sexta-feira, 28 de maio de 2010

José Gonçalves

José Gonçalves (também conhecido por Zé Manãh), natural de Taquarituba, nascido em 1934, é filho de um dos primeiros moradores de Taquarituba  - José Gonçalves de Souza - e de sua esposa Zulmira Antonia.
Um dia me deu um relato de sua vida. É este relato que apresento a seguir. Segundo José Gonçalves, seu nascimento foi complicado e só mamou no 13o. dia de vida. Teve malária com 5 anos, tomou quinino, urinou azul e sobreviveu. Com sete anos foi cursar o Grupo Escolar de Taquarituba. Em 1945 foi para o Seminário Cistecercense de Itaporanga, junto com a figura ímpar do "Luis Preto", que voltaram nas férias, na mesma condução uma charrete de roda de ferros, dirigida pelo Bianor. Em 1947, com 13 anos veio para Taquarituba para terminar o ensino básico do Grupo Escolar. Foi sapateiro com o irmão Paulo, indo á tarde tomar banho de rio, pelados na "pedreira". Em 1950 fizeream a Escola de Datilografia da D.Terezinha Cabral de Freitas, senhora do futuro gerente da agência do Bradesco. Em 1952, foi convidado por Zanoni de Oliveira e João Rui Nogueira gerente e contador do Banco Cruzeiro do Sul s.a., para ser escriturário deste banco e, em junho do ano de 1952, passou a escriturário do primeiro Banco da cidade, com um salário dde Cr$1.000,00, trabalhando com terno e gravata. No final do ano foi inaugurado o Banco Popular s.a..Em 1954 e 1955, prestou serviço em Conchas em várias funções. Foi chefe de serviço em comissão. Após desentendimento com o gerente Alpheu, deixou o banco, embora tivesse salário de $6.600,00, contrariando a vontade do gerente João Ruy Nogueira, cuja vaga foi prenchida pelo José Mário Fernandes. Saiu do Banco em 18 de Seembro de 1958, e ao meio dia assumia o cargo de escriturário da Casa da Lavoura da Secretaria da Agricultura, com o salário de $4.500,00 cruzeiros, por mês. Marcou o casamento com Consuelo Monteiro Toski, para 4 de janeiro de 1959. Construiu a primeira casa na R. Mal. Deodoro da Fonseca, 380(onde hoje - 2010 - é o Cartório de Registro de Imóveis). Depois disso contruiu mais quinze casas.
Na Casa da Lavoura  trabalhou de 1958 até 1974, respondendo pelo expediente e venda de sementes. Em 1967 foi requisitado pelo Juiz de Direito e prestou serviços por quatro meses no Cartório Eleitoral de Itaporanga. Em 1975, pediu transferência da Casa da Lavoura de Taquarituba para Santos, numa escolha democrática da família. Em Santos trabalhou na Delegacia Agrícola sendo reponsável por 60 funcionários. Prestava serviços na Divisão Regional de São Paulo, no Parque Fernado Costa, na Av.Francisco Matarazzo. Participou de Cursos do Departamento de Administração de Pessoal do DAPE e da administração das delegacias e da Dira de São Paulo. Foi nomeado Secretário e depois Chefe de Secção de Apoio Administrativo da Delegacia Agrícola de Santos(atual DIRA de Santos). Fez Curso Supletivo de 1o. Grau e de Técnico em Contabilidade (do 2o.Grau) no Colégio Cruzeiro do Sul, noturno, sendo 1o. aluno em várias matérias. Com a escolha do prédio a DIRA-S.P. pela D. Silvia Maluf, o governador Paulo Maluf extinguiu a DIRA-S.P.e a mudou-a para Registro. Esta mudança fez com que a administração passasse a ser feita em São Sebastião, Caraguatatuba, Ubatuba, Itanhaen, Peruibe, Pedro de Toledo, Itariri, Iguape. Enquanto isso em 1985, a esposa Consuelo aposentava no Colégio Canadá, em novembro de 1985. O delegado Agrícola de Santos - Cassiano G. dos Reis - sugeriu um comissionamento na Prefeitura Municipal de Taquarituba para poder gratificar a funcionária d. Nene que também era muito eficiente. A partir de julho de 1985 foi comissionado na Prefeitura Municipal de Taquarituba, pelo prefeito dr. Arnon F.de Mello, a espera da aposentadoria.
José Gonçalves conta que em 1984 comprou uma chácara em Itaí, nas margens do Rio Taquari.Vendeu a chácara e foram morar em Taquarituba, numa chácara na M B.Ribeirão do Lageado, nas margens da rodovia estadual, que vai para C. Macedo. Construiu duas casas e instalou a força elétrica na propriedade. Criou cabras leiteiras, além frangos para a despesa, mas com prejuízos. Em 1999, com todos os netos já adolecentes ficou só com a mulher e no Natal permutou a propriedade por uma casa em Sorocaba. Depois voltou para Santos. Em 2001 adquiriu uma dengue, e em 2004 peguou uma rinite alégica frigóse. Teve diversos problemas de saúde, pontes safena e mamária, uti, vários acidentes. Com a filha Eloisa morando em Avaré, os netos Tobias em Santos e Isis em Curitiba, ele sente-se sozinho e dá graças a Deus em 2010, pela sua existência.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Vista lateral e Fachada da Igreja Matriz de São Roque

Protótipo da arrancadeira do feijoeiro

Da esquerda para a direita, Breno Mendes, Edson de Campos (técnico agrícola da Casa da Agricultura) e os dois filhos do Breno Mendes.
Foto pertencente à José Norival Augusti, década 1980

Teste de arrancadeira na colheira de feijão na propriedade Breno Mendes, Bairro Queimadão, Taquartibuba, SP - Década de 1980.
Este protótipo de arrancadeira do feijoeiro foi fabricada em Artur Nogueira na década de 1980. A máquina proporcionava economia de mão de obra no arrancamento do feijoeiro. Após o arrancamento e a secagem, outra máquina recolhia os feijoeiros arrancados e enleirados para serem beneficiados e ensacados ao mesmo tempo. 

terça-feira, 25 de maio de 2010

IX Festa do Milho de Taquarituba (1969)

Ao fundo, Dr. Helcias Kerr Nogueira (Primeiro Juiz da Comarca de Taquarituba) e à sua frente o diretor da Dira de Sorocaba Dr. Alceu Soares.

Da esquera para a direita, Nicanor Camargo (prefeito) e outros.


Da esquerda para a direita, no primeiro plano, José Norival Augusti, Maluf, Antonio Rodrigues (Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo)

Coquetel comemorativo da 9a. Festa do Milho no barracão do Venâncio Mendes.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Assistência técnica ao produtor de feijão

Da esquerda para a direita,   Sérgio Giovani Gomes (engenheiro agrônomo) e o agricultor Paulo Pasqual Lopes do Bairro Barreiro. 

O engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura mostra e identifica pragas e doenças num feijoeiro em final de ciclo para este produtor do bairro Ribeirão Bonito/Barreiro nos anos noventa(1996/97?) no cultivar Pérola (Embrapa - Centro Nacional de Pesquisa de Arroz e Feijão de Santo Antonio de Goiás).
Na época Paulo Pascal Lopes plantava  80 hectares de feijão, nas safras das águas e nas secas, com seu irmão Carmelindo Lopes que voltou para Piracicaba nos anos noventa.

Dia de Campo da cultura de ervilha, Taquarituba-SP

Dia de Campo da Cultura de Ervilha na propriedade de Sunichi Nishioka, bairro Lageado,safra 1986/87.

Nesta propriedade a área de ervilha com o cultivar Triofin da CNPH, de Brasilia, teve rendimentos acima da média (1900kg/ha).
Da direita para a esquerda, José Norival mostra as características da ervilha Triofin para os produtores que queriam selecionar as qualidades da cultivar.

No site  EMBRAPA - CNPH  http://www.cnph.embrapa.br/ você encontrará informações atuais a respeito da cultura de ervilha.

Visita no campo - cultura de algodão

Fazenda Medonho de  Cel. Arantes localizada em Taquarituba, SP, Década de 1960

Na foto eu, José Norival Augusti, estou mostrando ao F. Lara da Silva (agricultor-meeiro de algodão) como identificar as pragas do algodoeiro, provalvemente ácaro branco, nos ponteiros, safra 1968/9. A cultura produziu ao redor de 160 arrobas por hectare, em solo podzolico, na margem do rio Taquari.

Reunião de produtores de algodão no Bairro Soares, Taquarituba (década de 1970)

Ano agrícola 72-73


Reunião de produtores agrícolas, em frente da casa do produtor José Ferreira Soares no Bairro Soares, sobre controle de pragas e adubação do algodoeiro.
A reunião aconteceu após a visita ao campo de algodão nesta propriedade.
A Casa da Agricultura promoveu a vinda do engenheiro agrônomo especialista em algodão do DOT/Dextru-Campinas - Sebastião Godoi Passos (na foto sentado no banco do carro) - para orientar os produtores de algodão de Taquarituba.
Na ocasião foi realizado, também, um levantamento de pragas na cultura do algodão para seu controle efetivo.

Time de basquete


Time de Basquete de Taquarituba que participou do Jogos Abertos do Interior em 1967 em Presidente Prudente, SP. Os treinadores eram  Antonio e Toninho do Oliveira (Pico).

Desfile de tratores

Foto do Desfile de tratores e Máquinas Agrícolas
da 8a. Festa do Milho (1968) realizada em Taquarituba, S.P.

O desfile foi realizado pelos produtores quando iniciava-se a mecanização e tratorização do município. A foto é na Praça São Roque que na época era a única da cidade já lajotada.

Avenida Silvano de Paula Bueno - Taquarituba, SP

Entrada da cidade no começo da Avenida Silvano de Paula Bueno quando ainda não era asfaltada.
Provavelmente 1966 ou 1967. Hoje do lado direito está a Agência Volkswagen de Bagali Chamorro.
Fotografia de autoria de Elias da empresa Nossa Senhora de Fátima.

A mesma avenida fotografada em 2010 por Hilton Camargo.

Observando as imagens pode notar que depois de 45 anos a paisagem está mudada. A Avenida Silvano de Paula Bueno foi asfaltada e ocupada por casas comerciais, de prestação de serviços e ampliada a ocupação com casas residenciais. Além disso, a avenida foi duplicada e reinstalada a iluminação pública. Clique em "Mais informações " para saber mais

Solenidade de posse do prefeito Lourenço Custódio - coligação " Por uma Taquarituba melhor"

A solenidade foi realizada no Salão da Associação Atlética Taquariense em 01 janeiro de 1974


Na segunda fileira, da esquerda para a direita Henrique Latanzio (alfaiate e produtor rural) de mão na boca. Na primeira fileira da esquerda para a direita está o lavrador Benedito Cláudio (Dito Claudio) com o chápéu no colo, a seguir de Antonio (Totó) Amaral e logo a seguir José Picasso Chamorro (funcionário público e ex-vereador). Na segunda fileira atrás do Antonio Amaral, está Carlos Bueno, irmão do vereador Rubens Bueno e, finalmente, Valter Freitas (gerente do Bradesco S.A.).

Solenidade do Concurso Municipal de Produtividade "O melhor produtor de milho de Taquarituba"


Solenidade de entrega de prêmios do 6o. Concurso Municipal de Produtividade "O melhor produtor de milho de Taquarituba", em 1967(ano agrícola 1966/67). Da esquerda para a direita, em pé, o Supervisor Regional Ovídio B.Tardivo; sentado, o delegado agrícola Charles M.Hawthorne, José Norival Augusti (eu) e o prefeito de Taquarituba(indiviso Ribas F.Oliveira) e um filho do concorrente Henrique Latanzio. Na mesa a Deusa Ceres (doada pelo Banco Brasileiro de Descontos s.a.) e ao lado um trofeu doado por comerciantes da cidade.

sábado, 22 de maio de 2010

Paladar Rotisserie: um exemplo de mudança econômica

Paladar Rotisserie ou avícola Paladar é uma empresa familiar cuja formação está ligada ao histórico de mudança da agricultura para a industrialização.
Pertence a João Rodrigo de Carvalho, filho de agricultor do Bairro Lageado, começou em 1994, com uma pequena venda de embutidos e frios, passando a vender derivados de suinos, laticinios, frangos etc.. Sua esposa é a gerente de vendas. Em 1995, participou de um curso de embutidos, defumados e derivados de suinos e um de frangos e peixes patrocinado pela Casa da Agricultura local. Montou uma granja de frangos e  começou a produzir embutidos e outros derivados de frangos. Os derivados de suinos e venda de queijos  são adquiridos de outros produtores do município. 
Fachada da avícola Paladar - Foto cedida por Hilton Camargo, 2010

Endereço:  Av.Coronel João Quintino 614, centro. Taquarituba, SP

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Ponte de Cultura de Taquarituba

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Imagem cedida por Orlando Chamorro Filho, 2010.


O Ponto de Cultura "Profissionalismo, Só Se Adquire Com Oportunidade" foi cadastrado pela Sociedade Dos Amigos Da Cultura De Taquarituba. A sede está localizada no Bairro Dona Carmélia- Taquarituba, SP

Canalização do Ribeirão Lageado- Taquarituba, SP

Imagem cedida por Orlando Chamorro Filho, 2010

Fachada da Escola Municipal Almerinda Ferraz Silva

Imagem cedida por Orlando Chamorro Filho, 2010

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Monumento em homenagem aos 500 anos do Descobrimento do Brasil em 2000

Prédio da Delegacia de Polícia de Taquarituba,SP


Fachada do prédio da Delegacia de Polícia de Taquarituba que, em 2010, está sendo reformado com a cooperação da comunidade.

O prédio foi construído na Rua Floriano Peixoto, 938 (antigo cemitério) no Plano de Ação do Governo Carvalho Pinto-Jânio Quadros e reformada várias vezes. 

Lago do Centro de Convenções e Lazer Lourenço Custódio

 Augusti, 2010

Fachada do prédio da Escola Municipal Profa. Julieta Trindade Evangelista

Centro Social da Igreja Matriz de São Roque

Centro Social da Igreja São Roque de Taquarituba. Imagem capturada por Augusti, 2010.




Fachada da Escola Técnica Estadual Profa. Terezinha Monteiro dos Santos


Teatro de Taquarituba - em construção

 
Fundo do teatro com destaque para o monumento. Imagem capturada por Augusti, 2010.

Centro de Convenções e Lazer Lourenço Custódio - Taquarituba , SP

Imagens capturadas por Augusti, 2010.
Veja informações sobre o Centro de Convenções e Lazer Lourenço Custódio em: 

Prédios da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral - Casa da Agricultura de Taquarituba

Fachada da Casa da Agricultura de Taquarituba, 2010



Galpões da Casa da Agricultura de Taquarituba, 2010

Campo de futebol - Taquarituba

Caixa d' água - Taquarituba

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Microbacia do Ribeirão do Lageado (MBRL)

No ano de 1985, foram reiniciados os trabalhos na Microbacia do Ribeirão do Lageado (MBRL), planejado cinco anos antes, com uma área de 2.712 ha. medidos por aerofotogrametria, mas que efetivamente fazia parte dela 2.120 ha., devido a áreas de vizinhas da cidade que não eram mais rurais.
Antes do início dos trabalhos a Diretoria Agrícola (DIRA) de Sorocaba promoveu em 1985 um curso para operadores de máquinas de terraplagem e de esteiras, para usar nos serviços de Microbacia (MB). Deste curso participaram operadores de máquinas das prefeituras municipais de 8 municípios da região( desde Arandú até Itapeva) relizados na Casa da Agricultura com aulas práticas em estradas do município e em Arandú onde existia trabalho já efetuado em MB. Em reunião foi votado a criação da Associação da MB Ribeirão do Lageado, com a eleição de diretoria com o presidente Antonio L. de Oliveira que foi registrada em cartório,  aberta uma conta conjunta da Associação no Banespa para gerir a MB e receber recursos eventuais. Reuniões de planejamento foram efetuadas para programar as ações da MB. Esta recebeu do programa 10.000 mudas de arvores nativas, entre elas algumas fruteiras nativas, como uvaia e cabeludinha, que foram plantadas em parte nas margens do ribeirão do Lageado (houve perdas), pelos produtores. Não houve nescesssidade de formação de cooperativa pois já existia a Coreata. Além dos trabalhos de conservação a Codasp (Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo) efetuou a drenagem e retificação de 1600 metros do riberião do Lageado e seus afluentes, o que possibilitou a plantação de arroz semi-irrigado nas suas margens.
Também a DIRA de Sorocaba conseguiu mudas de eucaliptos(25.000) de reflorestadoras que  foram plantadas em propriedades da MB e propriedades vizinhas. Foram realizados: Curso de Aplicação de defensivos na propriedade de Acácio de Oliveira; Curso de Conservação de frutas da região e de panificação caseira, de aproveitamento de produtos lácteos (queijos, iogurtes, muçarela, etc), de produção de doces caseiros de fruteiras locais(laranjas, ameixas,goiabas, etc) na Casa da Agricultura/Coreata/Prefeitura Municipal; Curso de vacinação bovinos na Coreata, com instrutores da DIRA e auxiliares técnicos. Os cursos tiveram em média a participação de 16 produtores rurais e suas senhoras.
 Foi plantado um campo de demonstração (CD) de forrageiras com calagem e fosfatagem na propriedade do Eloy F. de Oliveira, e nele foi realizada uma demonstração de resultados com a presença do assessor da DIRA de Sorocaba e da firma Minercal que tinha cedido o calcário/fosfato e sementes no Campo de demonstração com a presença de 22 produtores e suas famílias.
A Casa da Agricultura e a firma Fiação de seda BRATAC realizou uma excursão á  Estação Experimental de Gália do Instituto de Zootecnia, com 20 produtores de bicho da seda (4 produtores eram da M.B)  para conhecer as variedades de amoreira e técnicas de plantio e condução das amoreiras. Nesta ocasião visitamos também a sede da Bratac e outras indústrias locais de Gália para conhecer a produção de tecidos. O ônibus para realizar a excursão foi cedido pela prefeitura municipal de Taquarituba sem custo para os produtores.
Os produtores receberam do Projeto, uma ensiladeira de forrageiras que foi usada por eles e também foi cedida à  alguns produtores do município para aproveitar sobras de verão das forrageiras e aproveitar no inverno. Foi usada por 5 anos quando um acidente a inutilizou.
Após oito anos de execução foi encerrado o Projeto da Microbacia do Ribeirão do Lageado.
Concluímos que a microbacia realmente conservou o solo e a água da MB embora já existisse trabalhos conservacionistas na mesma área que foi drenada  e usava parte das várzeas; tecnificou a produção de amoreiras e bicho da seda; não houve mais erosões; as águas do ribeirão e da cidade não sofrem mais interrupção de fornecimento de água durante o período que o ribeirão foi usado para abastecimento. O projeto teve sucesso só que nuitos produtores ja saíram dessas propriedades devido a diversas razões, entre elas a política agrícola nacional.

Veja uma imagem dos trabalhos iniciais da Microbacia do Lajeado em http://fiosdamemoria.blogspot.com/2011/08/blog-post_6741.html

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas

A Secretaria da Agricultura de São Paulo, na década de oitenta, após a assinatura de convênios com órgão internacional de crédito (Banco Mundial) iniciou a implantação dos projetos do Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas para atuar em municípios agrícolas selecionados com o “slogan”: Compromisso com a qualidade de vida.
Programa Estadual Microbacia Hidrográficas teve e tem por objetivo conservar e melhorar o solo e a água integralmente, promover e capacitar os agricultores da microbacia em produção e conservação do solo e água, na produção agropecuária, duma área geográfica delimitada por divisores de água, drenada por um rio, ou córrego, e para onde escorrem as águas da chuva. As águas das chuvas e nascentes convergem para um rio ou ribeirão, sendo o limites da microbacia os espigões ou a parte mais alta das áreas de influencia desses corpos d´água, de onde escorrem e por extensão um lago ou mesmo uma grande represa, e seus afluentes, também podem serem considerados microbacias. Foram selecionados para participar do programa os municípios que tinham maior importância agropecuária e/ou que tivessem problemas sérios de conservação do solo e da água.
A Diretoria Regional Agrícola de Sorocaba, que abrangia os municípios do sudoeste de São Paulo, desde Itararé até São Miguel Arcanjo, desde Taquarituba até Capão Bonito, selecionou as delegacias agrícolas e estas selecionaram os municípios em reuniões com os engenheiros agrônomos e veterinários.
No final da década de oitenta, ou seja, em 1984 os técnicos e funcionários, desde o escriturário até o responsável pela Casa da Agricultura foram convocados para participar de cursos de capacitação e treinamento no Centro de Treinamento de Campinas para conhecer o novo método conservacionista a ser implantado nos municípios de São Paulo, que já existia em outros estados da federação. Além disso, receberam treinamento para a execução desses serviços em Araçoiaba da Serra, na Fazenda do ministério da Agricultura em Iperó, e em Ribeirão Preto.
O objetivo primordial foi conscientizar a comunidade agrícola para a necessidade da conservação de recursos naturais e alavancar o desenvolvimento rural sustentável. Nesse sentido, incentivaria o desenvolvimento sustentável buscando eliminar o problema das erosões, recuperar as áreas degradadas, reduzir o custo de construção das estradas rurais, bem como diminuir o custo da manutenção dessas estradas, os riscos da poluição da água, e da contaminação de alimentos por agrotóxicos.
Com este programa buscava-se criar e fortalecer as associações rurais e promover condições para que os proprietários rurais participassem do desenvolvimento sustentável.
Em Taquarituba foi selecionada em 1984, em reunião com a prefeitura e a liderança rural, a Microbacia do Ribeirão do Lageado. Esta decisão foi referendada em pelo chefe de Extensão rural de Avaré: eng. agro. Bastilio Ovidio Tardivo.
Esta microbacia tinha sido selecionada e planejada em 1980 por sugestão do delegado (supervisor) agrícola eng. agro. Bastilio Ovídio Tardivo e realizado o levantamento socioeconômico de suas propriedades. Entretanto, não foi levada avante por falta de verbas e pela falta de interesse do poder público municipal. (continua no próximo post)

domingo, 9 de maio de 2010

Participação e atividades que desenvolvi ao longo da minha carreira


  • Curso para professoras Rurais do município, de Higiene-Alimentação, Pequenos socorros, Hortas Rurais caseiras, com a participação do Dextru-Cetate-Campinas, e seu Diretor de Ensino Rural eng.agro Tonan Kudo, de Campinas, em 1967, realizado no Centro Recreativo Taquaritubense.

  • Participação como representante técnico de São Paulo, e publicação “O feijão em São Paulo, nos Anais do 1º. Simpósio Brasileiro de feijão, realizado em Campinas -São Paulo, em 1972, publicação Dema-Vicosa.

  • Elaboração a apostila “Cultura de ervilha, em 1978 e 1979, editorada e publicada pela Dira de Sorocaba (tiragem limitada).

  • Promoção e organização do 6º. Ao 11º. Concurso Municipal “O melhor Produtor de milho de Taquarituba.1966/73, juntamente com a premiação e diplomação dos vencedores.

  • Promoção e organização da 6ª. a 11ª. Festa e Exposição do Milho, em 1972.

  • Promoção e Organização da 1ª. Festa do Feijão de Taquarituba-1975com coroação da Rainha da Festa do feijão, em 1975, junto com a Caixa Escolar do Grupo Escolar Julieta Trindade Evangelista.

  • Promoção da 1ª. e 2ª. Festa do Algodão com coroação da Rainha do Algodão, em 1972/73, em conjunto com a caixa escolar do Grupo Julieta Trindade Evangelista.

  • Promoção de Curso de Tratorista em 1974, na Casa da Agricultura, em conjunto com o setor de Juventude Rural- eng.agro.Tonan Kudo do Cetate-(Campinas)-Masey Ferguson, com a participação de 14 jovens do município.

  • Promoção de Cursos de Tratoristas de 1972 a 1975 nos bairros rurais dos: Aleixos, Baianos, Palmeiras,Soares, Nunes, e Casa da Agricultura de Coronel Macedo, com a participação média de quinze produtores rurais.

  • Promoção de Cursos de Aplicação de Defensivos Agrícolas, a partir de 1971, 1976, 1978 e 1989 nos bairros: Campos Barreiro, Aleixo, Costas, Pico, Cerrado, Lageado.

  • Promoção de Cursos de Aplicação de Defensivos Agrícolas em 1979 no bairro Barra Grande   e em 1985 na cidade de Coronel Macedo com uma média de quatorze agricultores participantes.

  • Promoção de Três Cursos de Produção de Derivados Lácteos (queijos, iogurtes, manteiga, etc) em colaboração com o Ital-Campinas-Dextru, em 1979,80/81 com uma média de 12 produtores/criadores participantes.

  • Promoção e organização de cursos de Produção Artesanal de Embutidos e Conservas de Carnes, em convênio Cati-Cecor-Ital, em 1977, 1978 e 1986, média de doze participantes.

  • Organização e promoção do Curso de Conservação de Peixes de Água Doce, em 1978, 1979 e 1985, em convênio Cati-Cecor-Ital,Campinas, com a participação média de doze produtores/as rurais.

  • Promoção do Curso Teórico-Prático de Produtores de Feijão do Bairro dos Costas, em promoção conjunta Casa da Agricultura-Agência Banco do Brasil, Avaré-Taquarituba, 1988, presentes doze produtores rurais mais famílias.

  • Promoção de Fruticultura de clima sub-tropical, (ameixa, maçãs, nectarinas e pessegueiros) palestras do Cetate-Campinas no Clube da Holanbra II e excursões de produtores da Holanbra II (distrito de Paranapanema) para Valinhos, Itupeva e Atibaia,  com a participação de cinco produtores, da Cooperativa e três produtores de Taquarituba. 

sábado, 1 de maio de 2010

Angelo Martini, o pintor

Ângelo Martini conhecido por ”Fandango” era de Avaré, mas morou em Taquarituba durante toda sua vida adulta. Foi pintor e reparador de carros e desde 1963 pintou quadros à óleo. Em 1993 tinha um acervo de mais de 150 quadros. Expôs seus quadros em Itaporanga, Piraju, Avaré e em Taquarituba. Doou telas para vários asilos fazer leilões e, entre eles, o de Itapeva. A renda do leilão dos seus quadros foram doadas para o Asilo de Velhos São Vicente de Taquarituba. Fonte: O Taquari, 17/8/93.