quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Grupo Escolar Julieta Trindade Evangelista

Em 1960 foi apresentado projeto-lei para a criação do Grupo Escolar Julieta Trindade Evangelista pelo deputado estadual (1958-1962) Israel Dias Novaes. Um ano depois, a Lei 6521 de 22/11/1961 publicada no D. O do Estado de Sâo Paulo em 23/11/1961 criou Grupo Escolar Julieta Trindade Evangelista. O prédio foi construído na Rua Floriano Peixoto, no. 989 e recebeu o nome em homenagem a uma das primeiras professoras taquaritubenses.
O primeiro diretor foi o prof. Ezequiel M. do Nascimento, o segundo foi Julio Silveira Mello e o terceiro foi Plácido da Silva Machado.
De 1962 a 1966 a Escola Normal para formação de Professores funcionou no prédio do Grupo Escolar Julieta Trindade Evangelista. A Escola passou então a chamar-se Escola Normal e Ginásio Estadual Julieta Trindade Evangelista de Taquarituba
Em 1963 foi construído um novo prédio para o primeiro grau na Av. Cel. João Quintino,513 e o velho da Rua Floriano Peixoto, 867, ficou para o Ginásio.
Em 1964 foram criados os cursos noturnos da escola Normal em Taquarituba.
Em 1965/66, foi realizado pelos professores um levantamento sócio-econômico entre os escolares nas escolas rurais e constatou-se que o número de filhos por família em nove bairros era de 7,2 em média, o número de dependentes era de 8,2; a maioria era católica (169) sendo apenas um (1) não católico.
A maioria dos pais dos alunos, isto é, 72 pais eram proprietários (58%), ou seja, 14 eram parceiros ou meeiros(11,2%); 37 pais eram empregados (29,8%) e 7 pais eram colonos(5,6%). As moradias dos pais de alunos eram precárias sendo que 61 eram de barrote, cobertas de telha (42,2%); 45 eram de alvenaria(31,8%) e 62 eram de tábuas cobertas de telhas (26,2%). O nível sócio-econômico do município na ocasião era baixo, o índice “IDH” renda era 0,660 em 1970.
A maioria das casas das propriedades rurais, eram abastecidas pela águas de minas (61,8%); 35% delas pela água de poços e 3,2% delas por outras fontes demonstrando o baixo nível de vida do agricultor e seus empregados que eram pais desses alunos das escolas rurais na década de sessenta.
Eu, o prof. Plácido da Silva Machado e o inspetor de ensino de Itapetininga baseado nesse levantamento da realidade rural promovemos um Curso de Atualização para as 32 professoras rurais do município. Esse curso foi realizado no Centro Recreativo Taquaritubense pelos especialistas do “COT” (Centro de Orientação Técnica de Campinas da Secretaria da Agricultura). Entre eles, Luiz Carlos Guedes Pinto (Ministro da Agricultura em 2005/6), a socióloga Josele Salomão  e Leonor Amstalden(piracicabana). O engenheiros agrônomos José Gomes da Silva (presidente do Incra em 1964/66) e Tonan Kudo (pesquisador da Embrapa/CNPH nos anos de 2002/04).
As escolas rurais na época eram nos bairros de mesmo nome: Aleixo, Neves de Cima e Neves de Baixo, Ribeirão Bonito, Água Bonita, Pedregulho, Matão, Alves, Campos, Estiva, Porto, Baianos, Costas, Matão, Serrinha I e II, Queimadão, Palmeiras, Muniz, Porto, Soares, Medonho, Nunes e Barreiro.
A população de analfabetos maiores de 15 anos de idade no município em 1970 alcançava 29,7% da população, percentagem menor que os dos municípios vizinhos, pois Riversul tinha 38,7% de analfabetos, Itaporanga com 29,9%; Itararé com 33,3% e Itaberá com 36,3% de analfabetos. Barão de Antonina contava com 27,6% e Buri com 29,3% Coronel Macedo com 28,9% de analfabetos.
O analfabetismo do município de pessoas acima de quinze anos abaixou gradativamente de 29,7% em 1970 para 12,1% em 2000, demonstrando que as políticas públicas de alfabetização foram eficientes, embora não tenham atingido o ideal de 3 a 5% de analfabetos de mais de 15 anos.
No período de 1966 a 1976 havia 25 escolas rurais, vinte e duas construídas com madeira e três de alvenaria (bairro Matão, Nunes, e Aleixo) e funcionavam ligadas à E.E.J.T.Evangelista.
Em 1967/8, quando eu era responsável pela da Casa da Lavoura no município, criei junto com o diretor Plácido da Silva Machado um concurso de Hortas Escolares. Esse concurso tinha por objetivo estimular e criar o hábito de consumir verduras e legumes em Taquarituba. As melhores hortas recebiam prêmios e seus professores pontos para suas fichas funcionais. O primeiro lugar ficou com a horta do bairro do Pico, do prof. Rubens Aparecido Bueno. Os alunos das melhores hortas e seus professores receberam medalhas de mérito do Lions Clube de Taquarituba.
Em 1969 foi construído um parque infantil na escola (montado no jardim lateral esquerdo do grupo escolar), doado pelo Lions Clube de Taquarituba, na gestão presidente do clube o cirurgião dentista Adão Ormi Gomes.
De 1972 a 1976, em junho, foram realizadas cinco Festas do Algodão no Grupo Escolar com a participação da Casa da Agricultura local. Na programação acontecia o Baile as Rainha do Algodão, com coroação da Rainha e Desfile de máquinas agrícolas. As rendas dos concursos eram destinadas à merenda escolar e à Caixa Escolar. Nos meses de maio e junho de cada ano as festas geravam rendas destinadas a manter a merenda e material escolar para os alunos carentes da escola.
Essa festa beneficente também tinha a coroação da Rainha do Algodão em Baile realizado no Centro Recreativo Taquaritubense.

Os diretores dessa escola, que teve diversas denominações, a partir de 1950 foram os professores: Dorival Dias de Carvalho de 1950 a 1952, José Rolim de 1954 a 1955, Oscar Guerreiro de 1956 a 1959,Sebastião Villaça de 1960 a 1965;Plácido da Silva Machado de 1966 a 1970;; Maria Aparecida Cortes de Almeida de 1971 a 1987; Elza Ramalho de 1988 a 1989,Paulo César Bortoti de 1990 a 1997;Darci Gomes de 1998 a 1999. A partir de 1999 a escola foi municipalizada e de 2000 a 2005 a diretora foi a professora Silvia de Oliveira Vaz . A escola em 2004 contava com dezessete classes com 514 alunos.

3 comentários:

  1. Eu tive a honra de estudar nesta escola, mesmo na época os moradores da cidade dizendo que o ensino não era bom, porque era composta de alunos de baixa renda, diferente da escola elitizada José Penna, tenho orgulho em dizer que minha base da educação que tive veio desta escola através dos professores que ali atuaram, DUILIO LAMARCA, D. VERA, D. wANDA, D. Heloisa, D. Dirce, D. Tula, Ladislau, D. Lurdinha, entre outros... Meus sinceros agradecimentos, pois hoje sou o que sou devido o alicerce ter tido fundamentos solidos.

    ResponderExcluir
  2. Romildo Frezatti Barreiros, estudei nesta escola de 1964 a 1968 com os Profs. Madalena Machado, Mariinha Gomes e Maria do Carmo Lombardi.

    ResponderExcluir
  3. Alguma coisa não bate com essa história contada pelo senhor Norival a respeito da escola julieta, pois em 1961-62 estudei no Grupo Escolar de Taquarituba onde o diretor era o senhor Oscar depois senhor Mario marido da dona Alzira professora, hoje a ETC, 63-64 conclui 3º e 4º ano primário já no Julieta onde o diretor era o senhor Placido, (obs.) tenho muita saudade da dona Rosinha mãe da dona Dalva do sargento Brandino que era a merendeira que por muitas vezes saciou minha fome já que eu era menino de rua, me ajudou muito também o senhor mininico que era servente, meio severo comigo, mas gente boa. kkkkkkkkkkkk.....Zé Paulo

    ResponderExcluir