quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Silo e armazéns de Valter Rodrigues

O produtor agrícola Valter Rodrigues instalou secador, silo e armazém no final da década de noventa na saída da estrada do bairro Nunes-Palmeiras-Matão, a um quilômetro e meio de Taquarituba (depois do bairro Santa Virgínia). O objetivo era armazenar sua produção e comercializar milho e feijão. Produziu algodão. Atualmente, produz milho e feijão e faz compra e venda destes cereais.
Conforme Ágatha Lindo atualmente quem comanda o negócio é Wellington M. Rodrigue.

Agropecuária Ioshida

O empresário agrícola de Itapetininga, Ioshumaro Ioshida, adquiriu uma gleba de terras no bairro Queimadão em Taquarituba e no bairro do Porto em Itaí. Na década de 1980, Ioshida nomeou como gerente de sua empresa agrícola o técnico Airton Arikita para plantar batata inglesa em suas propriedades e áreas arrendadas. Com o êxito do plantio de batata inglesa, soja, feijão, milho, aveia, trigo e laranja passou a comprar terras na região - Taquarituba, Itapetininga, Itaí) e em Buri.
O grupo Ioshida planta batatas em propriedades de Buri até Ipaussu, geralmente arrenda as áreas das propriedades, corrige os solos, planta a batata e depois um cereal. Atinge níveis elevados bem acima da média paulista e nacional na produção de soja, milho e feijão. Além disso, gerenciado pelo engenheiro agrônomo Heitor Arikita a produtividade de laranja em Buri atingiu o dobro da média paulista.
No grupo Ioshida, atualmente, trabalham na assistência técnica de campo e no gerenciamento os engenheiros agrônomos Danilo Martinéli, Jederson José de Faveri,Varlei Yoshimoto Nakae, Sandra Eurico Nakae. No escritório trabalham um contador, quatro auxiliares e um comprador (Reder) - vendedor e  um relações humanas (Jackson).
A Agropecuária Ioshida segundo seu proprietário Ioshumaro Ioshida depende de avanços técnicos e de experimentação que levem ao máximo de produtividade tanto na cultura da batata, que é  seu carro chefe, como na produção de cereais e leguminosas. Precisa contar com dados experimentais locais para a obtenção de lucros para produzir, manter a empresa e suas equipes de trabalho. Normalmente as adubações de batatas são feitas após correção do solo, e adubação com 2.500 kg. por hectare de 4-30-10(NPK), mais cobertura de acordo com as nescessidade das culturas.
O seu administrador o eng.agro. Heitor Ariquita, seguindo esta máxima, todo ano faz experimentos para avaliar as diversas culuras e técnicas, como neste ano agrícola, quando montou um exprimento de batatas no bairro Queimadão, objetivando manejo da cultura e o teste de novos produtos. O experimento com seis repetições de batatas Agata e Mondial , testando adubação e resposta ao NPK foram os seguintes:

a) Resposta a adubações pesadas; b) resposta às adubações foliares.

b) Teste de Variedades que são sujeitas as doenças e pragas do solo(fusarium, sarna, septoria, nematóides.

c) Se há resposta à pulverização com barra a alto e baixo volume(200 a 500 l. por ha) e) uso do Bico Leque com alta e baixa vazão .

O objetivo desses experimentos é para determinar os melhores métodos de plantio melhores culivares, e melhores técnicas para usá-las na produção econômica da batatinha. Normalmente a assessoria técnica é prestada pelo Instituto Agronômico de Campinas (secção de batata e tubérculos) além dos engenheiros agronômos da equipe do Heitor.

*Trabalho científico relacionado:
"Sistema de Apoio de decisão - Estudo de um caso para controle de frota"
Autoria: Norival Augusti Junior
Orientador: Ezequiel Gueiber
Universidade Estadual de Ponta Grossa
Disponível em: http://conged.deinfo.uepg.br/~iconged/Resumos/res_21.prn.pdf

Firmas de Taquarituba que foram criadas por agricultores e seus familiares

Três firmas foram criadas por ex-agricultores e que em seu início somente faziam consertos e forneciam peças para agricultores:

1) Serralheria Nishida- foi fundada em 1961, na cidade de Taquarituba, pelo agricultor do bairro da Barra Grande, Aguto Nissida, conhecido como Augusto Nissida. para fornecer materiais de serralheria para as construções novas da cidade em crescimento. Funcionava na Rua Campos Sales 618.
Em 1996 a família adquiriu um terreno no Distrito Industrial e montou uma indústria de esquadrias metálicas- a “Nishida Engenharia” - que fabrica casas préfabricadas metálicas.
Exporta desde 2004 para a África do Sul e vende projetos de casas populares para todo o Brasil.

2) Oficina de consertos Okamura
Foi fundada pelo ex-agricultor do bairro Barra Grande, Kueimon Okumura (instalada na Rua 1º. De Maio 37, esquina com a Rua Ataliba Leonel)para consertar e fabricar máquinas e implementos agrícolas e serviu praticamente como fabricante de implementos agrícolas quando eles faltavam na cidade.
Seus filhos continuam na gerência, fabricação e conserto de implementos.

3) Oficina Machado, localiza-se na Rua Floriano Peixoto 1069, desenvolve serviço de conserto e construção de pequenas máquinas agrícolas e tratores e venda de peças e equipamentos de reposição para máquinas agrícolas.

Geomap-Map: Mapas por georeferenciamento e projetos de irrigação

Firma localizada na Rua Ataliba Leonel 1120, gerenciada pelos proprietários Daniel Pereira dos Santos (engenheiro civil) e Mauro Sérgio da Silva (técnico em engenharia civil).
É uma firma de consultoria de engenharia, de agrimensura de terras que usa o georeferenciamento na medição e posicionamento de imóveis rurais e urbanos. Faz planejamento de irrigação e representa a Focking Irrigação na venda de projetos de irrigação na região, vendendo, instalando e dando assistência técnica.
Fez cento e dezoito projetos de irrigação na região de Taquarituba, sendo dezoito projetos de “Pivot Centrais” além de projetos de regularização de açudes e mananciais junto ao Departamento de Recursos Naturais Renováveis da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo.

Departamento de Assistência técnica da COREATA

Sua fundação ocorreu em l986, motivada e organizada pelo produtor e técnico agrícola Airton Ariquita.
É o departamento de assistência técnica dos cooperados da Coreata, constituída de agrônomos e médicos veterinários, que dava assistência técnica aos agricultores e pecuaristas.
No início o departamento técnico era constituído por dois engenheiros agrônomos - Roberto Ishimura e Ney M. Alves - e a técnica agrícola Vanessa de Oliveira. Posteriormente, com o aumento da demanda, passou a contar com cinco engenheiros agrônomos e um veterinário.
Os técnicos do escritório além de fazer os projetos e fiscalização de crédito orientado do Banco do Brasil s.a., prestam assistência técnica para agricultores dos municípios da região.
No final dos anos 90  passou a colaborar com o Instituto Agronômico de Campinas e com firmas particulares montando experimentos de cultivares de feijoeiro e ensaio de adubos, herbicidas, defensivos e adubos foliares.
Funcionava na vila São Vicente e atualmente funciona nas instalações da Coreata, ás margens da rodovia SP.249, entroncamento com a estrada que vai para Fartura, na entrada da cidade de Taquarituba.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Produza - escritório de planejamento

Criado pelo engenheiro agrônomo Ricardo Ferreira de Oliveira em 1983, na Rua Floriano Peixoto 840.

Em 1985, foi vendido para o engenheiro agrônomo Paulo Ferreira de Barros que presta assistência técnica para agricultores, em convênio com o Banco do Brasil s.a., e faz medições de áreas de terras de agricultores no município de Taquarituba e Coronel Macedo. Em 2005 reduziu suas atividades e trabalha dando assistência à clientes-agricultores de firma de produtos agropecuários.

Taquariplan- escritório de planejamento

Criado em 1981 pelo engenheiro agrônomo Hilton Camargo, filho de família tradicional dos Camargos, sobrinho do ex-prefeito Nicanor Camargo. Este escritório substituiu os escrtitórios de Avaré que faziam projetos e assistência técnica em Taquarituba. Foi o segundo escritório de planejamento agropecuário do município.
Atende aos agricultores financiados pelos bancos oficiais e particulares (Brasil, Banespa, as vezes ao Bradesco s.a. e Caixa Econômica, Nosso Banco-Nossa Caixa). Integra o corpo de avaliadores judiciais do Fórum de Taquarituba realizando os laudos judiciais e projetos de divisões judiciais.

Funciona desde o início de sua criação na Rua Benjamim Constant 377, anexo á sua residência.



Histórico da agricultura e da assistência técnica em Taquarituba - Décadas de 1960-1970

  • Em 1963 começou o levantamento da doença Cancro Cítrico da Campanha de Controle e Erradicação do Cancro Cítrico de São Paulo (Canecc) realizado pelos técnicos Paulo de Campos, José Carlos da Silva e mais dois auxiliares outros que constituia a equipe de quatro auxiliares técnicos. Esses técnicos foram contratados pela Campanha de Controle e Erradicação do Cancro Cítrico de São Paulo(Canecc), não tendo constatado a doença no primeiro e segundo levantamentos na revisão dos pomares do município e de Coronel Macedo.

  • Em 1967 junto com o professor Plácido da Silva Machado da Secretaria da Educação e o inspetor de escolas de Itapetininga foi instituído o Concurso de “Hortas Escolares” para as trinta e duas escolas do município para incentivar o consumo e criar o hábito de consumir verduras e legumes no mesmo com prêmios de pontos para os professores e medalhas para alunos e escola. Ao mesmo tempo, o agrônomo regional com a colaboração do Instituto de Genética da Esalq. distribuiu experimentalmente sementes de alface de verão “Babá”, repolho Louco de Verão, couve flor branca de Verão e brócolis de verão, criadas pelo Dr. Marcilio Dias,da Esalq, para o horticultor Antônio Simões que plantava na várzea localizada na cidade e fazia a feira aos domingos. Eram as únicas sementes de verão do mercado na época(entre 66 a 72) a produzir verduras para fornecê-las na Feira Livre, em frente da Prefeitura Municipal na Rua Campos Salles.

  • Em 13 de Agosto de 1970, o vice-governador e secretário da Agricultura Dr. Antônio Rodrigues Filho visitou e participou da X Festa do milho. Nesta festa foi organizada a primeira Exposição Agrícola de Taquarituba, com coroação da Rainha do Milho Miss Virgilia Aparecida Penna, que concorreu com Anecy Gomes, Carmen Barrisson, Vera Malet. Compareceu o Canal 9 Excelsior(depois Globo)no desfile de carros alegóricos e na I Exposição Agrícola e no baile de Coroação da Rainha do Milho. Neste período foram funcionários da Casa da Lavoura o escriturário José Gonçalves e servente-contínuo-porteiro José Picasso Chamorro, desde sua fundação.

  • No ano de 1972/73 foi testada a primeira máquina de beneficiar feijão estacionária montada no terceiro ponto do trator, de São Paulo e do Brasil em feijoais marca Laredo de Bauru,S.P., no bairro Serrinha fazenda de Tokuo Takeda de Taquarituba e na Barra Grande de Joaquim Ando, em Cel. Macedo. Antes os feijoeiros eram beneficiados com cambaus e varas de baixo rendimento, vagarosos, que ocupava muita mão de obra, e não podia ter grandes áreasde plantio. As variedades de feijoeiro plantadas na época eram: o jalo, o mulatinho e o roxinho, e o jalo pitoco.

  • Em 1972/73 foi testado e aprovado o uso de trifluralina(treflan) em algodão, após teste realizado pela Casa da Lavoura(Agricultura)nos bairros Palmeiras, Queimadão, e Barra Grande (Coronel Macedo), sendo adotado depois em todo Brasil. Foi também iniciado o plantio do feijão Carioquinha e o município foi o primeiro a plantar comercialmente a variedade que depois foi adotada no país e em outros países da América Latina e da América do Norte como Carnival.

  • Em 1973 foram vendidas as primeiras sementes de feijão Carioca ou Carioquinha, compradas por dois agricultores. No ano de 1974, foi testado em Coronel Macedo, Trifluralina(treflan e planavin) e Eptc (Eptan) na cultura do feijoeiro na fazenda Santa Rosa, dos irmãos Aóki(Michio,Hideio e Toshime), e depois usados pelos agricultores da região do país, e em outras nações como herbicida de pré-plantio incorporado.

  • No ano agrícola de 72/73, foi batido o recorde de venda de sementes de algodão de 11.500 sacas de 30 kg, sendo que 9.200 sacas para o plantio em Taquarituba. No ano anterior foram vendidas 1100 sacas de 50 kg sementes de milho híbrido, 480 sacas de arroz de 50 kg., e 150 sacas de feijão de 50 kg.

  • Em 1973, graças a entrada de migrantes da região de Campinas, principalmente de Artur Nogueira, e da família Pavan de Iracemápolis no final dos anos sessenta e início dos anos setenta, que vieram para plantar algodão, e com o incentivo e do agrônomo regional José Norival Augusti da Casa da Agricultura, a Sociedade Algodoeira do Nordeste (Sanbra) instalou uma Usina de beneficiamento de algodão na entrada da cidade. Ao mesmo tempo o governo do Estado incentivou entre 72 a 74 a cultura do café em áreas não sujeitas a geadas comuns e a Casa da Agricultura fez projetos para o plantio de 800.000 pés de café das variedades Catuai, Mundo Novo e Bourbon Amarelo, pelo primeiro Plano do Gerca(Grupo executivo de Recuperação da lavoura cafeeira) e nos planos seguintes foi aumentado para 1.350.000 covas das variedades Catuai amarelo, vermelho e Mundo Novo. O produtor Nelson Pavan nesta época plantou 25 mil pés de laranja e 5 mil de limão Taiti no bairro dos Barrison-Leite.

  • Em 1972, o SEER do DAEE de São Paulo, a pedido da Casa da Agricultura, começou e fez o levantamento das propriedades agrícolas em parceria com o eng. agro. José Norival Augusti, na zona rural de Taquarituba, Coronel Macedo, e parte norte de Itaberá, para instalar energia elétrica nas propriedades agrícolas.  Dois anos depois, a Ceripa (Cooperativa de Eletrificação Rural de Itai-Paranapanema-Avaré Ltda) instalou as linhas de energia elétrica em 128 propriedades em Taquarituba, 56 em Coronel Macedo, e 3 em Itaberá, na gestão do presidente da Ceripa Dr. João Ribeiro da Silva, que tinha propriedade rural em Paranapanema S.P.. No início dos anos oitenta, no projeto Eletro-Campo, mais de cinquenta e cinco propriedades receberam eletricidade além de outras que instalaram força e luz por conta própria, pelo efeito demonstração.

  • No ano de 1972, graças ao convênio Governo de São Paulo-Governo Holandês, veio para Taquarituba trabalhar junto aos agricultores o serviço de Voluntariado Holandês, que disponibilizou para a cidade 2 técnicos agrícolas, uma economista doméstica e uma assistente social. Estes profissionais passaram a colaborar com os serviços da Casa da Agricultura. Em Junho de 1972, realizaram um curso de Culinária e higiene e corte e costura para 12 senhoritas, no bairro Soares e de Conservação do solo, adubação e de controle de pragas para 15 jovens pelo eng. agro. José Norival, e técnica de vacinação de animais, pelos voluntários com projeções de filmes e diafilmes, com peruas especiais da DIRA de Sorocaba, para 18 jovens agricultores do bairro dos Soares e Nunes.

  • Em 1972 também foi iniciado o trabalho de motivação e instalação do Sindicato dos Trabalhadores rurais de Taquarituba por Voluntários Holandeses, que foi fundado em 1973, e atualmente tem sede na rua 1º de dezembro, 226, sendo seu presidente em 2005, Isaac Leite (pequeno produtor rural do bairro dos Leites).

  • Em 1971/72 devido ao aumento do plantio de algodão no município e na região, a Sanbra (Sociedade Algodoeira do Nordeste S.A.), instalou uma máquina de algodão na entrada da cidade no Km.383 da rodovia Eduardo Saigh, e ficou até 1977, pois no ano a repartição vendeu 9200 sacas de algodão de 30 kg.


  • Em 1973, após reuniões preliminares na Casa da Agricultura,com dr. Nelson Pavan e João Ribeiro da Silva e o eng. agro. J.Norival Augusti, foi realizada a primeira reunião de agricultores na Associação Atlética Taquariense, na Rua Floriano Peixoto, para entrada de agricultores do município e de Coronel Macedo na formação da Ceripa (Cooperativa de Eletrificação Rural de Itaí-Paranapanema-Avaré) do qual foi presidente João Ribeiro da Silva. Depois foi acertado que o SEER de São Paulo com a Casa da Agricultura fariam o contato e o cadastro dos agricultores, foram cadastrados 185 proprietários. Em 1974/5 foram instaladas as linhas e instalações no município e em Coronel Macedo. O taquaritubense Eurides Gomes foi tesoureiro, secretário e presidente da Ceripa, a maior de todas as cooperativas de eletrificação rural as Américas, com sócios em quatro municípios com 340 ligações em sistemas de irrigação, que consome 37,5% do consumo da zona rural.  Nos mês de agosto 1973 foi realizado curso de conservação do solo, suinocultura, culturas do milho, algodão e feijão, suinocultura para 18 jovens no bairro dos Nunes, em conjunto com o Serviço de Juventude Rural do DOT.de Campinas, junto com os Voluntários Holandeses.

  • No mesmo ano de 1973 e em 1974 foram realizadas a primeira e segunda “Festa do Algodão de Taquarituba” com coroação da Rainha em baile da Festa no Centro Recreativo Taquaritubense promovidos pela Casa da Agricultura em conjunto com a Associação de Pais e mestres do Grupo Escolar Julieta Trindade Evangelista e do Centro Recretativo Taquaritubense. Em 1976 foi realizada a Festa do Feijão, com coroação da Rainha, em colaboração com a mesma Associação.

  • No período de 73 a 75 foram realizados os cursos de tratoristas nos bairros dos Aleixos, Soares e nos Baianos, e outros dois cursos na Casa da Agricultura formando 68 tratoristas.

  • Neste ano de 1976 foi batido o recorde de venda de sementes de algodão, com a venda de 11.582 sacas de 30 quilos que permitia o plantio de um hectare por cada saco, das quais 8.200 sacas foram plantadas em Taquarituba.Foram vendidas também 1.103 sacas de semente de milho híbrido, 480 sacas de sementes de arroz e 153 sacas de feijão, todas com 50 Kg..

  • O eng. agro. João Gilberto Maia, diretor da FEMECAP e José Norival Augusti, como agricultores, participaram ativamente na instalação de um Posto de Serviços da Cooperativa Central de Campinas, na Vila São Vicente, Rua José Mendes 716 em 1974, com o apoio do prefeito municipal Nicanor Camargo. Após sua instalação passou a vender insumos agrícolas e negociar algodão de cooperados e seu primeiro gerente foi José Luiz Cláudio.

  • Em 1977 a Sanbra retirou a máquina de algodão da cidade, pois as áreas de plantio de algodão diminuíram de 10.850 há. para 1.280 há. em 1980/81 devido ao preço baixo do mesmo e o controle difícil do bicudo do algodoeiro pelo pequeno produtor e o desequilíbrio causado pelo inseticida recomendado para seu controle. Em 1978 devido ao aumento da venda de sementes foi realizada uma ampliação do depósito de sementes, e reforma do prédio da Casa da Agricultura.

  • Na década de setenta, em 1973 o médico veterinário Antonio C.F. Noronha prestou assistência veterinária para criadores de animais econômicos de Taquarituba. Em 1977, assumiu o cargo de eng. agro., Audo Nissida e o veterinário José Ferreira Gomes, para prestar assistência técnica à agricultura e pecuária junto com o assistente agropecuário José Norival Augusti. O eng. agro. Audo Nissida e o veterinário dr. José Ferreira Gomes ficaram dois anos nos cargos. Neste ano foi realizado o Curso de Aplicação de defensivos nos bairros Barreiro, Costas e Campos. No ano de 1978 foram ampliadas as instalações da Casa da Agricultura com a construção de mais um depósito de sementes e reforma interna do prédio principal.

  • No ano agrícola 78/79, no município houve uma grande quebra de produção causada pela lagarta rosada e desequilíbrio do “paration”, o que fez diminuir gradativamente as áreas de algodão, no decorrer dos anos(6.800 há. em 1978, 3.650 há. em 1979, 1.280 há. em 1980 ,e zero há. em 1981), aumentando as de áreas de feijoeiro, milho e pastagens. Neste ano saiu do mercado o defensivo que era larvicida e ovicida de lagarta e ácaros.

  • Em l978, em Assembleia geral realizada no Centro Recreativo, com a presença do Dr. Antônio Rodrigues Filho, presidente FEMECAP(Federação Meridional das Cooperativas Agrícolas), os sócios da FEMECAP taquaritubenses, transformaram a filial em Cooperativa Regional Agropecuária de Taquarituba (Coreata), elegendo o eng. agro. Constant Pavan Jr., como primeiro presidente. O presidente em 2004 foi o produtor e cooperativista Itavico Dognani, que eleito prefeito licenciou e atualmente é presidente o eng. agro. Valentin Luiz Rigueto.

  • Em 1978 assumiu o cargo de veterinário o dr. José Ferreira Gomes, que deixou o cargo em 1980 assumindo o cargo de veterinário, médico veterinário Carlos Aparecido de Campos. Foram auxiliares do controle da febre aftosa nas campanhas: Antonio Luis de Souza e Luis Carlos dos Santos. Neste ano foi testada a maquina Cemag (Ceará Máquinas Agrícolas) para colheita e beneficiamento do feijão no município e, depois, a recolhedora de feijão Laredo.




terça-feira, 15 de setembro de 2009

Histórico da agricultura e da assistência técnica em Taquarituba - Décadas de 1950-1960

Antes da década de 1950, o município e região tiveram grandes áreas de plantio de algodão plantadas por imigrantes japoneses e esta cultura atingia todos os municípios da região.
A cultura desapareceu no final dos anos cinquenta devido ao ataque de pulgões que disseminavam o mosaico e à falta de método de controle. Após a cultura do algodão, a cultura do milho e a criação de porcos foram as principais atividades agrícolas das décadas seguintes.
A agricultura sempre foi e é a principal atividade econômica do município e por isto tem um capítulo especial na história do município.
Avaré que, na época, era a maior cidade da região e possuía estrada de ferro tinha quatro máquinas de beneficiar algodão que movimentou toda a região durante décadas.
A agricultura moderna em Taquarituba começa com a instalação de um depósito de sementes no ano de 1950 (na Praça São Roque 180, esquina com a R. Campos Salles) feito à pedido do prefeito municipal Antônio da Silva Rodrigues ao Delegado Agrícola e chefe do Posto de Sementes de Avaré, eng. agro. Ovidio Bastilio Tardivo, tendo como encarregado José Gonçalves. De julho de 1955 até dezembro de 1956 foi agrônomo regional Nilson Ramos Righi e servente José Picasso Chamorro. De 1957 até 1959 foi agrônomo regional Vitorino França Ribeiro que deixou a repartição no final de 1959. Em 1959, foi inaugurada a Casa da Lavoura, na Praça São Roque 18, esquina com Campos Salles, tendo com primeiro agrônomo, Nilson Ramos Righi. Righi foi agrônomo regional até 1956 e em 1960 assumiu o cargo o de eng. agro. regional, José Carlos Rosa, nas instalações provisórias da Praça São Roque 18. Em 1961, foi inaugurada as instalações próprias da Casa da Lavoura, na Av. Nove de Julho 226, dentro do Plano de Ação do Governo Carvalho Pinto pelo eng. agronômo José Carlos Rosa e assumiu o cargo de escriturário José Gonçalves. No mesmo ano instituiu o Primeiro Concurso de Produtividade Milho de São Paulo, o primeiro do Estado e do Brasil. O Concurso “O melhor produtor de Milho de Taquarituba” que teve 14 edições até 1975/76, com Festas do Milho todo ano, com coroação em cada ano da Rainha do Milho, no dia 15 de Agosto, dia da cidade. Rosa deixou o cargo no início de 1962.
Em 1962, assumiu o cargo o eng. agro. Osvaldo Castelucci, que ficou até agosto de 1965. Castelucci conta que o primeiro aplicador de calcário no município foi de Eurico Gomes, da fazenda Serrinha adquirido e usado em 1962. Em 1963 foi montada a primeira debulhadeira de milho sobre um caminhão de Joaquim de Almeida(Quintino)que trabalhava com quinze homens para abastecê-la com milho colhido a mão e depositado em montes ou “bandeiras”. Junto com ele trabalhou Sérgio Siciliano, que em 2005 foi chefe de Gabinete do Governador do estado de São Paulo dr. Geraldo Alckimin.
No ano de 1964 instalou-se na cidade a firma Mandiomil S.A. que incentivou a produção de mandioca para a produção de fécula e raspas de mandioca, além de comercializar milho e seus derivados. Com a crise da mandioca em 1965, ela encerrou suas atividades.
Em 1964/65 o engenheiro agrônomo Osvaldo Castelucci, da Casa da Lavoura fez vários planos de Erradicação da lavoura cafeeira,em convênio com o IBC (Instituto Brasileiro do Café) para a erradicação de centenas de pés de café em Taquarituba e nos municípios vizinhos (Fartura,Coronel Macedo e Taguaí).
No ano de 1962 iniciou-se a Campanha de Cancro Cítrico que foi até 1968, fiscalizou e cadastrou 650 propriedades e produtores com citrus tendo como técnicos: Paulo Gonçalves, Dorival Floriano de Oliveira e Joaquim de Souza, de Florinea. De 1978 a 1985, José Picasso Chamorro, Paulo Gonçalves, Antônio Latanzio, Rosana Chamorro, João Gonçalves Neto e Luis Fontana fizeram novo levantamento e não constataram a ocorrência da doença nos citrus do município.

Propaganda de firmas - O Taquarituba, 22 de junho de 1969

Os jornais são uma fonte interessante para sabermos quais as mudanças que ocorreram ao longo do tempo no comércio e no campo da prestação de serviços em Taquarituba. Segue a lista de algumas firmas  que anunciaram no jornal "O Taquarituba" em 1969:

- Auto Agrícola Ferrari (Rua Ataliba Leonel, 537) em conjunto com a Pénha Máquinas Agrícolas;
-  Oficina Nissida,
- Casa da Fortuna,
 - Advocacia Paulo Salim Curiati,
- Bar e Garaparia Americana,
-Prefeitura Municipal de Coronel Macedo do prefeito Luis Tonon,
- Transparaná S.A de Londrina (Pr) representante da Crystler;
- Auto Posto Camargo;
- Casa Agropecuária de Euclides Alonso;
- Foto Nossa Senhora Aparecida de Elias Alves;
- Casa Milan;
- Casa S.Pedro do Leonél D.de Campos;
 - Casa São Roque dos Irmãos Rodrigues,;
- Mercearia-Quitanda do Gino;
- Farmácia Nossa Senhora Aparecida .

 O expediente do jornal "O Taquarituba" em 1969 era:

Diretor: prof. Aristides M. de Moraes
Chefe de redação: Jose Norival Augusti
Administrador de finanças: cirugião dentista Walter Silva
Redação e admin. R.Ataliba Leonél,691, tel.175.

Festa do Milho de Taquarituba - 1969

No jornal "O Taquarituba" de 22 de junho de 1969 noticiava-se que entre 22 a 29 de Junho de 1969 aconteceria  a 9a. Festa do Milho. A programação era a seguinte:
-   21 de junho de 1969:  Baile de apresentação das candidatas à Rainha do Milho animado pelo Conjunto Beatle Stones" .
-  22 junho de 1969: inauguração da I Exposição Agrícola  de Taquarituba  no "Barracão do Venâncio", na Avenida 9 de Julho, próximo do Grupo Escolar Julieta Trindade Evangelista;
- de 23 a 26 de Junho de 1969:  "Encontro de Especialistas de Milho", na sede da Associação Atlética Taquriense, na Rua Floriano Peixoto, próximo da Igreja São Roque, com a participação do dr. José Drumond de Andrade, do dr. José Arlindo Pacheco, do diretor geral da Agroceres, técnicos especialistas de milho da Date-Campinas e do Instituto de Economia Agrícola de S.Paulo;
-  26 de junho de 1969:  "Roda de Violeiros"com a participação de de violeiros de Pirajú, Taquarituba, Botucatú, Itai e Itapéva, com dez duplas inscritas, com direito a Troféus e prêmios;
- 27 de junho de 1969: palestra sobre adubação e problemas de adubação da Cultura do Milho proferida pelo dr. José Drumond de Andrade ( Diretor da Associação Nacional de Difusão de Adubos) na sede da A.A.Taquariense;
 -  29 de junho de 1969:  Desfile de Tratores, Máquinas Agrícolas e carros alegóricos pela Av. 9 de Julho, Rua Ataliba Leonel e Praça São Roque. Ao final, entrega da premiação do Concurso de Produtividade "O Maior produtor de Milho de Taquarituba" . O primeiro colocado recebeu a estátua Deusa Ceres (55 cm) doada pelo  Banco Brasileiro de Descontos S.A.; o Troféu "Espiga de Ouro" e os prêmios oferecidos por comerciantes, bancos, firmas agropecuárias, entidades de Taquarituba e Avaré.  
Para encerrar a Festa no dia 29 de junho de 1969 realizou-se o Rodeio da "Tropa do Mineirinho" no Campo da Associação Atlética Taquariense", na Rua Gastão Vidigal, e uma partida de futebol dos Veteranos Paulistas. A Associação dos Veteranos Paulistas era composta pelos atletas: Saporito, Lima, Og Moreira, Wallter, Tuffi, Jadir, Canhoto, Renato, Brandãonzinho, Lamparina, Pinga, Mão de Onça, Nelsinho, Gambá Dodo, Ananias, Ipojucan, Queiróz, e Dema. Acompanharam a comitiva os diretores dos Veteranos: Araken, Formiga, Manoel da Silva, Prado, Paulo Corrêa,Wilson, Sebastião Teixeira e Feitiço. 
Houve a cobertura jornalística de jornais, rádio e televisão de São Paulo e região.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Folder de divulgação do feijão Carioca ( o carioquinha)


Folder de divulgação do lançamento da variedade Carioca de feijão pela Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, 1972. Distribuído pelas Casas de Agricultura dos municípios do Estado de São Paulo.

 Roland Hopman, em e-mail de 29/9/09,  lembrou que uma das variedades mais vendidas pela Casa da Agricultura  de Taquarituba era a variedade  BICO DE OURO, as vezes vendia-se o Rosinha, e o Jalo, originados do Posto de Sementes de Avaré.
Após os anos setenta vendeu-se também o Pintado, e, após os anos oitenta, o Carioca 80, IAC-Carioca e o Piatã.
A semente de feijão mais vendida pela Casa da Lavoura(da Agricultura) na década de 1970 (entre 70-73) foi a variedade Bico de Ouro, seguida da rosinha e Jalo. Eram fornecidas pelo Posto de Sementes de Avaré, cujo chefe era o eng. agro. Mário Amorim. No processo de introdução da variedade Carioquinha, em 1972/73, a venda das sementes aconteceu  em pequena quantidade no 1o. ano, mas no terceiro ano ela já era a principal variedade vendida. Nenhum produtor queria mais as outras variedades, devido a alta produtividade do Carioca, e resistência às doenças da variedade, comparadas com outras da época(B.ouro, rosinha,etc.). Foram as primeiras vendas comerciais da variedade no Brasil e nas Américas.

Para introdução do cultivar no mercado  a Secretaria da Agricultura e a Associação dos Supermercados de São Paulo(Pão de Açúcar, Eletro Radiobras, Sé, etc.) montaram barracas de degustação de feijão carioquinha nos Supermercados, distribuiram o folder com receitas como feijoada, o tutu, e o virado de feijão usando carioquinha, servindo para a introdução mais rápida do cultivar ou variedade. O lançamento da variedade, que tornou-se internacional, foi um modelo dos trabalhos de "marketing" de alimento util às populações e que deveria ter sido feito quando lançaram o Carioca Oitenta(80), Pérola  e outros que têm qualidades nutricionais muito melhores que o carioca original (com proteína e quallidades nutricionais exelentes) quando comparadas ao carioquinha original.

Primeira Câmara Municipal, Taquaribura, SP - 1926

Fonte: O "Éco" Ilustrado, 1971
A imagem mostra os integrantes da 1a. Câmara Municipal de Taquarituba em 1926. No primeiro plano, sentados, estão Gabriel Mendes, Ricardo Maráia, Ozório Gomes, José Penna. No segundo plano, em pé, estão: Pedro Nunes de Almeida, Lauro Rodrigues e Manoel Joaquim de Almeida.

O "Éco" Ilustrado

Capa do único número do  O "Éco" Ilustrado, Taquarituba, Ano 1. No.1 outubro de 1971
Redator Chefe: José Benedito S. Miranda

Máquina arrancadeira do feijoeiro


Protótipo de máquina para arrancar o feijoeiro em fase de colheita adaptado à parte frontal do trator. Na década de 1980 o custo da colheita estava elevado devido à falta de mao de obra.
Imagem da década de 1980 na propriedade de Breno Mendes em Taquarituba,SP.