sexta-feira, 14 de maio de 2010

Microbacia do Ribeirão do Lageado (MBRL)

No ano de 1985, foram reiniciados os trabalhos na Microbacia do Ribeirão do Lageado (MBRL), planejado cinco anos antes, com uma área de 2.712 ha. medidos por aerofotogrametria, mas que efetivamente fazia parte dela 2.120 ha., devido a áreas de vizinhas da cidade que não eram mais rurais.
Antes do início dos trabalhos a Diretoria Agrícola (DIRA) de Sorocaba promoveu em 1985 um curso para operadores de máquinas de terraplagem e de esteiras, para usar nos serviços de Microbacia (MB). Deste curso participaram operadores de máquinas das prefeituras municipais de 8 municípios da região( desde Arandú até Itapeva) relizados na Casa da Agricultura com aulas práticas em estradas do município e em Arandú onde existia trabalho já efetuado em MB. Em reunião foi votado a criação da Associação da MB Ribeirão do Lageado, com a eleição de diretoria com o presidente Antonio L. de Oliveira que foi registrada em cartório,  aberta uma conta conjunta da Associação no Banespa para gerir a MB e receber recursos eventuais. Reuniões de planejamento foram efetuadas para programar as ações da MB. Esta recebeu do programa 10.000 mudas de arvores nativas, entre elas algumas fruteiras nativas, como uvaia e cabeludinha, que foram plantadas em parte nas margens do ribeirão do Lageado (houve perdas), pelos produtores. Não houve nescesssidade de formação de cooperativa pois já existia a Coreata. Além dos trabalhos de conservação a Codasp (Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo) efetuou a drenagem e retificação de 1600 metros do riberião do Lageado e seus afluentes, o que possibilitou a plantação de arroz semi-irrigado nas suas margens.
Também a DIRA de Sorocaba conseguiu mudas de eucaliptos(25.000) de reflorestadoras que  foram plantadas em propriedades da MB e propriedades vizinhas. Foram realizados: Curso de Aplicação de defensivos na propriedade de Acácio de Oliveira; Curso de Conservação de frutas da região e de panificação caseira, de aproveitamento de produtos lácteos (queijos, iogurtes, muçarela, etc), de produção de doces caseiros de fruteiras locais(laranjas, ameixas,goiabas, etc) na Casa da Agricultura/Coreata/Prefeitura Municipal; Curso de vacinação bovinos na Coreata, com instrutores da DIRA e auxiliares técnicos. Os cursos tiveram em média a participação de 16 produtores rurais e suas senhoras.
 Foi plantado um campo de demonstração (CD) de forrageiras com calagem e fosfatagem na propriedade do Eloy F. de Oliveira, e nele foi realizada uma demonstração de resultados com a presença do assessor da DIRA de Sorocaba e da firma Minercal que tinha cedido o calcário/fosfato e sementes no Campo de demonstração com a presença de 22 produtores e suas famílias.
A Casa da Agricultura e a firma Fiação de seda BRATAC realizou uma excursão á  Estação Experimental de Gália do Instituto de Zootecnia, com 20 produtores de bicho da seda (4 produtores eram da M.B)  para conhecer as variedades de amoreira e técnicas de plantio e condução das amoreiras. Nesta ocasião visitamos também a sede da Bratac e outras indústrias locais de Gália para conhecer a produção de tecidos. O ônibus para realizar a excursão foi cedido pela prefeitura municipal de Taquarituba sem custo para os produtores.
Os produtores receberam do Projeto, uma ensiladeira de forrageiras que foi usada por eles e também foi cedida à  alguns produtores do município para aproveitar sobras de verão das forrageiras e aproveitar no inverno. Foi usada por 5 anos quando um acidente a inutilizou.
Após oito anos de execução foi encerrado o Projeto da Microbacia do Ribeirão do Lageado.
Concluímos que a microbacia realmente conservou o solo e a água da MB embora já existisse trabalhos conservacionistas na mesma área que foi drenada  e usava parte das várzeas; tecnificou a produção de amoreiras e bicho da seda; não houve mais erosões; as águas do ribeirão e da cidade não sofrem mais interrupção de fornecimento de água durante o período que o ribeirão foi usado para abastecimento. O projeto teve sucesso só que nuitos produtores ja saíram dessas propriedades devido a diversas razões, entre elas a política agrícola nacional.

Veja uma imagem dos trabalhos iniciais da Microbacia do Lajeado em http://fiosdamemoria.blogspot.com/2011/08/blog-post_6741.html

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