usando 500 quilos de adubo Serrana 4-20-12 mais micronutrientes e adubação em cobertura de duas vezes de 100 quilos de ureia por hectare aos 25 e 50 dias de idade do feijoeiro, em plantio convencional.

No plantio direto, isto é, plantar sem arar e gradear, as produções foram maiores que o plantio convencional, como era de se esperar como foi a cultura de José Edvard Belei, do bairro Queimadão, que fez testes de diversos manejos do solo, para o plantio do feijoeiro, onde no preparo com o Triton, pós plantio do milho, produziu 57,85 sacos por hectare ou 140 por alqueire, usando grade de disco pesada a produção foi de 41,74 sacos por hectare ou 130 por alqueire, mostrando que o melhor manejo do solo é o uso de herbicida pós colheita e sem nenhuma movimentação, como o próprio nome indica "plantio direto" e preconizada por todos os Clubes da Minhoca, onde o revolvimento do solo é uma heresia, um crime.

As plantações do feijoeiro irrigadas nesta safra não tiveram produções muito mais altas do que as sem irrigação devido ao  clima, como aconteceu com a cultura do senhor Luiz Carlos Benini, no bairro Barreiro e Ribeirão Bonito, que produziu 57,95 sacos por hectare ou 140 por alqueire, com o cultivar II, plantado em agosto, irrigado com pivôt central, adubado com 413 quilos por hectare de 8-28-16, mais micronutrientes e a adubação em cobertura,  duas vezes de 125 quilos por hectare de nitrato de amônio aos 25 e 50 dias de idade do feijoeiro.

A produtividade de milho não irrigada, mas com adubação racional e bom manejo do solo, uso de herbicidas e híbridos de alta produtividade, tiveram produções muito boas, como a de Reinaldo Gomes, do bairro Muniz, que colheu 136,6 sacos por hectare ou 330 por alqueire de milho Agroceres 3010, plantado em dezembro de 2000, e de Issao Ando, de Coronel Macedo, que produziu 157 sacos por hectare  ou 380 por alqueire plantando o milho Ag. 3010, em outubro de 2000 e 350 sacos por alqueire plantando em fevereiro de 2001, mostrando que anualmente as firmas produtores de sementes, principalmente as de milho, tem cultivares e híbridos de alta produtividade e para plantios o ano inteiro, desde que não ocorram geadas, além de servirem para diferentes finalidades, como o milho verde, a ração, produtos industrializados, enfim, milho para mil e uma utilidades.
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Fonte: Jornal "O MOMENTO" - registrando nossa história
Taquarituba, 30 de janeiro de 2002