quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Histórico da agricultura e da assistência técnica em Taquarituba - Décadas de 1960-1970

  • Em 1963 começou o levantamento da doença Cancro Cítrico da Campanha de Controle e Erradicação do Cancro Cítrico de São Paulo (Canecc) realizado pelos técnicos Paulo de Campos, José Carlos da Silva e mais dois auxiliares outros que constituia a equipe de quatro auxiliares técnicos. Esses técnicos foram contratados pela Campanha de Controle e Erradicação do Cancro Cítrico de São Paulo(Canecc), não tendo constatado a doença no primeiro e segundo levantamentos na revisão dos pomares do município e de Coronel Macedo.

  • Em 1967 junto com o professor Plácido da Silva Machado da Secretaria da Educação e o inspetor de escolas de Itapetininga foi instituído o Concurso de “Hortas Escolares” para as trinta e duas escolas do município para incentivar o consumo e criar o hábito de consumir verduras e legumes no mesmo com prêmios de pontos para os professores e medalhas para alunos e escola. Ao mesmo tempo, o agrônomo regional com a colaboração do Instituto de Genética da Esalq. distribuiu experimentalmente sementes de alface de verão “Babá”, repolho Louco de Verão, couve flor branca de Verão e brócolis de verão, criadas pelo Dr. Marcilio Dias,da Esalq, para o horticultor Antônio Simões que plantava na várzea localizada na cidade e fazia a feira aos domingos. Eram as únicas sementes de verão do mercado na época(entre 66 a 72) a produzir verduras para fornecê-las na Feira Livre, em frente da Prefeitura Municipal na Rua Campos Salles.

  • Em 13 de Agosto de 1970, o vice-governador e secretário da Agricultura Dr. Antônio Rodrigues Filho visitou e participou da X Festa do milho. Nesta festa foi organizada a primeira Exposição Agrícola de Taquarituba, com coroação da Rainha do Milho Miss Virgilia Aparecida Penna, que concorreu com Anecy Gomes, Carmen Barrisson, Vera Malet. Compareceu o Canal 9 Excelsior(depois Globo)no desfile de carros alegóricos e na I Exposição Agrícola e no baile de Coroação da Rainha do Milho. Neste período foram funcionários da Casa da Lavoura o escriturário José Gonçalves e servente-contínuo-porteiro José Picasso Chamorro, desde sua fundação.

  • No ano de 1972/73 foi testada a primeira máquina de beneficiar feijão estacionária montada no terceiro ponto do trator, de São Paulo e do Brasil em feijoais marca Laredo de Bauru,S.P., no bairro Serrinha fazenda de Tokuo Takeda de Taquarituba e na Barra Grande de Joaquim Ando, em Cel. Macedo. Antes os feijoeiros eram beneficiados com cambaus e varas de baixo rendimento, vagarosos, que ocupava muita mão de obra, e não podia ter grandes áreasde plantio. As variedades de feijoeiro plantadas na época eram: o jalo, o mulatinho e o roxinho, e o jalo pitoco.

  • Em 1972/73 foi testado e aprovado o uso de trifluralina(treflan) em algodão, após teste realizado pela Casa da Lavoura(Agricultura)nos bairros Palmeiras, Queimadão, e Barra Grande (Coronel Macedo), sendo adotado depois em todo Brasil. Foi também iniciado o plantio do feijão Carioquinha e o município foi o primeiro a plantar comercialmente a variedade que depois foi adotada no país e em outros países da América Latina e da América do Norte como Carnival.

  • Em 1973 foram vendidas as primeiras sementes de feijão Carioca ou Carioquinha, compradas por dois agricultores. No ano de 1974, foi testado em Coronel Macedo, Trifluralina(treflan e planavin) e Eptc (Eptan) na cultura do feijoeiro na fazenda Santa Rosa, dos irmãos Aóki(Michio,Hideio e Toshime), e depois usados pelos agricultores da região do país, e em outras nações como herbicida de pré-plantio incorporado.

  • No ano agrícola de 72/73, foi batido o recorde de venda de sementes de algodão de 11.500 sacas de 30 kg, sendo que 9.200 sacas para o plantio em Taquarituba. No ano anterior foram vendidas 1100 sacas de 50 kg sementes de milho híbrido, 480 sacas de arroz de 50 kg., e 150 sacas de feijão de 50 kg.

  • Em 1973, graças a entrada de migrantes da região de Campinas, principalmente de Artur Nogueira, e da família Pavan de Iracemápolis no final dos anos sessenta e início dos anos setenta, que vieram para plantar algodão, e com o incentivo e do agrônomo regional José Norival Augusti da Casa da Agricultura, a Sociedade Algodoeira do Nordeste (Sanbra) instalou uma Usina de beneficiamento de algodão na entrada da cidade. Ao mesmo tempo o governo do Estado incentivou entre 72 a 74 a cultura do café em áreas não sujeitas a geadas comuns e a Casa da Agricultura fez projetos para o plantio de 800.000 pés de café das variedades Catuai, Mundo Novo e Bourbon Amarelo, pelo primeiro Plano do Gerca(Grupo executivo de Recuperação da lavoura cafeeira) e nos planos seguintes foi aumentado para 1.350.000 covas das variedades Catuai amarelo, vermelho e Mundo Novo. O produtor Nelson Pavan nesta época plantou 25 mil pés de laranja e 5 mil de limão Taiti no bairro dos Barrison-Leite.

  • Em 1972, o SEER do DAEE de São Paulo, a pedido da Casa da Agricultura, começou e fez o levantamento das propriedades agrícolas em parceria com o eng. agro. José Norival Augusti, na zona rural de Taquarituba, Coronel Macedo, e parte norte de Itaberá, para instalar energia elétrica nas propriedades agrícolas.  Dois anos depois, a Ceripa (Cooperativa de Eletrificação Rural de Itai-Paranapanema-Avaré Ltda) instalou as linhas de energia elétrica em 128 propriedades em Taquarituba, 56 em Coronel Macedo, e 3 em Itaberá, na gestão do presidente da Ceripa Dr. João Ribeiro da Silva, que tinha propriedade rural em Paranapanema S.P.. No início dos anos oitenta, no projeto Eletro-Campo, mais de cinquenta e cinco propriedades receberam eletricidade além de outras que instalaram força e luz por conta própria, pelo efeito demonstração.

  • No ano de 1972, graças ao convênio Governo de São Paulo-Governo Holandês, veio para Taquarituba trabalhar junto aos agricultores o serviço de Voluntariado Holandês, que disponibilizou para a cidade 2 técnicos agrícolas, uma economista doméstica e uma assistente social. Estes profissionais passaram a colaborar com os serviços da Casa da Agricultura. Em Junho de 1972, realizaram um curso de Culinária e higiene e corte e costura para 12 senhoritas, no bairro Soares e de Conservação do solo, adubação e de controle de pragas para 15 jovens pelo eng. agro. José Norival, e técnica de vacinação de animais, pelos voluntários com projeções de filmes e diafilmes, com peruas especiais da DIRA de Sorocaba, para 18 jovens agricultores do bairro dos Soares e Nunes.

  • Em 1972 também foi iniciado o trabalho de motivação e instalação do Sindicato dos Trabalhadores rurais de Taquarituba por Voluntários Holandeses, que foi fundado em 1973, e atualmente tem sede na rua 1º de dezembro, 226, sendo seu presidente em 2005, Isaac Leite (pequeno produtor rural do bairro dos Leites).

  • Em 1971/72 devido ao aumento do plantio de algodão no município e na região, a Sanbra (Sociedade Algodoeira do Nordeste S.A.), instalou uma máquina de algodão na entrada da cidade no Km.383 da rodovia Eduardo Saigh, e ficou até 1977, pois no ano a repartição vendeu 9200 sacas de algodão de 30 kg.


  • Em 1973, após reuniões preliminares na Casa da Agricultura,com dr. Nelson Pavan e João Ribeiro da Silva e o eng. agro. J.Norival Augusti, foi realizada a primeira reunião de agricultores na Associação Atlética Taquariense, na Rua Floriano Peixoto, para entrada de agricultores do município e de Coronel Macedo na formação da Ceripa (Cooperativa de Eletrificação Rural de Itaí-Paranapanema-Avaré) do qual foi presidente João Ribeiro da Silva. Depois foi acertado que o SEER de São Paulo com a Casa da Agricultura fariam o contato e o cadastro dos agricultores, foram cadastrados 185 proprietários. Em 1974/5 foram instaladas as linhas e instalações no município e em Coronel Macedo. O taquaritubense Eurides Gomes foi tesoureiro, secretário e presidente da Ceripa, a maior de todas as cooperativas de eletrificação rural as Américas, com sócios em quatro municípios com 340 ligações em sistemas de irrigação, que consome 37,5% do consumo da zona rural.  Nos mês de agosto 1973 foi realizado curso de conservação do solo, suinocultura, culturas do milho, algodão e feijão, suinocultura para 18 jovens no bairro dos Nunes, em conjunto com o Serviço de Juventude Rural do DOT.de Campinas, junto com os Voluntários Holandeses.

  • No mesmo ano de 1973 e em 1974 foram realizadas a primeira e segunda “Festa do Algodão de Taquarituba” com coroação da Rainha em baile da Festa no Centro Recreativo Taquaritubense promovidos pela Casa da Agricultura em conjunto com a Associação de Pais e mestres do Grupo Escolar Julieta Trindade Evangelista e do Centro Recretativo Taquaritubense. Em 1976 foi realizada a Festa do Feijão, com coroação da Rainha, em colaboração com a mesma Associação.

  • No período de 73 a 75 foram realizados os cursos de tratoristas nos bairros dos Aleixos, Soares e nos Baianos, e outros dois cursos na Casa da Agricultura formando 68 tratoristas.

  • Neste ano de 1976 foi batido o recorde de venda de sementes de algodão, com a venda de 11.582 sacas de 30 quilos que permitia o plantio de um hectare por cada saco, das quais 8.200 sacas foram plantadas em Taquarituba.Foram vendidas também 1.103 sacas de semente de milho híbrido, 480 sacas de sementes de arroz e 153 sacas de feijão, todas com 50 Kg..

  • O eng. agro. João Gilberto Maia, diretor da FEMECAP e José Norival Augusti, como agricultores, participaram ativamente na instalação de um Posto de Serviços da Cooperativa Central de Campinas, na Vila São Vicente, Rua José Mendes 716 em 1974, com o apoio do prefeito municipal Nicanor Camargo. Após sua instalação passou a vender insumos agrícolas e negociar algodão de cooperados e seu primeiro gerente foi José Luiz Cláudio.

  • Em 1977 a Sanbra retirou a máquina de algodão da cidade, pois as áreas de plantio de algodão diminuíram de 10.850 há. para 1.280 há. em 1980/81 devido ao preço baixo do mesmo e o controle difícil do bicudo do algodoeiro pelo pequeno produtor e o desequilíbrio causado pelo inseticida recomendado para seu controle. Em 1978 devido ao aumento da venda de sementes foi realizada uma ampliação do depósito de sementes, e reforma do prédio da Casa da Agricultura.

  • Na década de setenta, em 1973 o médico veterinário Antonio C.F. Noronha prestou assistência veterinária para criadores de animais econômicos de Taquarituba. Em 1977, assumiu o cargo de eng. agro., Audo Nissida e o veterinário José Ferreira Gomes, para prestar assistência técnica à agricultura e pecuária junto com o assistente agropecuário José Norival Augusti. O eng. agro. Audo Nissida e o veterinário dr. José Ferreira Gomes ficaram dois anos nos cargos. Neste ano foi realizado o Curso de Aplicação de defensivos nos bairros Barreiro, Costas e Campos. No ano de 1978 foram ampliadas as instalações da Casa da Agricultura com a construção de mais um depósito de sementes e reforma interna do prédio principal.

  • No ano agrícola 78/79, no município houve uma grande quebra de produção causada pela lagarta rosada e desequilíbrio do “paration”, o que fez diminuir gradativamente as áreas de algodão, no decorrer dos anos(6.800 há. em 1978, 3.650 há. em 1979, 1.280 há. em 1980 ,e zero há. em 1981), aumentando as de áreas de feijoeiro, milho e pastagens. Neste ano saiu do mercado o defensivo que era larvicida e ovicida de lagarta e ácaros.

  • Em l978, em Assembleia geral realizada no Centro Recreativo, com a presença do Dr. Antônio Rodrigues Filho, presidente FEMECAP(Federação Meridional das Cooperativas Agrícolas), os sócios da FEMECAP taquaritubenses, transformaram a filial em Cooperativa Regional Agropecuária de Taquarituba (Coreata), elegendo o eng. agro. Constant Pavan Jr., como primeiro presidente. O presidente em 2004 foi o produtor e cooperativista Itavico Dognani, que eleito prefeito licenciou e atualmente é presidente o eng. agro. Valentin Luiz Rigueto.

  • Em 1978 assumiu o cargo de veterinário o dr. José Ferreira Gomes, que deixou o cargo em 1980 assumindo o cargo de veterinário, médico veterinário Carlos Aparecido de Campos. Foram auxiliares do controle da febre aftosa nas campanhas: Antonio Luis de Souza e Luis Carlos dos Santos. Neste ano foi testada a maquina Cemag (Ceará Máquinas Agrícolas) para colheita e beneficiamento do feijão no município e, depois, a recolhedora de feijão Laredo.




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