terça-feira, 15 de setembro de 2009

Histórico da agricultura e da assistência técnica em Taquarituba - Décadas de 1950-1960

Antes da década de 1950, o município e região tiveram grandes áreas de plantio de algodão plantadas por imigrantes japoneses e esta cultura atingia todos os municípios da região.
A cultura desapareceu no final dos anos cinquenta devido ao ataque de pulgões que disseminavam o mosaico e à falta de método de controle. Após a cultura do algodão, a cultura do milho e a criação de porcos foram as principais atividades agrícolas das décadas seguintes.
A agricultura sempre foi e é a principal atividade econômica do município e por isto tem um capítulo especial na história do município.
Avaré que, na época, era a maior cidade da região e possuía estrada de ferro tinha quatro máquinas de beneficiar algodão que movimentou toda a região durante décadas.
A agricultura moderna em Taquarituba começa com a instalação de um depósito de sementes no ano de 1950 (na Praça São Roque 180, esquina com a R. Campos Salles) feito à pedido do prefeito municipal Antônio da Silva Rodrigues ao Delegado Agrícola e chefe do Posto de Sementes de Avaré, eng. agro. Ovidio Bastilio Tardivo, tendo como encarregado José Gonçalves. De julho de 1955 até dezembro de 1956 foi agrônomo regional Nilson Ramos Righi e servente José Picasso Chamorro. De 1957 até 1959 foi agrônomo regional Vitorino França Ribeiro que deixou a repartição no final de 1959. Em 1959, foi inaugurada a Casa da Lavoura, na Praça São Roque 18, esquina com Campos Salles, tendo com primeiro agrônomo, Nilson Ramos Righi. Righi foi agrônomo regional até 1956 e em 1960 assumiu o cargo o de eng. agro. regional, José Carlos Rosa, nas instalações provisórias da Praça São Roque 18. Em 1961, foi inaugurada as instalações próprias da Casa da Lavoura, na Av. Nove de Julho 226, dentro do Plano de Ação do Governo Carvalho Pinto pelo eng. agronômo José Carlos Rosa e assumiu o cargo de escriturário José Gonçalves. No mesmo ano instituiu o Primeiro Concurso de Produtividade Milho de São Paulo, o primeiro do Estado e do Brasil. O Concurso “O melhor produtor de Milho de Taquarituba” que teve 14 edições até 1975/76, com Festas do Milho todo ano, com coroação em cada ano da Rainha do Milho, no dia 15 de Agosto, dia da cidade. Rosa deixou o cargo no início de 1962.
Em 1962, assumiu o cargo o eng. agro. Osvaldo Castelucci, que ficou até agosto de 1965. Castelucci conta que o primeiro aplicador de calcário no município foi de Eurico Gomes, da fazenda Serrinha adquirido e usado em 1962. Em 1963 foi montada a primeira debulhadeira de milho sobre um caminhão de Joaquim de Almeida(Quintino)que trabalhava com quinze homens para abastecê-la com milho colhido a mão e depositado em montes ou “bandeiras”. Junto com ele trabalhou Sérgio Siciliano, que em 2005 foi chefe de Gabinete do Governador do estado de São Paulo dr. Geraldo Alckimin.
No ano de 1964 instalou-se na cidade a firma Mandiomil S.A. que incentivou a produção de mandioca para a produção de fécula e raspas de mandioca, além de comercializar milho e seus derivados. Com a crise da mandioca em 1965, ela encerrou suas atividades.
Em 1964/65 o engenheiro agrônomo Osvaldo Castelucci, da Casa da Lavoura fez vários planos de Erradicação da lavoura cafeeira,em convênio com o IBC (Instituto Brasileiro do Café) para a erradicação de centenas de pés de café em Taquarituba e nos municípios vizinhos (Fartura,Coronel Macedo e Taguaí).
No ano de 1962 iniciou-se a Campanha de Cancro Cítrico que foi até 1968, fiscalizou e cadastrou 650 propriedades e produtores com citrus tendo como técnicos: Paulo Gonçalves, Dorival Floriano de Oliveira e Joaquim de Souza, de Florinea. De 1978 a 1985, José Picasso Chamorro, Paulo Gonçalves, Antônio Latanzio, Rosana Chamorro, João Gonçalves Neto e Luis Fontana fizeram novo levantamento e não constataram a ocorrência da doença nos citrus do município.

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