quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ponte Taquarituba- Itaí

Construção de Ponte no Rio Taquari localizada do lado de Taquarituba na margem da fazenda de Indalécio Gomes Camargo (Bairro Muniz) e na outra margem no Bairro Machula de Itaí. Década de 1970 - Autoria de Foto Nossa Senhora de Fátima

Durante os primeiros anos da decada de setenta, 1973 e 74, os agricultores de Itaí do bairro do Machula e alguns mais afastados de Itai viram a possibilidade de "comerciar" com Taquarituba. Incentivaram então os comerciantes de Taquarituba a construir uma ponte na altura da fazenda no bairro Muniz, de Indalécio Gomes, para economizar de dez a quinze quilometros para chegar à Itaí. A ponte economizaria dez a doze quilômetros, de viagem até Taquarituba sem passar por Itaí.  Animado pela atração de novos negócios os comerciantes de Taquarituba arrecadaram fundos e construiram uma ponte no Bairro Muniz, com alguma ajuda de transporte e mão de obra da prefeitura municipal. A ponte ficou pronta, mas a Prefeitura de Itaí não permitiu a ligação com a estrada do Machula e a ponte ficou inutilizada.

Mikado- Cultivar de ervilha produzido em Taquarituba, SP



.
 Variedade de ervilha denominada MIKADO(de origem argentina) com duas flores na inflorescência.

O Melhor Produtor de Milho de Taquarituba - Concurso



Henrique Latanzio, á esquerda, e um produtor rural de Fartura à direita, na área do concurso de produtividade - Safra 1967-1968

Aerofoto da região de Taquarituba, SP- (2006)

Aerofoto colorida da região de Taquarituba (cidade em negrito) para comparar com a realizada em 1962 pela Vasp Aéreofotogramétrica. Secretaria do Planejamento do Estado de São Paulo.


Veja também o mapa da região administrativa de Sorocaba á qual pertence Taquarituba em:
http://www.igc.sp.gov.br/mapras_sorocaba.htm

Aerofoto da região de Taquarituba (1962)

Aerofoto do município de Taquarituba e da região que o circunda - 1962
Imagem pertencente ao acervo da Casa da Agricultura de Taquarituba.



Em 1962 foram produzidas aerofotos em todo o Estado de São Paulo para gerar cópias esteroscópicas de todos os municípios para as Casas da Lavoura (atual Casa da Agricultura). Todas as Casas de Lavoura tinham os pares aerofotogramétricos, óculos esteroscópicos e duas escalas para medir áreas, planejar e ou fazer pedidos de cópias para agricultores às firmas(duas) que realizaram o voo em todo o estado de São Paulo.
Portanto, a aerofoto era destinada a auxiliar o trabalho de planejamento em extensão rural do engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura, entre outras atividades como realizar medições de área agrícola, localização de propriedades rurais e de mananciais.

Obs: A aerofoto está correta, mas em posição invertida. Os municípios estão localizados corretamenta, mas o norte está na posição inferior e o sul na posição superior da imagem.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Documento que atesta o planejamento das atividades da Casa da Agricultura nas décadas de 1960-1970

Exemplo de Plano Anual de Trabalho da Casa da Agricultura de Taquarituba - pertencente à José Norival Augusti

Desde que Alfredo Gomes Carneiro assumiu a direção e coordenação dos trabalhos da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral da Secretaria da Agricultura do estado de São Paulo no início da década de sessenta, os engenheiros agrônomos e médicos veterinários  das Casas da Agricultura faziam Planos de Trabalho para o ano agrícola e no final do ano agrícola eram feitas as avaliações do trabalho realizado. O Plano de Trabalho do ano agrícola de 74/75 digitalizado é um modelo de documento que serviu para execução e avaliação do que foi realizado em Taquarituba naquele ano agrícola. Diversos anos agrícolas tiveram Planos de Trabalho de acordo com a Política Agrícola dos Secretários da Agricultura e envolviam toda Secretaria da Agricultura e seus orgãos de Assistência Técnica e Pesquisa.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

As mudanças na adubação e técnicas de culturas agrícolas nos municípios da região de Taquarituba, SP

No ano agrícola 1971-72 uma nova fase se iniciava com o início das operações da Ultrafértil S.A. na região de Avaré, inclusive no município de Taquarituba, que introduziu as vendas técnicas de adubos, calcário e alguns defensivos, principalmente o herbicida Treflan, de incorporação em pré-plantio incorporado. Os adubos e o calcário eram vendidos após análise e recomendação técnica, numa época em que poucos adubavam, calcariavam e faziam controle com herbicidas.
O Treflan, à base de trifluralina (45%), era aplicado em pré plantio incorporado(PPI) para a cultura do algodão inicialmente, depois para feijoeiro e para a cultura da soja que era ainda pouco ou nada plantada nesta região.
A introdução deste herbicida possibilitou controle dos matos e a ampliação das áreas plantadas do algodão e das leguminosas - feijoeiro e soja  - e que antes não tinham possibilidade de plantio em grandes áreas devido à infestação de ervas daninhas principalmente do mato principal conhecido como capim marmelada, como também o capim carrapicho e picão que infestavam as culturas de milho, feijão e passavam para a cultura seguinte.
O engenheiro agrônomo Hideio Aoki (formado na Esalq em 1965- F65), filho de taquaritubenses, iniciou suas vendas de adubos e também do treflan 45CE da Ultrafértil para a cultura de algodão. Ele precisava garantir e fazer vendas demonstrativas para vários agricultores amigos conhecidos de seus irmãos e para alguns agricultores para tentar introduzir a técnica do herbicida que era novidade na época.
Um desses agricultores  usou o “treflan” na área que plantaria algodão e depois do plantio e nascimento do algodão constatou que estava nascendo o capim marmelada, picão e capim carrapicho chamou o colega Hideio. Ele me convidou para constatar o fato na lavoura de feijoeiro de Vitorino Dalcin no bairro do Porto, nas margens da rodovia Taquarituba-Itai, que conhecíamos e sabíamos que estava altamente infestada pelos "matos" e vimos que as ervas daninhas realmente estavam germinando. Pedimos para o agricultor esperar mais uns dias, pois o solo estava seco. Foi a sorte.
Após uma pequena chuva os “matos” começaram a morrer e ele nos comunicou que o mato estava morrendo. Estava introduzida uma nova técnica no município e também na região, como realmente aconteceu nas safras seguintes.
Somente a firma Copap de Nelson Giraldin aproveitando o campo demonstrativo de Hideio Aoki vendeu uma centena de litros e depois no ano de 1972/3 vendeu 5.000 e poucos litros na região para lavouras de algodão nos anos seguintes vendeu muito mais.
Aoki  vendia também herbicidas para café e milho para aplicação em pré e pós emergência e com grande dificuldade pois a mão de obra na época era barata e o custo beneficio da aplicação era desfavorável ao herbicida.
Mas mesmo assim conseguiu vender para alguns agricultores novidadeiros que tiveram problemas com o funcionamento dos herbicidas devido á falta de água no solo que não deixava o herbicida funcionar. O solo seco naquela época limitou a introdução dos herbicidas para café e milho. A firma vendedora e a revendedora não esclarecia esta particularidade do modo de ação do herbicida, somente foi descoberto por ele depois de muita análise dele com os técnicos envolvidos nas vendas dos produtos.
 Aoki e colegas que trabalharam na região foram os pioneiros na introdução da adubação técnica trabalhando numa firma que tinha por norma vender tecnicamente insumos agrícolas.
O uso de herbicidas em Taquarituba e na região somente aconteceu no início da década de sessenta, depois que o engenheiro agrônomo nissei Hideio Aoki começou a trabalhar na venda dos herbicidas da Ultrafértil, firma criada para vender produtos agrícolas com assistência técnica de engenheiros agrônomos e com seus gerentes geralmente formados em escolas de agronomia, para que sempre houvesse retorno das vendas e os agricultores tivessem a devida assistência técnica.