sexta-feira, 28 de maio de 2010

José Gonçalves

José Gonçalves (também conhecido por Zé Manãh), natural de Taquarituba, nascido em 1934, é filho de um dos primeiros moradores de Taquarituba  - José Gonçalves de Souza - e de sua esposa Zulmira Antonia.
Um dia me deu um relato de sua vida. É este relato que apresento a seguir. Segundo José Gonçalves, seu nascimento foi complicado e só mamou no 13o. dia de vida. Teve malária com 5 anos, tomou quinino, urinou azul e sobreviveu. Com sete anos foi cursar o Grupo Escolar de Taquarituba. Em 1945 foi para o Seminário Cistecercense de Itaporanga, junto com a figura ímpar do "Luis Preto", que voltaram nas férias, na mesma condução uma charrete de roda de ferros, dirigida pelo Bianor. Em 1947, com 13 anos veio para Taquarituba para terminar o ensino básico do Grupo Escolar. Foi sapateiro com o irmão Paulo, indo á tarde tomar banho de rio, pelados na "pedreira". Em 1950 fizeream a Escola de Datilografia da D.Terezinha Cabral de Freitas, senhora do futuro gerente da agência do Bradesco. Em 1952, foi convidado por Zanoni de Oliveira e João Rui Nogueira gerente e contador do Banco Cruzeiro do Sul s.a., para ser escriturário deste banco e, em junho do ano de 1952, passou a escriturário do primeiro Banco da cidade, com um salário dde Cr$1.000,00, trabalhando com terno e gravata. No final do ano foi inaugurado o Banco Popular s.a..Em 1954 e 1955, prestou serviço em Conchas em várias funções. Foi chefe de serviço em comissão. Após desentendimento com o gerente Alpheu, deixou o banco, embora tivesse salário de $6.600,00, contrariando a vontade do gerente João Ruy Nogueira, cuja vaga foi prenchida pelo José Mário Fernandes. Saiu do Banco em 18 de Seembro de 1958, e ao meio dia assumia o cargo de escriturário da Casa da Lavoura da Secretaria da Agricultura, com o salário de $4.500,00 cruzeiros, por mês. Marcou o casamento com Consuelo Monteiro Toski, para 4 de janeiro de 1959. Construiu a primeira casa na R. Mal. Deodoro da Fonseca, 380(onde hoje - 2010 - é o Cartório de Registro de Imóveis). Depois disso contruiu mais quinze casas.
Na Casa da Lavoura  trabalhou de 1958 até 1974, respondendo pelo expediente e venda de sementes. Em 1967 foi requisitado pelo Juiz de Direito e prestou serviços por quatro meses no Cartório Eleitoral de Itaporanga. Em 1975, pediu transferência da Casa da Lavoura de Taquarituba para Santos, numa escolha democrática da família. Em Santos trabalhou na Delegacia Agrícola sendo reponsável por 60 funcionários. Prestava serviços na Divisão Regional de São Paulo, no Parque Fernado Costa, na Av.Francisco Matarazzo. Participou de Cursos do Departamento de Administração de Pessoal do DAPE e da administração das delegacias e da Dira de São Paulo. Foi nomeado Secretário e depois Chefe de Secção de Apoio Administrativo da Delegacia Agrícola de Santos(atual DIRA de Santos). Fez Curso Supletivo de 1o. Grau e de Técnico em Contabilidade (do 2o.Grau) no Colégio Cruzeiro do Sul, noturno, sendo 1o. aluno em várias matérias. Com a escolha do prédio a DIRA-S.P. pela D. Silvia Maluf, o governador Paulo Maluf extinguiu a DIRA-S.P.e a mudou-a para Registro. Esta mudança fez com que a administração passasse a ser feita em São Sebastião, Caraguatatuba, Ubatuba, Itanhaen, Peruibe, Pedro de Toledo, Itariri, Iguape. Enquanto isso em 1985, a esposa Consuelo aposentava no Colégio Canadá, em novembro de 1985. O delegado Agrícola de Santos - Cassiano G. dos Reis - sugeriu um comissionamento na Prefeitura Municipal de Taquarituba para poder gratificar a funcionária d. Nene que também era muito eficiente. A partir de julho de 1985 foi comissionado na Prefeitura Municipal de Taquarituba, pelo prefeito dr. Arnon F.de Mello, a espera da aposentadoria.
José Gonçalves conta que em 1984 comprou uma chácara em Itaí, nas margens do Rio Taquari.Vendeu a chácara e foram morar em Taquarituba, numa chácara na M B.Ribeirão do Lageado, nas margens da rodovia estadual, que vai para C. Macedo. Construiu duas casas e instalou a força elétrica na propriedade. Criou cabras leiteiras, além frangos para a despesa, mas com prejuízos. Em 1999, com todos os netos já adolecentes ficou só com a mulher e no Natal permutou a propriedade por uma casa em Sorocaba. Depois voltou para Santos. Em 2001 adquiriu uma dengue, e em 2004 peguou uma rinite alégica frigóse. Teve diversos problemas de saúde, pontes safena e mamária, uti, vários acidentes. Com a filha Eloisa morando em Avaré, os netos Tobias em Santos e Isis em Curitiba, ele sente-se sozinho e dá graças a Deus em 2010, pela sua existência.

2 comentários:

  1. Essa é uma boa parte de nossa família. Obrigado seu Norival por relembrar a nossa história e a casa da Rua Mal. Deodoro da Fonseca, 380 ainda está em nossa família.
    Mauricio Wagner de Oliveira

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