segunda-feira, 9 de março de 2009

Calcário Gobbo

O desenvolvimento da agricultura foi facilitado e incentivado com a criação e fundação do Calcário Gobbo de Taguaí. Essa empresa contribuiu com a diminuição dos custos da calagem, pois antes de sua fundação, o calcário precisava vir de Piracicaba, Limeira e Tiête, onerando e dificultando a calagem e merece constar nessa história de Taquarituba.
Iniciou suas atividades em 1967, na fazenda São Vicente, localizada na divisa com Taquarituba, quando o município iniciava o plantio de algodão, que necessitava de calcário para produzir economicamente.
A visão do futuro da região de João Gobbo Sobrinho, produtor de café e morador na cidade de Taguaí, que vislumbrava no uso do calcário a solução para o aumento da produtividade, embora muitos solos da região na época ainda não precisassem usá-lo baseado nas tabelas de recomendação da calagem do Instituto Agrônomico de Campinas.
Os calcários calcítico e magnesiano, de sua mina na época, tinham restrição de uso devido ao pouco conhecimento técnico da calagem e dos calcários pela pesquisa agronômica. A previsão do João Gobbo, de que o calcário podia ser usado e funcionaria a contento foi comprovada e o seu calcário atualmente é usado, por muitos agricultores, pois atualmente a técnica de calagem evoluiu e ficou mais conhecida.
Em 1967 o produtor das Fazendas Caixa dágua e Pinhal de Taquarituba, o cirurgião dentista Nelson Pavan, do Grupo Pavan, adquiriu 300 toneladas da primeira produção da indústria recém inaugurada, possibilitando o funcionamento da mesma, dando credibilidade ao usar o calcário calcítico Gobo.
Em 1968 a cooperativa Holambra de Paranapanema adquiriu 3.500 toneladas e a indústria Gobbo atingiu a produção de quinze mil toneladas, e em 1969 não produziu mais que quinze mil toneladas, devido à crise da política agrícola.
O Plano Nacional de Calagem de 1975 possibilitou a produção e venda de 65.000 toneladas no ano.
A partir de sua fundação a indústria cede gratuitamente e periodicamente calcário para a instalação de campos de demonstração em culturas de algodão, milho e feijão de Taquarituba e Coronel Macedo.
Em 1978/79 a crise da agricultura taquaritubense causada pela quebra da safra do algodão com a lagarta rosada, fez caírem as suas vendas para 15.000 toneladas.
Em 1984/85 já produzindo e vendendo calcários do tipo dolomítico, magnesiano e calcítico, após a compra de outra mina de calcário de Itapeva e as vendas para a região de Pedrinhas Paulista e Assis, S.P. mantiveram e possibilitaram a produção em 95.000 toneladas naquele ano. Em 1995/96 na gestão do Presidente Fernando H. Cardoso as vendas e produção anuais atingiram 100 mil toneladas.
Em 1997/98 houve queda de venda e de produção causada pela baixa de preços do feijão e a doença mosaico dourado do feijoeiro, pandêmica no município e região. Em 1999 as vendas de calcário dos três tipos reagiram e atingiram cem mil toneladas.
A partir de 2001, a empresa Calcário Gobbo passou a misturar gesso oriundo das indústrias químicas nos calcários a pedido dos agricultores, para facilitar a calagem-gessagem baseados nas análises da terra e nos experimentos da pesquisa. Essa mistura aumentou a procura ano após ano, pois o aumentou a produtividade em solos que tinham acidez abaixo da superfície de aração ou de preparo de solo. Fornecendo os três tipos de calcário - dolomítico, calcítico e magnesiano - e também a mistura deles com gesso houve a ampliação da clientela agrícola no Estado de São Paulo e no Paraná, pois a empresa fica praticamente na divisa desses dois estados. O Calcário Gobbo, suas minas e suas indústrias, em 2005 pertencem ao grupo de filhos e netos descendentes de João Gobbo Sobrinho, que são: Nelson Augusto, Carlos, José Ângelo, e Carlos Augusto Seckler Gobbo.

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