domingo, 17 de julho de 2011

Agradecimentos aos colegas

Faço aqui um agradecimento especial aos colegas que labutaram conosco no trabalho extensionista, contornaram as dificuldades encontradas e  contribuiram com as mudanças socioeconômicas em vários municípios da região sudoeste do Estado de São Paulo: 


Engenheiros agrônomos:
- Valdemar E.Araujo Fernandes e Olavo Giraldi assesores de conservação do solo e da água;
-  Swani Castanho: mecanização e conservação do solo;
- Ovidio B.Tardivo:chefe de extensão rural e diretor regional,
- Antonio Rangel: regional de Avaré depois diretor, do EDR,
- José Levi Montebello: da Regional de Itaí,
- Rodolfo Keller Jr: chefe do Posto de Sementes de Avaré,
- Valter Morato e Eliseu A.de Mello;
- diversos colegas da DIRA de Sorocaba e  dos órgãos de apoio (Dextru,Dot, Instituto Agrônomico de Campínas e Instituto Biológico de São Paulo e Campinas;
-  Laerte E.Fregonesi: da regional de Fartura e Taguaí que no final dos anos sessenta labutou junto para a elevação dos níveis de produtividade de milho da região;
- os voluntários holandeses que participaram e ajudaram no serviço de extensão rural: Rolland Hoppman, Marita, Femme,Gerard Luttihold, Henri Genet;.
- aos especialistas de algodão do Dextru-DOT da Cati: Duval da Silva Costa, Sebastião Godoy Passos e Verino Ramos Cruz ;
- aos especialistas na cultura do milho eng.agro. José Ayres Pacheco;
- ao especialista em Horticultura eng.agro. Tonan Kudo.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Plácido da Silva Machado e o Concurso de hortas escolares

O professor Plácido da Silva Machado foi diretor da Escola Estadual Julieta Trindade Evangelista de 1966 a 1970. Nesta mesma época dirigiu as 23 escolas rurais (4 eram de alvenaria e as demais de madeira) do município que foram  construídas pela Prefeitura Municipal. A Prefeitura tinha como chefe e mestre de obras o funcionário Antonio Cimatti, que as construía com auxilio de dois marceneiros. As escolas rurais ficavam nos bairros rurais e  tinham um terreno cercado para as crianças recrear.
Numa das reuniões mensais, realizadas em 1966, Plácido da Silva Machado nos forneceu os dados do levantamento socioeconômico que tinha sido realizado pelas professoras a pedido do antigo diretor Sebastião Villaça  para conhecermos a realidade na zona rural do município. Este levantamento mostrou que  havia pouco consumo de verduras, legumes e frutas pelas famílias dos alunos e, consequentemente, pela população em geral do  município.
Em 1967, eu e mais duas professoras assistentes, a partir deste levantamento e graças ao empenho do diretor Plácido da Silva Machado, criamos o Concurso Municipal de Hortas escolares de Taquarituba. Para dar subsídio para as professoas solicitei (na época eu era o engenheiro agrônomo da Casa da Lavoura de Taquarituba) ao Ovídio B. Tardivo (supervisor regional da Casa da Lavoura de Taquarituba)  e ao  Charles Michel Hawthorne (Delegado Agrícola de Avaré) um Curso de atualização e treinamento para professoras de escolas rurais que seria ministrado pelos especialistas em Exensão Rural, do DOT-Centro de Orientação Técnica de Campinas orientados pelo eng. agro José Gomes da Silva.
Plácido da S. Machado também conseguiu pontos para promoção/remoção  da diretoria de Ensino de Avaré-Itapetininga para as professoras participantes do curso de atualização e treinamento. O curso era abrangente, tinha aulas e demonstrações de hortas escolares, pomares domésticos, sociologia rural, primeiros socorros, avaliação de ensino rural, economia rural, cultura de milho e feijão, receitas para aproveitamento do milho. Foram monitores expoentes da agricultura como os engenheiros agrônomos José Gomes da Silva, Josele Salomão, Miriam Krishinik e outros especialistas.
Houve a partir de então o aumento da produção e  consumo de hortaliças, verduras e legumes no município.

Segundo o levantamento socioeconômico realizado pelas professoras o número de dependentes por familia dos alunos era de 7,2 filhos em média, o número de dependentes por familia era de  8,2; somente um morador não era católico e 169 eram católicos apostólicos. A maioria dos pais dos alunos, isto é, 72 eram proprietários, ou seja 52%, 14 eram parceiros ou meeiros ou 11,2%, 37 eram empregados ou 29,8% e 7 eram colonos ou 5,6% deles. As moradias eram precárias, sendo que 61 delas eram de "barrote" cobertas de telhas, 45 eram de alvenaria (maior parte dos bairros Aleixo e Pedregulho), 62 eram de tábuas com cobertas de telhas ou 26,2%.