terça-feira, 22 de outubro de 2013

Projeto de produção de ervilhas para enlatamento

No ano agrícola 1985-1986 houve perdas muito grandes dos agricultores com o feijão das secas por causa do mosaico dourado e procuramos uma alternativa agrícola para minimizar essas perdas. Enviamos a notícia para o jornal O Estado de São Paulo e o engenheiro agrônomo da Kave Sementes de Ribeirão Preto, após ler meu artigo, propôs desenvolvermos um projeto que havia apresentado à firma de enlatados Steiner S.A. de Joinvile (Santa Catarina). Ele propôs a multiplicação de sementes que tinha em pequena quantidade para iniciarmos o projeto. Aceitamos porque esta era a única alternativa uma vez que os agricultores já haviam iniciado os projetos de irrigação.
O projeto reidratação e enlatamento de ervilhas, que contou com apoio da Casa de Agricultura de Taquarituba, foi financiado pela Steiner S.A e executado pela Kave Sementes de Ribeirão Preto tinha por objetivo produzir ervilhas secas para reidratar e evitar a importação. Na época toda ervilha era importada (aproximadamente 40 toneladas) e ficávamos "presos" à alta de preços do mercado internacional.
Inicialmente conseguimos quatro agricultores para multiplicar (inverno de 1986) as sementes originadas do CNPH (Centro Nacional de pesquisas de hortaliças) que era o órgão de pesquisa da Embrapa (localizada no Distrito Federal/Goiás). Após a multiplicação e a secagem as ervilhas eram levadas para Piedade, município da Grande São Paulo, para beneficiar e classificar. Depois retornavam a Taquarituba para novos plantios.
Além disso, no inverno de 1987 contatamos, nos municípios de Taquarituba, Piraju, Itaí, Coronel Macedo,Taguaí, Paranapanema e Itaberá, agricultores que possuíam sistema de irrigação para participar deste projeto de produção de ervilha para reidratação e enlatamento. 
Participaram deste projeto 23 agricultores na safra de inverno de 1987, sendo a maior parte dos agricultores de Taquarituba. 
Eles dependiam da logística, assistência técnica, avaliação, controle da produção, preparo do produto (transporte, limpeza, secagem a 13o.ur.), ensacamento, estocagem, desinfecção e transporte para envio as indústrias.
Entre os produtores-parceiros estavam: Constante Pavan e outros, João Balassoni, Luigi Guerra, E.Fabrocini, Julio, Sunichi Nishioka, Paulo Pulz, e outros

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Modernização na Fazenda Matão, Taquarituba- SP

Em 1963, o Osvaldo Castelucci comprou em Santa Bárbara do Oeste uma plantadeira de duas linhas, marca SANS. A caminhonete que a transportava estacionou em frente o Bar e Pensão do Alher, na Praça São Roque, provocando grande curiosidade. Atraiu uma multidão que foi vê-la enquanto que o motorista esperava a chegada do Osvaldo que estava na Fazenda Matão. 
Um falava que a plantadeira não funcionaria na terra roxa, outro falava que os "tocos" impediriam o plantio. Enfim, muitas crendices foram mencionadas neste dia, inclusive o dr.Jayme Gomes dizia que a terra roxa era muito "pesada" e que a máquina não  funcionaria. No dia seguinte ela foi levada à Fazenda Matão e após ser regulada foram plantados 12 hectares (5alqueires) de cereais no primeiro dia de serviço!!
Para plantar 5 alqueires ou 12 hectares eram necessários cinco dias de serviço de dois homens, dois animais, ou de 30 homens dia com plantadeira manual ou "catracas"(ou matracas). 
A partir de então diversos agricultores começaram a ver na modernização um meio de mudar a técnica de produção do cereal, começando inicialmente com plantadeiras a tração animal no início dos anos setenta, geralmente marca "Sans" e, depois no final dos anos setenta, usar a tração mecânica para produzir o cereal básico e importante para o município e região.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Cultura do algodão na propriedade de Pedro José de Almeida

Propriedade de Pedro Almeida, 1998
Cultura de algodão da variedade IAC-20, com produtividade de 150 arrobas por ha.(2.250 kg./ha), usando o manejo integrado de pragas (MIP) adaptado para o controle de bicudo  (antonomus grandis?) do algodoeiro safra 1997/98, plantado em solo latossol vermelho escuro, pH corrigido.
A propriedade é de Pedro José de Almeida, agricultor e industrial (olaria de tijolos/telhas).

Controle de pragas no plantio de tomate

Propriedade de Valter Bergamo, Taquarituba, SP, 1998
Na foto pode-se ver a isca luminosa para atração de mariposas da lagartas dos frutos de tomate. A isca luminosa é uma composta por uma lâmpada e um balde de plástico com água e detergente para controlar a broca pequena e grande do tomateiro (e outras lagartas) servindo também como estratégia para o manejo integrado de pragas, do tomateiro, diminuindo o uso de defensivos, seu custo de produção e a contaminação do meio ambiente.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Foz de Iguaçu - década de 1970

Foz de Iguaçu. Acervo pessoal.

Apresentação de flautistas

Apresentação musical da Banda dos Gomes, Taquarituba- SP

A apresentação musical foi realizada no dia do aniversário da cidade  e de encerramento da festa do milho, provavelmente em 15 de agosto de 1970.

sábado, 8 de junho de 2013

Visita de pesquisadores do CNPH à cultura de ervilha em Itaí, década de 1980

Pesquisadores do CNPH (Centro Nacional de Pesquisas de Hortaliças )de Brasilia, DF, percorrem
as culturas de ervilha (variedades Triofin e a Mikado) para reidratar em Itai, S.P., bairro Machula, ano agrícola 1985/86(?) do produtor  Bruno Daineze. 
Notar que a cultura é irrigada e os pés de ervilha estão praticamente eretos, mas não o suficiente para  serem colhidos com colheitadeira.Elas foram arrancadas e depois beneficiadas com debulhadeiras adaptadas que eram usadas para beneficiar feijão. 

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Relato de viagens e trabalho realizado durante período de férias e licença-prêmio

Trabalho de assistência técnica na firma de defensivos agrícolas - Sandoz agroquímicos - numa licença prêmio durante as férias e a licença prêmio de outubro de 1971 a fevereiro de 1972.

 Após uma conversa com o diretor da Sandoz Agroquimicos numa de suas  propriedades em Itaí,S.P., aceitei trabalhar nesta empresa. Fui então contratado para trabalhar nas filiais da firma, que tanto podia ser em São Paulo, como no Paraná, numa licença prêmio e ferias, que começaria em out.71 e término em fev.72.
 A princípio foi estabelecido que trabalharíamos "assistindo" tecnicamente aos vendedores de defensivos agrícolas prestando assistência técnica aos produtores de algodão e outras culturas quando solicitadas por vendedores de várias regiões do Paraná, principalmente a uva itália que começava a ter expressão no norte velho do Paraná. Depois de um tempo eu iria para a filial de Araçatuba.
 Começei inicialmente a prestar assistência a produtores de algodão que usavam a semente "tratada" com Frumin Al (disulfoton) mais tillex (fosforado mais mercurial), assistindo diversos cotonicultores  do norte do Paraná até Umuarama, município que naquela época plantava muito algodão, até 2420 hectares com meeiros.Também havia plantadores de amendoim na região de Umuarama.
Acompanhei a recomendação e venda de inseticidas para algodão com os vendedores da Sandoz que atuavam em Londrina, Apucarana, Maringá, Umuarama, Cornélio Procópio e  Cascavel. 
Fiz contato e atendi o gerente na vendas de cooperativa  no tratamento de sementes de trigo para a Cooperativa Agrícola de Cotia e a central de compras da Café do Paraná em Curitiba, também para o do tratamento de sementes de trigo, cujo plantio se iniciava no neste estado.
Iniciei o contato com as diversas filiais da "Café do Paraná" para o tratamento de café contra a ferrugem usando os produtos a base de óxido cuproso e oxicloreto de cobre, o carro chefe de vendas da Sandoz para o controle da ferrugem na época.
 Contatei a Copercotia, que possuia muitos sócios agricultores produtores de algodão e cooperativa com muitas filiais no Paraná, na época, mostrando o portfólio dos defensivos da firma.
 Visitei e assessorei a venda de produtos para tratamento de Inverno em Uva Itália, cultura em expansão entre os nisseis do norte pioneiro, e com áreas ate no município de Cascavel, vizinho da fronteira com o Paraguai, praticamente nas margens do rio Iguaçu.
Assisti entre os agricultores nisseis e alguns netos de italianos o uso de calciocianamida para "apressar"a brotação apos uma poda antecipada e uso do desfolhante EK 57, além do uso de tubos de plásticos "encapando" os brotos após a aplicação do EK, para acelerar ainda mais o florescimento e entrar no "mercado" com um mês de "antecedência para alcançar melhores preços  no mercado de São Paulo.
  Depois de dois meses prestei assessoria técnica a vendedores da Sandoz 'a vendedores de defensivos para algodão e outras culturas no noroeste de São Paulo, tendo como base a filial Araçatuba. Naquela época Araçatuba era uma produtora da malvácea, com quatro "máquinas de beneficiamento" no município.
 Fazendo "peão" no munícipio acompanhei a venda de defensivos para  algodão em Araçatuba, Santo Anástacio, Presidente Prudente, Presidente Epitácio e vendedores de  Lins, Bauru,Marilia.
Assessorei também a venda de defensivos agrícolas para a cultura de "fruta do conde" em Lins e de abacaxi em Bauru, que foi grande produtor da fruta.
 Essa prestação de serviços para uma multinacional de defensivos agrícolas (que atualmente foi absorvida nesta fase atual de consolidação de grandes empresas) foi de grande valia para a ampliação do meu conhecimento agrícola de São Paulo. Isto se deve à vivência com os agricultores, vendedores,  engenheiros agronômos, diretores de firmas, enfim,  todos ligados à agropecuária paulista e paranaense.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Planta Projetos Agropecuários de Avaré -Taquarituba.



Funcionou em Taquarituba de 1986 e 1987 um escritório da firma de planejamento agropecuário chamado  Planta projetos agropecuários (na rua Campos Salles, próximo da Casa da Agricultura).
 Ela pertencia ao engenheiro agronômo Shynia de Avaré que também fazia projetos e avaliações agropecuárias para o Banco do Brasil. 
 A engenheira agrônoma responsável era Paula Mazuco Jorge que atendia os  agricultores que faziam financiamentos na agência do Banco do Brasil de Taquarituba. 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Itaí, 1971

Foto do final da bacia de acumulação da Usina de Jurumirim, nos anos setenta, mostrando que praticamente não há lavouras nesses bairros, entre eles o Santa Terezinha, que tinha alguma plantação de café, arroz e feijão para consumo.
Esta foto foi tirada quando assistíamos o bairro junto com voluntários holandeses e o município de Itaí não tinha engenheiro agrônomo.

Festa do Milho - 1969-1970

Salão de exposição observado pelo comerciante Benedito de Campos, Ditinho da Livraria.
Salão da Exposição da 10a.Festa do Milho realizada na Avenida Coronel João Quintino, após o Grupo Escolar Julieta Trindade Evangelista.
O salão que ficava no barracão do Venâncio Mendes foi cedido gratuitamente por ele para a realização deste evento. Era o barracão do depósito de milho, usado para estocagem deste cereal.

Isca para bicudo - 1980-1981

Manejo de pragas do algodoeiro.(1980/81)- Isca de Bicudo.



Isca de fehormônio para atração do bicudo (A.grandis) na ponta de uma vara e tomada de decisão para o controle do bicudo do algodoeiro nas lavouras de algodão do bairro Ribeirão Bonito. A lavoura de algodão plantada em solo latossol vemelho era de propriedade de Pedro "Mineiro" José de Almeida.

Assistência Técnica - Taquarituba, década de 1960

Assistência Técnica do engenheiro agronômo regional, da Casa da Lavoura  de Taquarituba, ao produtor de milho, Henrique Latanzio e seu meieiro Antonio Cavaleiro, no Bairro dos Campos ano agrícola 1967/68. 
Na ocasião se determinava o "stand' ou população da cultura para corrigir a baixa população, principal problema técnico aliado a falta de adubação nitrogenada em cobertura, aos 40-45 dias, e para os híbridos de milho.
Notar que era usado o jeep 58 da Casa da Lavoura para o trabalho de assistência técnica ao produtor de Taquarituba.