segunda-feira, 5 de julho de 2010

As mudanças na adubação e técnicas de culturas agrícolas nos municípios da região de Taquarituba, SP

No ano agrícola 1971-72 uma nova fase se iniciava com o início das operações da Ultrafértil S.A. na região de Avaré, inclusive no município de Taquarituba, que introduziu as vendas técnicas de adubos, calcário e alguns defensivos, principalmente o herbicida Treflan, de incorporação em pré-plantio incorporado. Os adubos e o calcário eram vendidos após análise e recomendação técnica, numa época em que poucos adubavam, calcariavam e faziam controle com herbicidas.
O Treflan, à base de trifluralina (45%), era aplicado em pré plantio incorporado(PPI) para a cultura do algodão inicialmente, depois para feijoeiro e para a cultura da soja que era ainda pouco ou nada plantada nesta região.
A introdução deste herbicida possibilitou controle dos matos e a ampliação das áreas plantadas do algodão e das leguminosas - feijoeiro e soja  - e que antes não tinham possibilidade de plantio em grandes áreas devido à infestação de ervas daninhas principalmente do mato principal conhecido como capim marmelada, como também o capim carrapicho e picão que infestavam as culturas de milho, feijão e passavam para a cultura seguinte.
O engenheiro agrônomo Hideio Aoki (formado na Esalq em 1965- F65), filho de taquaritubenses, iniciou suas vendas de adubos e também do treflan 45CE da Ultrafértil para a cultura de algodão. Ele precisava garantir e fazer vendas demonstrativas para vários agricultores amigos conhecidos de seus irmãos e para alguns agricultores para tentar introduzir a técnica do herbicida que era novidade na época.
Um desses agricultores  usou o “treflan” na área que plantaria algodão e depois do plantio e nascimento do algodão constatou que estava nascendo o capim marmelada, picão e capim carrapicho chamou o colega Hideio. Ele me convidou para constatar o fato na lavoura de feijoeiro de Vitorino Dalcin no bairro do Porto, nas margens da rodovia Taquarituba-Itai, que conhecíamos e sabíamos que estava altamente infestada pelos "matos" e vimos que as ervas daninhas realmente estavam germinando. Pedimos para o agricultor esperar mais uns dias, pois o solo estava seco. Foi a sorte.
Após uma pequena chuva os “matos” começaram a morrer e ele nos comunicou que o mato estava morrendo. Estava introduzida uma nova técnica no município e também na região, como realmente aconteceu nas safras seguintes.
Somente a firma Copap de Nelson Giraldin aproveitando o campo demonstrativo de Hideio Aoki vendeu uma centena de litros e depois no ano de 1972/3 vendeu 5.000 e poucos litros na região para lavouras de algodão nos anos seguintes vendeu muito mais.
Aoki  vendia também herbicidas para café e milho para aplicação em pré e pós emergência e com grande dificuldade pois a mão de obra na época era barata e o custo beneficio da aplicação era desfavorável ao herbicida.
Mas mesmo assim conseguiu vender para alguns agricultores novidadeiros que tiveram problemas com o funcionamento dos herbicidas devido á falta de água no solo que não deixava o herbicida funcionar. O solo seco naquela época limitou a introdução dos herbicidas para café e milho. A firma vendedora e a revendedora não esclarecia esta particularidade do modo de ação do herbicida, somente foi descoberto por ele depois de muita análise dele com os técnicos envolvidos nas vendas dos produtos.
 Aoki e colegas que trabalharam na região foram os pioneiros na introdução da adubação técnica trabalhando numa firma que tinha por norma vender tecnicamente insumos agrícolas.
O uso de herbicidas em Taquarituba e na região somente aconteceu no início da década de sessenta, depois que o engenheiro agrônomo nissei Hideio Aoki começou a trabalhar na venda dos herbicidas da Ultrafértil, firma criada para vender produtos agrícolas com assistência técnica de engenheiros agrônomos e com seus gerentes geralmente formados em escolas de agronomia, para que sempre houvesse retorno das vendas e os agricultores tivessem a devida assistência técnica.















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