quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A INTERAÇÃO da PESQUISA E EXTENSÃO RURAL: um caso



A extensão rural ou qualquer nome que se dê ao ensino ou transferência de tecnologia ao homem do campo, seja ela ao pequeno produtor, assentado, ou empresário rural, passou por diversas mudanças técnicas, e estruturais. O que não mudou através dos tempos foi o uso de testes, experimentos, e ensaios cooperativos com a pesquisa agronômica para provocar mudanças tecnológicas no campo e  melhorar o nível de vida das populações rurais e através do aumento da produtividade  dos produtos agropecuários.    
A Casa da Agricultura de Taquarituba, S.P., com seus técnicos e auxiliares realizaram, usando o sistema cooperativo ensaios e experimentos nas fazendas e sítios do município de Taquarituba e em propriedades de Coronel Macedo, durante trinta e cinco anos.
Durante estes trinta e cinco anos com algumas interrupções (licença prêmio e acidente) foram realizados 15 experimentos de cultivares de feijoeiro, três de milho, um de arroz, um de ervilha e um de culturas de inverno, dois de trigo em conjunto com o Instituto Agronômico de Campinas, e o Dextru (Departamento de Extensão Rural) depois  mudado para DOT (Dep. de Orientação Técnica),  oito ensaios de testes com defensivos para feijão, três de algodão, e cinco de milho, além de campo de observação de crotalária, leguminosas forrageiras (soja perene, e lab-lab).O uso de testes de controle de pragas em algodão, pragas e doenças em feijoeiro e em  cafeeiro foram uma forma de conhecer o funcionamento e o os níveis de controle de defensivo nas culturas. 
Quando do aparecimento da ferrugem no cafeeiro na década de setenta foram montados um campo de observação de variedades de café resistentes à ferrugem (IAC). Também foram  feitos oito testes de defensivos em  laranjeiras em colaboração com o Instituto Biológico de São Paulo e a pedido do mesmo e um campo de observação de controle de nematóide com o uso de “manapueira”(“água de lavagem de mandioca brava”) em laranjeira pêra/natal.
 Foram realizados também ensaio de herbicidas em algodão, feijoeiro(IAC e CNPAF), milho, citrus e cafeeiro, e os testes de variedades de ervilha para enlatar, grão de bico, lentilha(CNPH), que foram pioneiros em São Paulo.
Com o Instituto de Economia Agrícola de S. Paulo, foram realizados cinco levantamentos de produção de milho, nove  levantamentos de custo de produção de feijão, e um custo de produção de laranja, com a participação nossa ou de nossos auxiliares.
Foram montados quinze experimentos de cultivares de feijão em parceria com o IAC; Instituto Agronômico de Campinas, e cinco do CNPAF(Centro Nacional de Pesquisa de Arroz e Feijão), um campo de observação de cultivares de hortaliças/leguminosas, com o CNPH (Centro Nacional de Pesquisas de Hortaliças), cinco testes de reguladores de crescimento de algodão(cloreto de mepiquat;Pix) e em soja, vinte iscas de controles (de ferohormônio ) de “alerta” do bicudo do algodoeiro,(da Secretaria de Agricultura) e cinco para o  controle da lagarta rosada do algodoeiro (nomate fw,da Albany) cinco campos de observação de controle de ervas daninhas do algodoeiro (treflan, trifluralina, Planavin), seis campos de demonstração/observação de controle de ervas daninhas do feijoeiro(treflan, ,trifluralina, pramato, flex, fusilade, Post, Basagran,etc.), em cooperação com os institutos de pesquisa ou firmas particulares produtoras desses insumos  .
 Periodicamente foram realizados levantamentos de custo de produção da cultura do milho no final dos anos sessenta junto com Instituto de Economia Agrícola de São Paulo; do custo do algodão no início dos anos setenta; do custo da produção do cafeeiro nos anos setenta, e vários custos de produção de feijoeiro nos anos oitenta e noventa, a pedido da Secretaria ou de outros órgãos estaduais e federais (CFP, etc.) de controle de preços.
Os ensaios e experimentos foram “montados” em fazendas e sítios de produtores sem ônus para o Estado, e estes sempre o faziam com nossa colaboração de auxiliares técnicos e quase todas as operações desde o plantio até a colheita-pesagem, e algumas vezes até a determinação da umidade das amostras colhidas (nos experimentos) no Posto de Sementes de Avaré para igualar a umidade padrão e comparar as produções dos campos de observação e demonstração.    
 Alem do Estado, dos produtores a firmas de insumos agropecuários colaboravam no planejamento, na condução, e também com o pagamento de muitas despesas realizadas para a montagem e condução de experimentos e ensaios, não só para o lançamento de novos produtos, cultivares como também na cessão de materiais equipamentos e logística. A eles a gratidão de todos que trabalham na assistência técnica ao produtor rural.
As firmas particulares que colaboraram com as pesquisas doando materiais mão de obra, e muitas vezes arcando com as despesas de condução de campos experimentais, de cursos, de campos demonstrativos, etc.  foram: a Sandoz, a Bayer, a Elanco, a Hokko,a Basf, a Ihara e Iharabras, Ciba-Geygi,  a Albany, a Basf, a Ultrafértil, a Solorico, a Cotia (Cooperativa Agrícola de Cotia), a Cooperativa Central de Campinas, a Coreata (Cooperativa Regional de Taquarituba), a Copas,  Fosfato de Araxá, o adubos Yorin,  a Manah,  a CBA (Cia.Brasileira de Adubos), Calcário Gobo, Gesso da Ultrafértil de Cubatão; as novas firmas de defensivos (Novartis, Syngenta, Monsanto,  etc); as de adubos foliares (Copas foliar, Ubyfol, Basf); as de sementes (Agroceres, depois Monsanto, a Cargill, a Pioneer,  a Petoseed, a Kave sementes) e as de máquinas agrícolas, como a CBT, a Masey, a Masey-Ferguson, a Valmet, a Ford Tatores; Beneficiadoras/arrancadoras de feijão: a Laredo e a Cemag: Ceará Maquinas agrícolas, e a Jacto de maquinas agrícolas(pulverizadoras e colheitadeiras de café, etc.), e outras que com o passar do tempo ...
Todas estas firmas, mais as revendedoras de Taquarituba, foram e algumas ainda seriam e são fatores importantes na divulgação, na aceitação e no uso de produtos que aumentaram a produtividade, e desse modo concorrem para o desenvolvimento econômico e social do município e região, na área de agricultura e serviços.    
 

2 comentários:

  1. Marta Augusti Coradini6 de março de 2014 14:24

    Querido Norival...depois de muitos anos estou eu a encontrá-lo novamente. Que prazer!! Fiquei feliz em saber que possui este blog sobre agricultura. Hoje estou numa outra fase da vida e graças a Deus morando no interior e vivenciando a agricultura. Além disso, dois dos meus quatro irmãos seguiram a carreira de engenheiro agrônomo. Tenho certeza que tens muito a publicar por aqui pois sua trajetória passou pelas fases mais importantes da agricultura no Brasil. Abraços!!

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  2. Querido Norival...depois de muitos anos estou eu a encontrá-lo novamente. Que prazer!! Fiquei feliz em saber que possui este blog sobre agricultura. Hoje estou numa outra fase da vida e graças a Deus morando no interior e vivenciando a agricultura. Além disso, dois dos meus quatro irmãos seguiram a carreira de engenheiro agrônomo. Tenho certeza que tens muito a publicar por aqui pois sua trajetória passou pelas fases mais importantes da agricultura no Brasil. Abraços!!

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