sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

I Festcam de Taquarituba

I Festcam, primeiro Festival Taquaritubense da Canção, foi promovido pelo Fundo Social de Solidariedade do município que era presidido por Elizabeth de Souza Milleo.
Durante o período do festival foram montadas barracas de alimentos e bebidas em frente da Igreja de São Roque, na semana de 6 a 14 de junho de 2000, com renda total líquida revertida à Santa Casa de Misericórdia. Participaram do Festival: “Os intocáveis”, “Os trovadores”, Cristian e Cristiano, Dione, Juliano e Rafael e os taquaritubenses da família Gomes Matheus e Lucas, com Churrasco e Leilão de Prendas no encerramento que rendeu R$10.549,86 à Santa Casa. (O Momento, 12 de julho de 2000)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Teatro Municipal de Taquarituba

Em 1997, Marcos Mendonça (PSDB), quando era Secretário da Cultura de São Paulo, sugeriu que Dr. Miderson Milléo (PSDB), então prefeito municipal de Taquarituba, pleiteasse verba para a construção de um teatro usando a Lei Rouanet de incentivo à cultura.
Sergio Mota (PSDB), na época que era ministro das Comunicações, também sugeriu para dr. Miderson usar a Lei Rouanet de incentivo à Cultura para captar recursos e construir um Teatro Municipal. Assim, a vereadora  Elisabete de S. Milleo (Betinha) conseguiu uma verba de $300.000,00 para adquirir o terreno para a construção do teatro e, depois, dr. Miderson conseguiu mais uma verba de $300.000,00 para o desenvolvimento do projeto arquitetônico, elétrico, hidráulico e acústico. O deputado Arnaldo Madeira (PSDB) e o deputado estadual Edson Aparecido (PSDB) conseguiram R$260.000,00 (200+60) através da Secretaria da Cultura e uma contrapartida de $260.000,00 da Prefeitura Municipal de Taquarituba para complementar as obras iniciadas no ano. Com a morte do político Sérgio Motta e a privatização da Telesp, houve novo enquadramento e a captação de recursos passou a ser feita pela “Telefônica” (empresa internacional) na segunda gestão (2001-2004) do Dr. Miderson.



 Essa lei também foi usada por outros 12 doze municípios para apoiar projetos culturais.

O teatro localiza-se no Centro Cultural Lourenço Custódio, entre as Avenidas Nove de Julho e a Coronel João Quintino.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Doença do milho na década de 1970

Entre final de 1971 e início de 1972, no Estado de São Paulo e, portanto, também em Taquarituba,S.P, ocorreu um ataque de uma doença do milho (Helmintosporium maydis, var. turcicum) conhecida como "requeima do milho". Esta doença ainda não tinha ocorrido no Estado de São Paulo e no país e as variedades brasileiras não tinham resistência à raça  T (Turcicum) deste fungo. 
Foi nesse contexto que a Secretaria de Agricultura de S.P. suspendeu a venda de sementes de híbridos e as Sementes Avaré, pertencente a Dante Tezza, vendeu um pequeno estoque de sementes resistentes que ainda tinha em seu poder. Entretanto, a Secretaria de Agricultura de S.P. vendeu algumas variedades não híbridas, pois o Instituto Agronômico somente produzia as sementes básicas (não tinham resistência) que eram todas suceptíveis a esta doença.
As firmas de sementes de milho, Agroceres e depois a Cargil, produziram depois de dois anos sementes resistentes à "requeima da raça T" do fungo dominando o mercado de semestes de milhos híbridos. Foi assim que a Secretaria da Agricultura perdeu o "monopólio" da venda de semente de MILHO do mercado em São Paulo.

domingo, 29 de novembro de 2009

Coleta seletiva do lixo em Taquarituba - década de 1980

No ano de 1986, falou-se muito na mídia sobre a contaminação ambiental e o problçema do lixo nas cidades. Uma das soluções apontadas para o problema era a coleta seletiva do lixo. Além de resolver em parte o problema ela poderia promover um aumento de renda para populações de baixa renda. O Rotari Clube, incentivado por mim que na época era engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura, junto com Miguel Chibani, gerente da agência local do Banco do Brasil e o presidente do Rotari Clube Sebastião de Campos, entraram em contato com o prefeito municipal dr. Arnon F.de Mello, para colaborar com a coleta seletiva. Ficou acertado que o caminhão de coleta faria a coleta seletiva na cidade uma vez por semana. E a Comissão de saúde e cidadania do Rotari Clube ficaria responsável pelo aluguel dum barracão localizado no bairro do Lageado, saida para Tejupá, a 500m da cidade. Para viabilizar o projeto foram comprados sacos de quatro cores, para selecionar os recicláveis pela população. Durante um mês e meio foi coletado lixo, uma vez por semana, separado em sacos que foram depositados na Chácara. Diversos contatos foram feitos para venda dos recicláveis, sendo o lugar mais viável um ferrovelho de Piracicaba, para onde um caminhão da Prefeitura Municípal de Taquarituba levou os recicláveis.A renda obtida foi distribuída para três instituições de caridade pelo Rotari Clube, sendo elas o Asilo São Vicente, a Casa Paroquial e ao Albergue Noturno.Como tornou-se dificil a coleta seletiva, pois havia pouco caminhões na Prefeitura Municipal, o Projeto de Coleta Seletiva do Lixo de Taquarituba foi desativado pelos promotores e pelas entidades participantes.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Irrigação


Inverno de 1986

Na foto à direita está Paulo Ferreira Soares, José Norival Augusti e Hilton Camargo verificando a irrigação de área cultivada com ervilha e na foto à esquerda está o trabalhador rural que, orientado pelo engenheiro agrônomo, avalia o nível de infestação de oidio, principal doença da ervilha, para rehidratação. Hoje existe variedades tolerantes à esta doença.

As imagens são de cultura de ervilhas para rehidratação(enlatar) plantada na Fazenda Floresta pertencente ao Joaquim Soares, no município de Coronel Macedo.  Foi o segundo ano de plantio da ervilha irrigada no inverno (março/abril e colheita em agosto/setembro) com rendimentos exepcionais (mais de 2.000kg/ha). A semente era originária do Centro Nacional de Pesquisas de Hortaliças de Brasilia.


Plantio de mudas na mata do Eugênio

Plantio de mudas na Mata do Eugênio, 1993 (?)

Demonstração de Resultado do uso de defensivo na década de 1970

Banco do Brasil em Taquarituba, SP


Segundo Miguel Chibani:

O BB em Taquarituba, começou como um PACRU, sigla que significa POSTO AVANÇADO DE CREDITO RURAL.
O primeiro Supervisor do Banco foi  Vladimir Borin Pacheco e mais funcionários entre eles: José Miguel Paixao e José Antonio Duarte.
Em seguida esse local foi denominado de PAVAN - POSTO AVANÇADO DE SERVIÇOS, e o Supervisor era o Walter Lopes da Fonseca e tinha entre os funcionários: Eu, Miguel Chibani Bakr, Roberto dos Santos Montanha e José Carlos de Almeida.
Em seguida passou a ser uma Agência Classe I e um dos primeiros Gerentes que estiveram substituindo foi o Sr. Helio Coradi, que era o Chefe da Carteira Agrícola em Avaré (depois foi nomeado Gerente de Agência em Cerqueira Cesar).

Em seguida veio o José Chioli, o Julio Takahashi, o Shiguetaka Hatshikano, a Sueli Gomes, a Egle Isabel Pampado, a Martha, Nelyse, e eu fui o primeiro fiscal da Agência(mas eu pertencia à Agência de Avaré). Depois fui nomeado Gerente do Expediente e era o responsável pela Carteira Agrícola, foi quando trouxemos o Antonio Carlos dos Reis que era Sub Gerente do Mercantil, veio o Domingos de Giorge, e diversos outros funcionários e essa Agência ganhou  reconhecimento pelo desempenho e pelos valores aplicados no crédito rural. A partir daí foram criadas as empresas de Assistência técnica privadas num trabalho de fortalecimento do Crédito Rural e de expansão de tecnologia através das sementes certificadas da CATI com apoio crediticio à COREATA.  Duas dessas empresas foram a Produza e a Taquariplan respectivamente criadas pelos engenheiros agrônomos Ricardo Ferreira de Oliveira e Hilton Camargo. A Produza foi comprada depois pelo engenheiro agrônomo Paulo de Barros.
 Fui transferido como Gerente para Itapevi na Grande S. Paulo, depois fui para Apiaí no Vale do Ribeira, depois Cotia na Grande S. Paulo, em seguida Piraju, depois Itaí, e pela primeira vez um funcionário volta para a Agência incial como Gerente Geral, o que aconteceu quando voltei para Taquarituba e depois vim para Avaré.

Curiosidades:

  • O primeiro contrato de crédito rural da Agência foi para o sr. Joaquim Pulz, pai do Miguel, Paulo, Joao e Sidney Pulz.
  • A primeira aplicação financeira captada na Agência foi do Joaquim Ortolano de Almeida, conhecido como Joaquim Dias.








Dia de Campo em Taguaí, SP - 2000

"Dia de Campo" de cultura de Sorgo, como diversificação agrícola, promovido em 2000 pela Agroceres e com a participação do Departamento Técnico da Coreata Taquarituba, numa propriedade de Taguaí, onde vários agricultores de Taquarituba,Taguaí e região compareceram para conhecer a cultura. Em pé, de camisa verde está Gutti (engenheiro agrônomo demonstrador da Agroceres)  e José Norival Augusti (ao seu lado, de camisa branca).

Casa Gomes










Fundada em 1902, era uma firma familiar. Na década de 1950 assumiu a gerência Joel Gomes, que era auxiliado pelo Altino, Alipio, José Ozório, além de outros familiares.

Na década de setenta a Casa Gomes era conhecida como a Rainha do Sul paulista, pois tinha filiais em Carlópolis, Fartura, Taguaí, Itapeva, Itararé e Riversul. Vendia desde agulhas a eletrodomésticos, tendo três a quatro vendedores que percorriam a zona rural e as cidades vizinhas. Teve tambem uma filial em Avaré.

A firma na metade da década de setenta, instalou uma antena repetidora de sinais de TV no morro do Barreiro/Aleixo, contratando o técnico Salvatore D. Malagó para sua construção e manutenção. Manteve  a mesma até o final da década de setenta quando a Prefeitura assumiu os repetidores, na época com três canais.

No final da década de noventa, com a morte de vários sócios, a firma fechou e o prédio foi alugado ou vendido para a Igreja Universal.

Casa da Lavoura de Taquarituba

Prédio construido no Plano de Ação do Governo Carvalho Pinto,na Avenida 9 de julho, 259.








Prédio da Casa da Lavoura de Taquarituba(depois Casa da Agricultura, pós Secretário da Agricultura Herbert Levy), construida dentro do Plano de Ação do Governo Carvalho Pinto(Jânio Quadros) e quando foi prefeito Nicanor Camargo.
A Casa da Lavoura(Agricultura) tinha além do prédio principal, com duas salas para os técnicos, uma sala de escriturário, uma sala de reuniões e uma para veterinário/auxiliar; uma garagem para veículos; um depósito de sementes para 2.000 sacas; um depósito para documentos e um pequeno quartinho com chuveiro e sanitários para uso de servidores em trânsito. No início de funcionamento da repartição, 1960, a água era depositada numa caixa de 2.000 litros, ao lado do prédio, e depois bombeada para o depósito do forro do prédio. O depósito externo funcionou até 1964/5 quando a água encanada foi ligada na Avenida 9 de Julho.

Deusa Ceres

 Estátua da Deusa Ceres depois de restaurada pela ESALQ, 2009.  Fotografia de Paulo Soares.
O engenheiro agrônomo José Carlos Rosa, graças a amizade e ao seu trabalho conseguiu em 1960, que a Agência do Bradesco (Banco Brasileiro de Descontos s.a) de Taquarituba doasse uma estátua em bronze, com 55 cm. de altura, da Deusa Ceres (Deusa da Agricultura), simbolizando a fartura de alimentos e a agricultura. O único ganhador por três anos consecutivos do Concurso, nos seus 19 anos de vigência, foi Pedro Bueno Rodrigues (conhecido como "Tino Bueno"). Pequeno produtor do Bairro do Muniz, que bateu o recorde paulista e brasileiro em 1967/68, com produtividade acima de 10.000 ou seja 10.045,80 kg. por hectare, em concurso de produtividade e em lavouras comuns. A Estátua foi doada em 2000 à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz de Piracicaba, está na Sala da Diretoria.
Encaminhei a doação para a ESALQ porque ela é um símbolo de projeto de extensão rural de produtividade e para mostrar o pioneirismo do esalqueano engenheiro agrônomo tieteense: José Carlo Rosa.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Carta Aberta ao Povo de Taquarituba - Jânio Quadros (1963)


Cedido por Luis Ferreira Neto

Documento: Nomeação do Capitão Eugênio Gabriel pelo Marechal Hermes da Fonseca



Eugênio Gabriel, influente agricultor do município de Taquarituba foi nomeado Capitão da 1a.ª Companhia do 71º Batalhão de Infantaria da Guarda Nacional, da Comarca de Itaporanga, S.P., em 27 de Maio de 1914 pelo Presidente da Republica general Hermes da Fonseca, pela guia no. 90.549, em diploma datado de 22 de julho de 1914, 26o. da Republica e 93o. da Independência, no Rio de Janeiro, com posse no dia 18 de janeiro de 1915, na presença do Coronel José Brasil Piedade.


Era grande proprietário de sítios, financiava as lavouras de milho, feijão e criação de porcos dos seus arrendatários e vizinhos. Cobrava os financiamentos após a colheita e aqueles que não pagassem os empréstimos recebia terras como forma de pagamento.

sábado, 7 de novembro de 2009

Aspectos populacionais e a modernização da agricultura em Taquarituba



Tabela I: Dados socioeconômicos do município de Taquarituba (1940-2004)
 Fonte: Sistema Nacional de indicadores urbanos; Cati,SAA.de S.P.2004/5.IBGE,Seade

Verificamos que da década de 1940 para 1950 o crescimento populacional de Taquarituba foi de 0,78% ao ano (Tabela I), baixo em relação ao índice de crescimento populacional do país. Conta-se que nesta época as mortes por febre amarela ou impaludismo eram muito frequentes e isto espantou muito migrante. Em 1950 a densidade populacional era de 16,34 habitantes por quilômetro quadrado e tinha 38% de analfabetos.

Segundo o IBGE , a população rural do Brasil em 1970 era de 41,7% enquanto que a do município era de 51,94%, maior do que no país.

Tabela II: Dados socioeconômicos do município de Taquarituba (1940-2004)



Os dados, portanto, mostram que até 1970 o município era economicamente rural e que somente a partir de 1980 a população urbana passou a ser maior (52,92%), atingindo a percentagem de 84,46% em 2004 com o desenvolvimento do setor de serviços ligados à agricultura, não havendo a industrialização, embora tenha tido êxodo rural.

A taxa de crescimento geométrico da população no Estado no período de 2000 a 2005 foi de 1,56%, da região foi de 1,48% e do município foi de 1,34 %, indicando um crescimento populacional menor que o do Estado e da região.

A taxa de urbanização referente ao período de 2004/5 do Estado de São Paulo foi de 93,65%; na região, de 85,84% e no município de 84,72% (Tabela II).

A participação da agropecuária no total do valor adicionado do município em 2003 foi de 37,38%, sendo que na região foi de 41,39%, e no Estado foi de 7,70% isto indica que o município ainda depende da agropecuária muito mais que o Estado em geral.

Por outro lado, o setor de serviços participava em 2003 com um total adicionado à economia municipal de 51,03%; 41,89% na região e, de 48,51% no Estado, mostrando que o setor terciário da economia taquaritubense desenvolveu-se satisfatoriamente. A industrialização não ocorreu mesmo com a tentativa de provocá-la na década de setenta, no governo de Lourenço Custódio, com a doação de terrenos no Distrito Industrial criado pela Prefeitura Municipal.

Comparando esses dados com os referentes à participação da agropecuária no município pode-se dizer que este depende mais de serviços (setor terciário da economia) ligados à agricultura.

O crescimento da população era de 6,04% e a densidade demográfica de 26,20 habitantes por quilômetro quadrado na década de cinqüenta, cresceu para 49,05 habitantes por Km2 em 2000, e de 77,02 hab. por Km2 em 2005, ocasionado naturalmente pelo crescimento da migração de outros municípios, da diminuição da taxa de mortalidade infantil (SEADE,2000) e a melhoria das condições de vida no município.

A taxa de urbanização que era de 19,10% na década de 1950 passou para 45,50% na década de 1970. O aumento foi 2,38 vezes e a densidade populacional que era de 16,44 habitantes por quilômetro quadrado em 1970 passou para 31,16 por Km2, aumentando em 1,89 vezes o número de habitantes por km2 no município. Descontando a taxa de aumento de população (2,87% anuais), os números mostram que o aumento da população urbana não foi somente devido ao êxodo rural como já vimos, mas foi também decorrente de migração.

Este fenômeno foi observado quando da migração de agricultores que vieram da zona de Campinas( Artur Nogueira, Limeira, Cosmópolis, Mogi-Mirim, Paulínia, etc.) e Piracicaba, para a zona de Taquarituba, na década de sessenta e setenta, para cultivarem algodão(repetição de novo ciclo, semelhante ao de 40/45, só que descentralizado).

A migração da população rural para a cidade, como já mencionamos anteriormente, também foi decorrente da modernização da agricultura caracterizada pela mecanização (ver cursos de Tratoristas 1968/72); pela aplicação de insumos químicos (adubos e corretivos de solos) e pela aplicação de defensivos agrícolas (inseticidas, herbicidas, fungicidas etc); cursos de aplicação de defensivos que possibilitaram a substituição da mão de obra - moradora nos “sítios” e fazendas - por máquinas, equipamentos e insumos modernos, que demandam menor quantidade de mão de obra e menor população no campo.
O que se observou no município a partir dos anos sessenta e setenta foi que a mecanização/tecnificação da agricultura caracterizada pelo uso de defensivos agrícolas, principalmente herbicidas e máquinas modernas realmente concorreu para a liberação e a saída do homem do campo para a cidade aumentando a população urbana, comprovando os estudos de Kageyama(1987).

Taquarituba nos anos setenta/oitenta foi um centro distribuidor de máquinas agrícolas e insumos modernos da agricultura com a instalação de revendas/oficinas de máquinas agrícolas tais como:

• Agências de venda: Masey Fergunson, CBT, Valmet, Jacto, Hatsuta e Ford;

• Firmas e representantes de vendas de defensivos agrícolas: Bayer, Ciba-Geigy, Sandoz, Hokko, Ihara, Cooperativa Central de Campinas, Coreata,etc.


O interesse pelas técnicas modernas e por novas culturas, variedades e novos cultivares (algodão, milho híbridos e oxi (maysena) ervilha para grãos, crotalária para sementes, feijão carioquinha, IAC-Carioca, e Iapar etc.) foi estimulada pela Casa da Agricultura(CATI,S.A.); por propagandas e incentivos das firmas agro-industriais de beneficiamento de algodão- Sanbra (Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro S.A), Latino, Universo e Cooper. Central de Campinas; pelas indústrias de milho-Refinações de Milho Brazil; pelas indústrias de produção de conservas (Steiner-S.Catarina, Etti, e Cica-S.P.); pelas firmas de sementes (Cargil, Agroceres, Pioneer, etc), e por vendedores de insumos modernos que incentivavam o agricultor a plantar mais, ou mudar de atividade empresarial agrícola.

Por outro lado, a pecuária baseada principalmente em suinocultura, importante até 1973, não teve o desenvolvimento como da agricultura, embora os criadores em 1968/78 tenham iniciado uma modernização com a introdução de novas raças de suínos tipo carne(Landrace, Duroc,W.Saddelback, Tatuí-Junqueira) e com renda liquida que não correspondeu às expectativas forçando a desistência de muitos criadores, que tinham iniciado a criação dessas raças.

Além dos incentivos das firmas, os bancos estatais(Banespa S.a. e Banco do Brasil S.A.) e privados(Bradesco e Mercantil) que financiavam a agricultura, interessados em aplicar e incentivar a produção agro-pecuária, contribuíram para o aumento da área plantada e diversificação da produção.

Da década de 1970 para 1980, o crescimento populacional do município, foi normal para uma época em que o Brasil tinha 104 milhões de habitantes em 1980 e um crescimento de 11,3%(do PEA.) na agropecuária.

Houve aumento de renda de 0,46 SM(US$3.51) em 1970 para 1,07 SM(US$3.264) por mês devido a volta da cultura do algodão(ver tabela1) ocasionada pela migração da população rural da região de Campinas, que produzia algodão naquela região, e com renda média de menos da metade do Estado, que foi de 1,14 salários mínimos em 1970, e 2,31 salários mínimos em 1980. O aumento da renda foi ocasionado pela troca de exploração agrícola, que de milho-porco banha, passou para algodão, e no final do decênio para feijão das águas, mais o das secas, ou milho safrinha.

O índice IDH (renda) de Taquarituba em 1970 era de 0,416 e o do Brasil era de 0,415l. Portanto, eram aceitáveis mostrando que a renda da população era bem distribuída. Em 2000 o índice IDH do município “pulou” para 0,745, assemelhando-se ao índice do Brasil, que também sofreu uma piora substancial porque foi de 0,415 para 0,792. Em 2005 o índice “IDH” foi 0,790 no Brasil e 0,501 na Argentina.

Isto indica uma piora substancial na distribuição de renda e de condições da mesma no município e pode ser explicado pelas mudanças na política agrícola nacional que prejudicou os pequenos e médios produtores(que eram e são ainda muito freqüentes em Taquarituba), e que giram a economia do município.


A taxa de analfabetismo era de 29,70% em 1950. A densidade demográfica de 31,16 por Km2 e de 15,10 habitantes por quilômetro quadrado nesse ano, ou melhor de sete mil trezentos e sessenta e nove habitantes passou para 13.964 habitantes, ou seja, 31,16 por quilômetro quadrado no ano de 1970, com um aumento de 16,06%, na densidade populacional.

No ano 2000 a densidade demográfica do município de Taquarituba foi de 49,05 hab./km2, aumentando 33,95% em sessenta anos. A estimativa de 2005, seria uma densidade demográfica de 56,82 habitantes por quilômetro quadrado, aumentando 41,72 pessoas por quilômetro quadrado em sessenta e cinco anos, de 1940 a 2005.

A população da cidade cresceu de 1.407 habitantes para 20.045(+16.638) em 2004 enquanto que a população rural decresceu de 5.962 para 3.704 habitantes incluindo nessa população rural(dados da Prefeitura Municipal) duas pequenas aglomerações que são servidas pelos bens básicos água encanada, esgoto, e energia elétrica: Aleixo com 171 casas, duas ruas principais, quatro transversais e 1.080 habitantes e Barreiro(energia elétrica e parte com água encanada) com oito casas e trinta e dois habitantes com duas ruas laterais e duas transversais, em 2005.

No Brasil em 1990, a água encanada era servida em 73,40% dos domicílios e em 2000, 80,40% dos domicílios nacionais tinham acesso a água encanada e 69,7% da população tinha acesso a rede de esgotos, em 2005.( Prefeitura Municipal,2005).

A água encanada no Brasil em 1990 estava em 73,4% dos domicílios e em Taquarituba estava em 82,2 % dos estabelecimentos e no Brasil em 2000 foi de 80,4% dos estabelecimentos, demonstrando melhora substancial do saneamento básico de Taquarituba, e do Brasil.

A “ONU” ou Organização das Nações Unidas, classificaria os bairros do Aleixo e Barreiro como zona rural pois por definição, “população rural é aquela que não habita área urbana”(KAGEYAMA,1987).

O aumento populacional da cidade nos primeiros anos do século XXI(2000 até 2004) foi incentivado e estimulado pela criação de diversos loteamentos na cidade: Lageado, Vila São Vicente, Parques São Roque, bairros: Sangiácomo, Ouro Branco, João de Barro, Santa Virginia e Novo Centro.

No Brasil em 1988, a população urbana era de 70%(IBGE), calculando-se que a expulsão(êxodo) da população rural no país foi maior a partir da Revolução Verde de 1967 a 1977, devido ao aumento da mecanização e outros ganhos tecnológicos.

Nos Estados Unidos o êxodo rural começou na década de vinte/trinta, principalmente no 1º. pós guerra, enquanto no Brasil aconteceu na década de setenta para oitenta quando 30 milhões de pessoas deixaram os “campos” (de 67 para 87) (KAGEYAMA,1987). No censo de 1980 houve crescimento negativo da população rural no Brasil o que pode ser verificado também em Taquarituba como se pode notar no Gráfico na p. 4 e na p.14. No Brasil a população era de 31,5% nas cidades em 1940 e em 2000 aumentou para 81% (IBGE, 2000).

Referências
KAGEYAMA, Ângela. Alguns efeitos sociais da modernização agrícola em São Paulo. IN: MARTINE &  GARCIA (Coords). Os impactos sociais de modernização agrícola. SP: Caetés, 1987, pp.99-123.

PREFEITURA MUNICIPAL DE TAQUARITUBA. Consulta de dados. 2005


BRASIL. Sistema Nacional de indicadores urbanos. 2005


Cati - Secretaria de Agricultura e Abastecimento de S.P.2004/5


IBGE - Perfil dos municípios brasileiros. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/perfilmunic/default.shtm acesso em 2000.


Seade. Indicadores. Disponível em: http://www.seade.gov.br/ acesso em 2000.


Aspectos populacionais do município de Taquarituba entre as décadas de 1940 a 2000


Clique na tabela para ampliá-la.


A inversão quase que proporcional da relação entre as populações rural e urbana no período de 1940-2004 mostrada na tabela "Indicadores populacionais (urbano e rural) de Taquarituba(1940-2005)", não foi provavelmente pela procura por empregos na zona urbana, nem foi a procura por melhores condições de vida como luz, água encanada diversão (cinema e TV), nem como decorrência de estradas rurais ruins, mas como resultado da modernização da produção agrícola que liberou a mão de obra por não mais necessitar delas nas propriedades rurais.


A venda de máquinas, insumos e equipamentos nestes anos, que pode ser provado pelo aumento de filiais e firmas da cidade na época, demonstraram que a modernização da agricultura e serviços se efetivou nesses períodos de migração populacional.

Em 1950, no Brasil, 53% da população viviam na zona rural enquanto em Taquarituba o índice era de 89,90%. Portanto, isso demonstra que o município nessa época dependia do setor primário da economia.


Entre as décadas de 1950 e 1960 ocorreu a retificação e o asfaltamento da rodovia Raposo Tavares (inaugurada em 1952); a construção da represa de Jurumirim (entre 1963/64) pela Uselpa ; controle do inseto vetor (Aedes aegypti)da febre amarela e do vetor e do percevejo causador da doença de Chagas (Trypanosoma cruzi L.) pelos Serviços Federal/Estadual de controle de endemias rurais de controle dessas doenças, nesta época e pelo Serviço de Controle das Endemias Rurais(febre amarela e Chagas)dos serviços oficiais e combate as mesmas, que em pouco tempo desapareceram da região, embora alguns dos vetores ainda tenham sido encontrados, nos últimos anos, sem transmitir as doenças.

Cabe ressaltar que a migração de agricultores para o “desbravamento”, ou seja, a derrubada de mato e “queimada” dessas terras para uso agrícola, onde se localiza o município foram motivadas entre 1950 e 1960, pela boa qualidade dos solos(especialmente a terra roxa) fundamentais à agricultura, de baixo custo, para a produção agropecuária.

Nos últimos cinqüenta e quatro anos ou em cinco décadas a relação de moradores da zona urbana e rural se inverteu, ou seja, de 80,91% na zona rural em 1950 passou para 83,34% na zona urbana .

A taxa de crescimento elevada para a década de cinqüenta foi ocasionada principalmente pela atração de terras novas, férteis, e pelos primeiros plantios do algodão, que tinham alta produtividade(1940/45),de 220/250 arrobas por hectare, o que trouxe riqueza para a região e para o município, embora na época as estradas fossem ruins e precárias. A produção de algodão em pluma sofria a primeira industrialização em Avaré, que mantinha três máquinas de beneficiamento e em Itapetininga que tinha mais duas máquinas centralizando também as compras do produto de outros municípios da região como Piraju, Itaí, Paranapanema, Taquarituba, etc.

A reconstrução e a retificação do traçado da rodovia Raposo Tavares, que foi asfaltada em 1952, cortou a parte norte de Itaí, vizinho a oeste de Taquarituba, melhorando em parte as estradas da região. Isto possibilitou a migração e aumento da população, além de facilitar o transporte, aumentar a concorrência, melhorando os preços dos produtos agro-pecuários, além do algodão, milho e porcos, produtos agro-pecuários principais na época.

domingo, 18 de outubro de 2009

Associação de piscicultores de Taquarituba (Apitar )

Associação que tem por filiados os produtores de peixe de Taquarituba. Foi fundada em 1986 e reativada em 2001 por mim, junto com o cirurgião dentista José Francisco Gomes e mais doze interessados. Teve como primeiro presidente José Francisco Gomes. Em 2005 era presidida por Abel Francisco da Silva.
Para unir os psicultores interessados em criar peixes foram organizadas por mim, entre 1999 e 2000, excursões para Fartura, município que tem uma Associação de Piscicultores que engorda peixes em tanques rede. Depois, foi organizada uma excursão para a CESP (Companhia Energética de São Paulo), de Barra Bonita, que possui um laboratório de criação de alevinos e peixes e faz repovoamento de peixes nas represas no Estado de São Paulo.
A Apitar com a Casa da Agricultura trouxeram durante o ano de 1999/2000 os especialistas de psicultura de Jaboticabal e do Projeto Dourado/Pacú, do Mato Grosso,  para realizar palestras e visitar para os criadores da Apitar.

Endereço:  Rua São Benedito, 711.



 

Albergue Noturno da Casa Espírita de Taquarituba

O Albergue Noturno iniciou suas atividades a partir de 1962, com o trabalho de organização e fundação de José Zanoni, Salvatore Domenico Malagó, Antônio Rolim dos Santos, Trajano Ferraz e outros que foram incentivados pelo padre Bibiano. Mas isso só foi possível porque esses taquaritubenses conseguiram um terreno da Prefeitura, na área desapropriada ao lado do terreno do almoxarifado, para construir esse albergue nos fundos da Casa Espírita de Taquarituba.

Assim, ele funcionou por vinte anos nos fundos da Casa Espírita Amor e Caridade, na Av. 9 de Julho 402/408, ao lado do almoxarifado municipal.

É interessante lembrar que funcionou na cidade nos moldes dos albergues internacionais, onde o viajante ou o "sem teto", entrava no Albergue, tomava banho, recebia a primeira alimentação(café,pão,frutas) e as vezes roupa limpa. Depois ele podia seguir sua viagem. Nestes moldes recebeu entre os anos sessenta a oitenta muitos viajantes dos países da América do Sul.

Centro Social Urbano de Taquarituba

Em 1992 foi  construído o prédio do Centro Social Urbano de Taquarituba, atrás da Igreja de São Roque (localizado na Praça São Roque, 166), projetado pelo engenheiro Ney Péchio.
A construção foi feita após demolição da casa antiga que lá existia. Esse centro social e a casa paroquial foram construidas com a doação da Igreja Católica alemã, graças ao empenho do padre Eugênio Ferreira de Lima que solicitou verbas para sua construção à essa entidade. Lembramos que também as doações de católicos do município contribuíram para que fossem efetivadas essas construções.
No primeiro andar fica o salão térreo destinado a palestras, cursos e ações sociais da igreja e o segundo andar com salas e salões são destinados ao trabalho de catequese e outras ações cristãs.

Clube dos Dez Casais de Taquarituba

Iniciou-se um clube informal, sem sede social, que funcionou com dez casais originalmente e no segundo ano com doze casais.  De 1974 e 1975, os participantes deste grupo se reuniam todo fim de semana na casa de um dos sócios em rodízio para jogar “truco” e unir as famílias, informalmente.
Participavam das reuniões do clube informal: Osvaldo Castelucci, Valdiores José Zafalon, José Benedito Rodrigues, José Norival Augusti, Feiz Assad Mamoud, José Fragoso, Valter Silva, Aristides Mascarenhas de Morais, Constante Pavan Junior, Afonsinho Castelucci, Nelson Giraldin, Erdos da Veiga.
Em 1977 o clube se dissolveu e suas reuniões não foram mais realizadas.

Associação do Jardim Santa Virginia de Taquarituba

É a associação dos moradores do bairro Santa Virginia, localizada na sede comunitária do Jardim. Foi fundada em 2002. Defende os direitos dos moradores e faz reuniões sociais e esportivas.

Cooperativa de Consumo de Taquarituba.

No ano de 1975 vinte e duas pessoas fundaram em reunião realizada no Centro Recreativo Taquaritubense a Cooperativa de Consumo de Taquarituba. Alugaram para funcionamento da cooperativa um barracão na Rua Floriano Peixoto 86, em frente da Santa Casa de Misericórdia.
Inicialmente ela teve setenta e cinco sócios, sendo eleitos presidente o bel. Aristides de Moraes, tesoureiro José Norival Augusti, secretário João Luizon. Com o afastamento do tesoureiro por acidente em janeiro de 1976, assumiu a tesouraria João Luizon. Mas a dificuldade de desenvolver um trabalho coletivo e com a crise do comércio a cooperativa foi desativada no final de 1976.

Associação de Apoio aos Dependentes Químicos de Taquarituba - ASADEQ.

Fundada em 11 de junho de 2007 por Olavo Gomes e outras pessoas tem por objetivo apoiar os dependentes químicos e suas famílias. Na gestão 2006/7 era presidente Áurea Terezinha Vaz de Almeida, vice-presidente Marcos Váz e coordenador da associação Antonio Pereira Vaz.
Tratou em 2007 nove dependentes, com o trabalho de sete voluntários. Destacamos o trabalho do casal Marco Antonio Vaz no desenvolvimento das atividades da associação.
Na gestão 2008-2009 assumiu como presidente Hélio de Moraes.

A terceira revendedora de adubos de Taquarituba: Copap - Companhia Paulista de adubos

No início dos anos setenta um lavrador veio de Artur Nogueira e comprou um sítio no bairro dos Campos, vendeu no ano seguinte e comprou outro de 36 hectares no bairro dos Alves-Queimadão, era o patrono dos Giraldin. Tinha quatro filhos.
O filho Nelson Giraldin tinha gosto por negócios e começou aos quinze anos a revender adubos de uma firma de Limeira. Como não tinha capital, começou a vender com uma bicicleta, indo inicialmente procurar informações na Casa da Lavoura de Taquarituba. Inteirou-se da técnica de adubação e como técnico de vendas passou a coletar e remeter amostras de terra para o Instituto Agronômico de Campinas através da Casa da Lavoura e vender conforme as recomendações. Como começava a cultura do algodão no município, as vendas técnicas foram importantes para aumentar sua freguesia. Com o aumento de vendas alugou um ponto na Rua Floriano Peixoto, esquina com a Rua 1º. de dezembro, onde colocou um atendente, enquanto vendia nos sítios e fazendas com sua bicicleta. Depois de um tempo comprou um carro e passou a atender as vendas e além dos adubos Drago (pequena firma misturadora de adubos) e de produtos de outras firmas. Vendia também o herbicida de algodão “treflan” para a Elanco, uma técnica nova na ocasião, difundida por mim nas reuniões de lavradores e que eram proferidas pelos engenheiros agrônomos Duval da Silva Santos e Sebastião Godoy Passos, da Cati-Cetate, de Campinas, na sede e nos bairros: Queimadão, Campos e Palmeiras, Aleixo, Baianos. Nelson Giraldin, ajudava a convidar e estimulava os lavradores nessas reuniões-palestras e demonstrações de resultados.
Já no início da década de setenta, fazia churrascos para atrair agricultores para as reuniões e palestras de promoção dos produtos que revendia.
Nesta mesma época também participou das primeiras campanhas de calagem de São Paulo, trazendo calcário de Limeira-Piracicaba, vendas sempre baseadas nas análises da Drago ou do Instituto Agronômico de Campinas.
Com o aumento de vendas pelo aumento de áreas de algodão e conseqüente demanda de defensivos além do Treflan passou a vender os produtos da Shell, Ciba-Geigy, Sandoz pela demanda de monocrotofos (azodrin e Nuvacron) e clorofenamidina ( Galecron e Fundex).
Copap, firma fundada por Nelson Giraldin, um comerciante nato, teve quatro filiais: uma em Coronel Macedo, uma em Itaberá, uma em Carlopolis (Pr.) e uma em Itararé. Vendia produtos agropecuários com agentes em toda a região inclusive em Avaré. Após o fechamento de sua empresa tornou-se vendedor de produtos agropecuários na região para a Cíba-Geigy (depois Aventis) e por suas vendas ganhou como prêmio uma viagem para a Suíça, para conhecer e visitar a sede da empresa.

Primeira Casa Agropecuária revendedora de adubos Taquarituba

Nos anos de 1962/3 Euclides Alonso e seu irmão vieram de Piracicaba para Taquarituba. Montaram uma casa de produtos agropecuários na Praça São Roque na qual vendiam adubo da Indústria de Adubos Paulista(IAP). Depois de três anos, a Casa Agropecuária, com somente o Euclides Alonso como proprietário, mudou-se para a Rua Ataliba Leonel 343, em frente a padaria do Salaki, onde funcionou vendendo mais produtos veterinários para animais domésticos e rações para porcos e frangos. No início dos anos setenta montou uma filial de revenda em Itaí, que funcionou por seis meses. A partir dos anos noventa passou a representar firmas de frangos, produtos fitosanitários e de rações para porcos, gado de leite e corte.Teve uma freguesia fiel desde o início do seu funcionamento. Fechou a firma após quarenta anos de atividades.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Escritório de Planejamento Agropecuário Taquarituba

No final dos anos sessenta os bancos particulares e oficiais iniciaram a contratação de engenheiros agronomos e veterinários para realizar projetos agropecuários com assistência técnica por imposição de normas oficiais de crédito rural.

É nesse contexto que, em 1974, o engenheiro agrônomo Constant Pavan Jr. (conhecido pelo apelido de Xito)  fundou o "Escritorio de Planejamento Agropecuário Taquarituba" com sede na esquina da Ataliba Leonel com a rua Benjamiim Constant, para atender os agricultores interessados em planejar suas atividades e que não eram atendidos pelos departamentos técnicos dos bancos .

O escritório funcionou fazendo vários creditos planejados, contando com a assessoria técnica do engenheiro agrônomo da Casa da Lavoura(Agricultura) e depois de um ano foi fechado por alterações na concessão do crédito rural.

Em 1981, outros escritórios de planejamento e assistência técnica foram criados articulados às novas exigências do Banco Central para o crédito agrícola orientado. Entre eles o Escritório de Planejamento Agropecuário. Além disso, os bancos criaram departamentos agropecuários de planejamento e assistência técnica, entre eles: Banco Nossa Caixa, Nosso Banco e o Banespa. A partir de então, o Banespa e a Nossa Caixa eram parceiros da Casa da Agricultura. Contavam, portanto, com a orientação e planejamento para a realização de projetos agropecuários no financiamento agrícola.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Silo e armazéns de Valter Rodrigues

O produtor agrícola Valter Rodrigues instalou secador, silo e armazém no final da década de noventa na saída da estrada do bairro Nunes-Palmeiras-Matão, a um quilômetro e meio de Taquarituba (depois do bairro Santa Virgínia). O objetivo era armazenar sua produção e comercializar milho e feijão. Produziu algodão. Atualmente, produz milho e feijão e faz compra e venda destes cereais.
Conforme Ágatha Lindo atualmente quem comanda o negócio é Wellington M. Rodrigue.

Agropecuária Ioshida

O empresário agrícola de Itapetininga, Ioshumaro Ioshida, adquiriu uma gleba de terras no bairro Queimadão em Taquarituba e no bairro do Porto em Itaí. Na década de 1980, Ioshida nomeou como gerente de sua empresa agrícola o técnico Airton Arikita para plantar batata inglesa em suas propriedades e áreas arrendadas. Com o êxito do plantio de batata inglesa, soja, feijão, milho, aveia, trigo e laranja passou a comprar terras na região - Taquarituba, Itapetininga, Itaí) e em Buri.
O grupo Ioshida planta batatas em propriedades de Buri até Ipaussu, geralmente arrenda as áreas das propriedades, corrige os solos, planta a batata e depois um cereal. Atinge níveis elevados bem acima da média paulista e nacional na produção de soja, milho e feijão. Além disso, gerenciado pelo engenheiro agrônomo Heitor Arikita a produtividade de laranja em Buri atingiu o dobro da média paulista.
No grupo Ioshida, atualmente, trabalham na assistência técnica de campo e no gerenciamento os engenheiros agrônomos Danilo Martinéli, Jederson José de Faveri,Varlei Yoshimoto Nakae, Sandra Eurico Nakae. No escritório trabalham um contador, quatro auxiliares e um comprador (Reder) - vendedor e  um relações humanas (Jackson).
A Agropecuária Ioshida segundo seu proprietário Ioshumaro Ioshida depende de avanços técnicos e de experimentação que levem ao máximo de produtividade tanto na cultura da batata, que é  seu carro chefe, como na produção de cereais e leguminosas. Precisa contar com dados experimentais locais para a obtenção de lucros para produzir, manter a empresa e suas equipes de trabalho. Normalmente as adubações de batatas são feitas após correção do solo, e adubação com 2.500 kg. por hectare de 4-30-10(NPK), mais cobertura de acordo com as nescessidade das culturas.
O seu administrador o eng.agro. Heitor Ariquita, seguindo esta máxima, todo ano faz experimentos para avaliar as diversas culuras e técnicas, como neste ano agrícola, quando montou um exprimento de batatas no bairro Queimadão, objetivando manejo da cultura e o teste de novos produtos. O experimento com seis repetições de batatas Agata e Mondial , testando adubação e resposta ao NPK foram os seguintes:

a) Resposta a adubações pesadas; b) resposta às adubações foliares.

b) Teste de Variedades que são sujeitas as doenças e pragas do solo(fusarium, sarna, septoria, nematóides.

c) Se há resposta à pulverização com barra a alto e baixo volume(200 a 500 l. por ha) e) uso do Bico Leque com alta e baixa vazão .

O objetivo desses experimentos é para determinar os melhores métodos de plantio melhores culivares, e melhores técnicas para usá-las na produção econômica da batatinha. Normalmente a assessoria técnica é prestada pelo Instituto Agronômico de Campinas (secção de batata e tubérculos) além dos engenheiros agronômos da equipe do Heitor.

*Trabalho científico relacionado:
"Sistema de Apoio de decisão - Estudo de um caso para controle de frota"
Autoria: Norival Augusti Junior
Orientador: Ezequiel Gueiber
Universidade Estadual de Ponta Grossa
Disponível em: http://conged.deinfo.uepg.br/~iconged/Resumos/res_21.prn.pdf

Firmas de Taquarituba que foram criadas por agricultores e seus familiares

Três firmas foram criadas por ex-agricultores e que em seu início somente faziam consertos e forneciam peças para agricultores:

1) Serralheria Nishida- foi fundada em 1961, na cidade de Taquarituba, pelo agricultor do bairro da Barra Grande, Aguto Nissida, conhecido como Augusto Nissida. para fornecer materiais de serralheria para as construções novas da cidade em crescimento. Funcionava na Rua Campos Sales 618.
Em 1996 a família adquiriu um terreno no Distrito Industrial e montou uma indústria de esquadrias metálicas- a “Nishida Engenharia” - que fabrica casas préfabricadas metálicas.
Exporta desde 2004 para a África do Sul e vende projetos de casas populares para todo o Brasil.

2) Oficina de consertos Okamura
Foi fundada pelo ex-agricultor do bairro Barra Grande, Kueimon Okumura (instalada na Rua 1º. De Maio 37, esquina com a Rua Ataliba Leonel)para consertar e fabricar máquinas e implementos agrícolas e serviu praticamente como fabricante de implementos agrícolas quando eles faltavam na cidade.
Seus filhos continuam na gerência, fabricação e conserto de implementos.

3) Oficina Machado, localiza-se na Rua Floriano Peixoto 1069, desenvolve serviço de conserto e construção de pequenas máquinas agrícolas e tratores e venda de peças e equipamentos de reposição para máquinas agrícolas.

Geomap-Map: Mapas por georeferenciamento e projetos de irrigação

Firma localizada na Rua Ataliba Leonel 1120, gerenciada pelos proprietários Daniel Pereira dos Santos (engenheiro civil) e Mauro Sérgio da Silva (técnico em engenharia civil).
É uma firma de consultoria de engenharia, de agrimensura de terras que usa o georeferenciamento na medição e posicionamento de imóveis rurais e urbanos. Faz planejamento de irrigação e representa a Focking Irrigação na venda de projetos de irrigação na região, vendendo, instalando e dando assistência técnica.
Fez cento e dezoito projetos de irrigação na região de Taquarituba, sendo dezoito projetos de “Pivot Centrais” além de projetos de regularização de açudes e mananciais junto ao Departamento de Recursos Naturais Renováveis da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo.

Departamento de Assistência técnica da COREATA

Sua fundação ocorreu em l986, motivada e organizada pelo produtor e técnico agrícola Airton Ariquita.
É o departamento de assistência técnica dos cooperados da Coreata, constituída de agrônomos e médicos veterinários, que dava assistência técnica aos agricultores e pecuaristas.
No início o departamento técnico era constituído por dois engenheiros agrônomos - Roberto Ishimura e Ney M. Alves - e a técnica agrícola Vanessa de Oliveira. Posteriormente, com o aumento da demanda, passou a contar com cinco engenheiros agrônomos e um veterinário.
Os técnicos do escritório além de fazer os projetos e fiscalização de crédito orientado do Banco do Brasil s.a., prestam assistência técnica para agricultores dos municípios da região.
No final dos anos 90  passou a colaborar com o Instituto Agronômico de Campinas e com firmas particulares montando experimentos de cultivares de feijoeiro e ensaio de adubos, herbicidas, defensivos e adubos foliares.
Funcionava na vila São Vicente e atualmente funciona nas instalações da Coreata, ás margens da rodovia SP.249, entroncamento com a estrada que vai para Fartura, na entrada da cidade de Taquarituba.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Produza - escritório de planejamento

Criado pelo engenheiro agrônomo Ricardo Ferreira de Oliveira em 1983, na Rua Floriano Peixoto 840.

Em 1985, foi vendido para o engenheiro agrônomo Paulo Ferreira de Barros que presta assistência técnica para agricultores, em convênio com o Banco do Brasil s.a., e faz medições de áreas de terras de agricultores no município de Taquarituba e Coronel Macedo. Em 2005 reduziu suas atividades e trabalha dando assistência à clientes-agricultores de firma de produtos agropecuários.

Taquariplan- escritório de planejamento

Criado em 1981 pelo engenheiro agrônomo Hilton Camargo, filho de família tradicional dos Camargos, sobrinho do ex-prefeito Nicanor Camargo. Este escritório substituiu os escrtitórios de Avaré que faziam projetos e assistência técnica em Taquarituba. Foi o segundo escritório de planejamento agropecuário do município.
Atende aos agricultores financiados pelos bancos oficiais e particulares (Brasil, Banespa, as vezes ao Bradesco s.a. e Caixa Econômica, Nosso Banco-Nossa Caixa). Integra o corpo de avaliadores judiciais do Fórum de Taquarituba realizando os laudos judiciais e projetos de divisões judiciais.

Funciona desde o início de sua criação na Rua Benjamim Constant 377, anexo á sua residência.



Histórico da agricultura e da assistência técnica em Taquarituba - Décadas de 1960-1970

  • Em 1963 começou o levantamento da doença Cancro Cítrico da Campanha de Controle e Erradicação do Cancro Cítrico de São Paulo (Canecc) realizado pelos técnicos Paulo de Campos, José Carlos da Silva e mais dois auxiliares outros que constituia a equipe de quatro auxiliares técnicos. Esses técnicos foram contratados pela Campanha de Controle e Erradicação do Cancro Cítrico de São Paulo(Canecc), não tendo constatado a doença no primeiro e segundo levantamentos na revisão dos pomares do município e de Coronel Macedo.

  • Em 1967 junto com o professor Plácido da Silva Machado da Secretaria da Educação e o inspetor de escolas de Itapetininga foi instituído o Concurso de “Hortas Escolares” para as trinta e duas escolas do município para incentivar o consumo e criar o hábito de consumir verduras e legumes no mesmo com prêmios de pontos para os professores e medalhas para alunos e escola. Ao mesmo tempo, o agrônomo regional com a colaboração do Instituto de Genética da Esalq. distribuiu experimentalmente sementes de alface de verão “Babá”, repolho Louco de Verão, couve flor branca de Verão e brócolis de verão, criadas pelo Dr. Marcilio Dias,da Esalq, para o horticultor Antônio Simões que plantava na várzea localizada na cidade e fazia a feira aos domingos. Eram as únicas sementes de verão do mercado na época(entre 66 a 72) a produzir verduras para fornecê-las na Feira Livre, em frente da Prefeitura Municipal na Rua Campos Salles.

  • Em 13 de Agosto de 1970, o vice-governador e secretário da Agricultura Dr. Antônio Rodrigues Filho visitou e participou da X Festa do milho. Nesta festa foi organizada a primeira Exposição Agrícola de Taquarituba, com coroação da Rainha do Milho Miss Virgilia Aparecida Penna, que concorreu com Anecy Gomes, Carmen Barrisson, Vera Malet. Compareceu o Canal 9 Excelsior(depois Globo)no desfile de carros alegóricos e na I Exposição Agrícola e no baile de Coroação da Rainha do Milho. Neste período foram funcionários da Casa da Lavoura o escriturário José Gonçalves e servente-contínuo-porteiro José Picasso Chamorro, desde sua fundação.

  • No ano de 1972/73 foi testada a primeira máquina de beneficiar feijão estacionária montada no terceiro ponto do trator, de São Paulo e do Brasil em feijoais marca Laredo de Bauru,S.P., no bairro Serrinha fazenda de Tokuo Takeda de Taquarituba e na Barra Grande de Joaquim Ando, em Cel. Macedo. Antes os feijoeiros eram beneficiados com cambaus e varas de baixo rendimento, vagarosos, que ocupava muita mão de obra, e não podia ter grandes áreasde plantio. As variedades de feijoeiro plantadas na época eram: o jalo, o mulatinho e o roxinho, e o jalo pitoco.

  • Em 1972/73 foi testado e aprovado o uso de trifluralina(treflan) em algodão, após teste realizado pela Casa da Lavoura(Agricultura)nos bairros Palmeiras, Queimadão, e Barra Grande (Coronel Macedo), sendo adotado depois em todo Brasil. Foi também iniciado o plantio do feijão Carioquinha e o município foi o primeiro a plantar comercialmente a variedade que depois foi adotada no país e em outros países da América Latina e da América do Norte como Carnival.

  • Em 1973 foram vendidas as primeiras sementes de feijão Carioca ou Carioquinha, compradas por dois agricultores. No ano de 1974, foi testado em Coronel Macedo, Trifluralina(treflan e planavin) e Eptc (Eptan) na cultura do feijoeiro na fazenda Santa Rosa, dos irmãos Aóki(Michio,Hideio e Toshime), e depois usados pelos agricultores da região do país, e em outras nações como herbicida de pré-plantio incorporado.

  • No ano agrícola de 72/73, foi batido o recorde de venda de sementes de algodão de 11.500 sacas de 30 kg, sendo que 9.200 sacas para o plantio em Taquarituba. No ano anterior foram vendidas 1100 sacas de 50 kg sementes de milho híbrido, 480 sacas de arroz de 50 kg., e 150 sacas de feijão de 50 kg.

  • Em 1973, graças a entrada de migrantes da região de Campinas, principalmente de Artur Nogueira, e da família Pavan de Iracemápolis no final dos anos sessenta e início dos anos setenta, que vieram para plantar algodão, e com o incentivo e do agrônomo regional José Norival Augusti da Casa da Agricultura, a Sociedade Algodoeira do Nordeste (Sanbra) instalou uma Usina de beneficiamento de algodão na entrada da cidade. Ao mesmo tempo o governo do Estado incentivou entre 72 a 74 a cultura do café em áreas não sujeitas a geadas comuns e a Casa da Agricultura fez projetos para o plantio de 800.000 pés de café das variedades Catuai, Mundo Novo e Bourbon Amarelo, pelo primeiro Plano do Gerca(Grupo executivo de Recuperação da lavoura cafeeira) e nos planos seguintes foi aumentado para 1.350.000 covas das variedades Catuai amarelo, vermelho e Mundo Novo. O produtor Nelson Pavan nesta época plantou 25 mil pés de laranja e 5 mil de limão Taiti no bairro dos Barrison-Leite.

  • Em 1972, o SEER do DAEE de São Paulo, a pedido da Casa da Agricultura, começou e fez o levantamento das propriedades agrícolas em parceria com o eng. agro. José Norival Augusti, na zona rural de Taquarituba, Coronel Macedo, e parte norte de Itaberá, para instalar energia elétrica nas propriedades agrícolas.  Dois anos depois, a Ceripa (Cooperativa de Eletrificação Rural de Itai-Paranapanema-Avaré Ltda) instalou as linhas de energia elétrica em 128 propriedades em Taquarituba, 56 em Coronel Macedo, e 3 em Itaberá, na gestão do presidente da Ceripa Dr. João Ribeiro da Silva, que tinha propriedade rural em Paranapanema S.P.. No início dos anos oitenta, no projeto Eletro-Campo, mais de cinquenta e cinco propriedades receberam eletricidade além de outras que instalaram força e luz por conta própria, pelo efeito demonstração.

  • No ano de 1972, graças ao convênio Governo de São Paulo-Governo Holandês, veio para Taquarituba trabalhar junto aos agricultores o serviço de Voluntariado Holandês, que disponibilizou para a cidade 2 técnicos agrícolas, uma economista doméstica e uma assistente social. Estes profissionais passaram a colaborar com os serviços da Casa da Agricultura. Em Junho de 1972, realizaram um curso de Culinária e higiene e corte e costura para 12 senhoritas, no bairro Soares e de Conservação do solo, adubação e de controle de pragas para 15 jovens pelo eng. agro. José Norival, e técnica de vacinação de animais, pelos voluntários com projeções de filmes e diafilmes, com peruas especiais da DIRA de Sorocaba, para 18 jovens agricultores do bairro dos Soares e Nunes.

  • Em 1972 também foi iniciado o trabalho de motivação e instalação do Sindicato dos Trabalhadores rurais de Taquarituba por Voluntários Holandeses, que foi fundado em 1973, e atualmente tem sede na rua 1º de dezembro, 226, sendo seu presidente em 2005, Isaac Leite (pequeno produtor rural do bairro dos Leites).

  • Em 1971/72 devido ao aumento do plantio de algodão no município e na região, a Sanbra (Sociedade Algodoeira do Nordeste S.A.), instalou uma máquina de algodão na entrada da cidade no Km.383 da rodovia Eduardo Saigh, e ficou até 1977, pois no ano a repartição vendeu 9200 sacas de algodão de 30 kg.


  • Em 1973, após reuniões preliminares na Casa da Agricultura,com dr. Nelson Pavan e João Ribeiro da Silva e o eng. agro. J.Norival Augusti, foi realizada a primeira reunião de agricultores na Associação Atlética Taquariense, na Rua Floriano Peixoto, para entrada de agricultores do município e de Coronel Macedo na formação da Ceripa (Cooperativa de Eletrificação Rural de Itaí-Paranapanema-Avaré) do qual foi presidente João Ribeiro da Silva. Depois foi acertado que o SEER de São Paulo com a Casa da Agricultura fariam o contato e o cadastro dos agricultores, foram cadastrados 185 proprietários. Em 1974/5 foram instaladas as linhas e instalações no município e em Coronel Macedo. O taquaritubense Eurides Gomes foi tesoureiro, secretário e presidente da Ceripa, a maior de todas as cooperativas de eletrificação rural as Américas, com sócios em quatro municípios com 340 ligações em sistemas de irrigação, que consome 37,5% do consumo da zona rural.  Nos mês de agosto 1973 foi realizado curso de conservação do solo, suinocultura, culturas do milho, algodão e feijão, suinocultura para 18 jovens no bairro dos Nunes, em conjunto com o Serviço de Juventude Rural do DOT.de Campinas, junto com os Voluntários Holandeses.

  • No mesmo ano de 1973 e em 1974 foram realizadas a primeira e segunda “Festa do Algodão de Taquarituba” com coroação da Rainha em baile da Festa no Centro Recreativo Taquaritubense promovidos pela Casa da Agricultura em conjunto com a Associação de Pais e mestres do Grupo Escolar Julieta Trindade Evangelista e do Centro Recretativo Taquaritubense. Em 1976 foi realizada a Festa do Feijão, com coroação da Rainha, em colaboração com a mesma Associação.

  • No período de 73 a 75 foram realizados os cursos de tratoristas nos bairros dos Aleixos, Soares e nos Baianos, e outros dois cursos na Casa da Agricultura formando 68 tratoristas.

  • Neste ano de 1976 foi batido o recorde de venda de sementes de algodão, com a venda de 11.582 sacas de 30 quilos que permitia o plantio de um hectare por cada saco, das quais 8.200 sacas foram plantadas em Taquarituba.Foram vendidas também 1.103 sacas de semente de milho híbrido, 480 sacas de sementes de arroz e 153 sacas de feijão, todas com 50 Kg..

  • O eng. agro. João Gilberto Maia, diretor da FEMECAP e José Norival Augusti, como agricultores, participaram ativamente na instalação de um Posto de Serviços da Cooperativa Central de Campinas, na Vila São Vicente, Rua José Mendes 716 em 1974, com o apoio do prefeito municipal Nicanor Camargo. Após sua instalação passou a vender insumos agrícolas e negociar algodão de cooperados e seu primeiro gerente foi José Luiz Cláudio.

  • Em 1977 a Sanbra retirou a máquina de algodão da cidade, pois as áreas de plantio de algodão diminuíram de 10.850 há. para 1.280 há. em 1980/81 devido ao preço baixo do mesmo e o controle difícil do bicudo do algodoeiro pelo pequeno produtor e o desequilíbrio causado pelo inseticida recomendado para seu controle. Em 1978 devido ao aumento da venda de sementes foi realizada uma ampliação do depósito de sementes, e reforma do prédio da Casa da Agricultura.

  • Na década de setenta, em 1973 o médico veterinário Antonio C.F. Noronha prestou assistência veterinária para criadores de animais econômicos de Taquarituba. Em 1977, assumiu o cargo de eng. agro., Audo Nissida e o veterinário José Ferreira Gomes, para prestar assistência técnica à agricultura e pecuária junto com o assistente agropecuário José Norival Augusti. O eng. agro. Audo Nissida e o veterinário dr. José Ferreira Gomes ficaram dois anos nos cargos. Neste ano foi realizado o Curso de Aplicação de defensivos nos bairros Barreiro, Costas e Campos. No ano de 1978 foram ampliadas as instalações da Casa da Agricultura com a construção de mais um depósito de sementes e reforma interna do prédio principal.

  • No ano agrícola 78/79, no município houve uma grande quebra de produção causada pela lagarta rosada e desequilíbrio do “paration”, o que fez diminuir gradativamente as áreas de algodão, no decorrer dos anos(6.800 há. em 1978, 3.650 há. em 1979, 1.280 há. em 1980 ,e zero há. em 1981), aumentando as de áreas de feijoeiro, milho e pastagens. Neste ano saiu do mercado o defensivo que era larvicida e ovicida de lagarta e ácaros.

  • Em l978, em Assembleia geral realizada no Centro Recreativo, com a presença do Dr. Antônio Rodrigues Filho, presidente FEMECAP(Federação Meridional das Cooperativas Agrícolas), os sócios da FEMECAP taquaritubenses, transformaram a filial em Cooperativa Regional Agropecuária de Taquarituba (Coreata), elegendo o eng. agro. Constant Pavan Jr., como primeiro presidente. O presidente em 2004 foi o produtor e cooperativista Itavico Dognani, que eleito prefeito licenciou e atualmente é presidente o eng. agro. Valentin Luiz Rigueto.

  • Em 1978 assumiu o cargo de veterinário o dr. José Ferreira Gomes, que deixou o cargo em 1980 assumindo o cargo de veterinário, médico veterinário Carlos Aparecido de Campos. Foram auxiliares do controle da febre aftosa nas campanhas: Antonio Luis de Souza e Luis Carlos dos Santos. Neste ano foi testada a maquina Cemag (Ceará Máquinas Agrícolas) para colheita e beneficiamento do feijão no município e, depois, a recolhedora de feijão Laredo.




terça-feira, 15 de setembro de 2009

Histórico da agricultura e da assistência técnica em Taquarituba - Décadas de 1950-1960

Antes da década de 1950, o município e região tiveram grandes áreas de plantio de algodão plantadas por imigrantes japoneses e esta cultura atingia todos os municípios da região.
A cultura desapareceu no final dos anos cinquenta devido ao ataque de pulgões que disseminavam o mosaico e à falta de método de controle. Após a cultura do algodão, a cultura do milho e a criação de porcos foram as principais atividades agrícolas das décadas seguintes.
A agricultura sempre foi e é a principal atividade econômica do município e por isto tem um capítulo especial na história do município.
Avaré que, na época, era a maior cidade da região e possuía estrada de ferro tinha quatro máquinas de beneficiar algodão que movimentou toda a região durante décadas.
A agricultura moderna em Taquarituba começa com a instalação de um depósito de sementes no ano de 1950 (na Praça São Roque 180, esquina com a R. Campos Salles) feito à pedido do prefeito municipal Antônio da Silva Rodrigues ao Delegado Agrícola e chefe do Posto de Sementes de Avaré, eng. agro. Ovidio Bastilio Tardivo, tendo como encarregado José Gonçalves. De julho de 1955 até dezembro de 1956 foi agrônomo regional Nilson Ramos Righi e servente José Picasso Chamorro. De 1957 até 1959 foi agrônomo regional Vitorino França Ribeiro que deixou a repartição no final de 1959. Em 1959, foi inaugurada a Casa da Lavoura, na Praça São Roque 18, esquina com Campos Salles, tendo com primeiro agrônomo, Nilson Ramos Righi. Righi foi agrônomo regional até 1956 e em 1960 assumiu o cargo o de eng. agro. regional, José Carlos Rosa, nas instalações provisórias da Praça São Roque 18. Em 1961, foi inaugurada as instalações próprias da Casa da Lavoura, na Av. Nove de Julho 226, dentro do Plano de Ação do Governo Carvalho Pinto pelo eng. agronômo José Carlos Rosa e assumiu o cargo de escriturário José Gonçalves. No mesmo ano instituiu o Primeiro Concurso de Produtividade Milho de São Paulo, o primeiro do Estado e do Brasil. O Concurso “O melhor produtor de Milho de Taquarituba” que teve 14 edições até 1975/76, com Festas do Milho todo ano, com coroação em cada ano da Rainha do Milho, no dia 15 de Agosto, dia da cidade. Rosa deixou o cargo no início de 1962.
Em 1962, assumiu o cargo o eng. agro. Osvaldo Castelucci, que ficou até agosto de 1965. Castelucci conta que o primeiro aplicador de calcário no município foi de Eurico Gomes, da fazenda Serrinha adquirido e usado em 1962. Em 1963 foi montada a primeira debulhadeira de milho sobre um caminhão de Joaquim de Almeida(Quintino)que trabalhava com quinze homens para abastecê-la com milho colhido a mão e depositado em montes ou “bandeiras”. Junto com ele trabalhou Sérgio Siciliano, que em 2005 foi chefe de Gabinete do Governador do estado de São Paulo dr. Geraldo Alckimin.
No ano de 1964 instalou-se na cidade a firma Mandiomil S.A. que incentivou a produção de mandioca para a produção de fécula e raspas de mandioca, além de comercializar milho e seus derivados. Com a crise da mandioca em 1965, ela encerrou suas atividades.
Em 1964/65 o engenheiro agrônomo Osvaldo Castelucci, da Casa da Lavoura fez vários planos de Erradicação da lavoura cafeeira,em convênio com o IBC (Instituto Brasileiro do Café) para a erradicação de centenas de pés de café em Taquarituba e nos municípios vizinhos (Fartura,Coronel Macedo e Taguaí).
No ano de 1962 iniciou-se a Campanha de Cancro Cítrico que foi até 1968, fiscalizou e cadastrou 650 propriedades e produtores com citrus tendo como técnicos: Paulo Gonçalves, Dorival Floriano de Oliveira e Joaquim de Souza, de Florinea. De 1978 a 1985, José Picasso Chamorro, Paulo Gonçalves, Antônio Latanzio, Rosana Chamorro, João Gonçalves Neto e Luis Fontana fizeram novo levantamento e não constataram a ocorrência da doença nos citrus do município.

Propaganda de firmas - O Taquarituba, 22 de junho de 1969

Os jornais são uma fonte interessante para sabermos quais as mudanças que ocorreram ao longo do tempo no comércio e no campo da prestação de serviços em Taquarituba. Segue a lista de algumas firmas  que anunciaram no jornal "O Taquarituba" em 1969:

- Auto Agrícola Ferrari (Rua Ataliba Leonel, 537) em conjunto com a Pénha Máquinas Agrícolas;
-  Oficina Nissida,
- Casa da Fortuna,
 - Advocacia Paulo Salim Curiati,
- Bar e Garaparia Americana,
-Prefeitura Municipal de Coronel Macedo do prefeito Luis Tonon,
- Transparaná S.A de Londrina (Pr) representante da Crystler;
- Auto Posto Camargo;
- Casa Agropecuária de Euclides Alonso;
- Foto Nossa Senhora Aparecida de Elias Alves;
- Casa Milan;
- Casa S.Pedro do Leonél D.de Campos;
 - Casa São Roque dos Irmãos Rodrigues,;
- Mercearia-Quitanda do Gino;
- Farmácia Nossa Senhora Aparecida .

 O expediente do jornal "O Taquarituba" em 1969 era:

Diretor: prof. Aristides M. de Moraes
Chefe de redação: Jose Norival Augusti
Administrador de finanças: cirugião dentista Walter Silva
Redação e admin. R.Ataliba Leonél,691, tel.175.

Festa do Milho de Taquarituba - 1969

No jornal "O Taquarituba" de 22 de junho de 1969 noticiava-se que entre 22 a 29 de Junho de 1969 aconteceria  a 9a. Festa do Milho. A programação era a seguinte:
-   21 de junho de 1969:  Baile de apresentação das candidatas à Rainha do Milho animado pelo Conjunto Beatle Stones" .
-  22 junho de 1969: inauguração da I Exposição Agrícola  de Taquarituba  no "Barracão do Venâncio", na Avenida 9 de Julho, próximo do Grupo Escolar Julieta Trindade Evangelista;
- de 23 a 26 de Junho de 1969:  "Encontro de Especialistas de Milho", na sede da Associação Atlética Taquriense, na Rua Floriano Peixoto, próximo da Igreja São Roque, com a participação do dr. José Drumond de Andrade, do dr. José Arlindo Pacheco, do diretor geral da Agroceres, técnicos especialistas de milho da Date-Campinas e do Instituto de Economia Agrícola de S.Paulo;
-  26 de junho de 1969:  "Roda de Violeiros"com a participação de de violeiros de Pirajú, Taquarituba, Botucatú, Itai e Itapéva, com dez duplas inscritas, com direito a Troféus e prêmios;
- 27 de junho de 1969: palestra sobre adubação e problemas de adubação da Cultura do Milho proferida pelo dr. José Drumond de Andrade ( Diretor da Associação Nacional de Difusão de Adubos) na sede da A.A.Taquariense;
 -  29 de junho de 1969:  Desfile de Tratores, Máquinas Agrícolas e carros alegóricos pela Av. 9 de Julho, Rua Ataliba Leonel e Praça São Roque. Ao final, entrega da premiação do Concurso de Produtividade "O Maior produtor de Milho de Taquarituba" . O primeiro colocado recebeu a estátua Deusa Ceres (55 cm) doada pelo  Banco Brasileiro de Descontos S.A.; o Troféu "Espiga de Ouro" e os prêmios oferecidos por comerciantes, bancos, firmas agropecuárias, entidades de Taquarituba e Avaré.  
Para encerrar a Festa no dia 29 de junho de 1969 realizou-se o Rodeio da "Tropa do Mineirinho" no Campo da Associação Atlética Taquariense", na Rua Gastão Vidigal, e uma partida de futebol dos Veteranos Paulistas. A Associação dos Veteranos Paulistas era composta pelos atletas: Saporito, Lima, Og Moreira, Wallter, Tuffi, Jadir, Canhoto, Renato, Brandãonzinho, Lamparina, Pinga, Mão de Onça, Nelsinho, Gambá Dodo, Ananias, Ipojucan, Queiróz, e Dema. Acompanharam a comitiva os diretores dos Veteranos: Araken, Formiga, Manoel da Silva, Prado, Paulo Corrêa,Wilson, Sebastião Teixeira e Feitiço. 
Houve a cobertura jornalística de jornais, rádio e televisão de São Paulo e região.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Folder de divulgação do feijão Carioca ( o carioquinha)


Folder de divulgação do lançamento da variedade Carioca de feijão pela Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, 1972. Distribuído pelas Casas de Agricultura dos municípios do Estado de São Paulo.

 Roland Hopman, em e-mail de 29/9/09,  lembrou que uma das variedades mais vendidas pela Casa da Agricultura  de Taquarituba era a variedade  BICO DE OURO, as vezes vendia-se o Rosinha, e o Jalo, originados do Posto de Sementes de Avaré.
Após os anos setenta vendeu-se também o Pintado, e, após os anos oitenta, o Carioca 80, IAC-Carioca e o Piatã.
A semente de feijão mais vendida pela Casa da Lavoura(da Agricultura) na década de 1970 (entre 70-73) foi a variedade Bico de Ouro, seguida da rosinha e Jalo. Eram fornecidas pelo Posto de Sementes de Avaré, cujo chefe era o eng. agro. Mário Amorim. No processo de introdução da variedade Carioquinha, em 1972/73, a venda das sementes aconteceu  em pequena quantidade no 1o. ano, mas no terceiro ano ela já era a principal variedade vendida. Nenhum produtor queria mais as outras variedades, devido a alta produtividade do Carioca, e resistência às doenças da variedade, comparadas com outras da época(B.ouro, rosinha,etc.). Foram as primeiras vendas comerciais da variedade no Brasil e nas Américas.

Para introdução do cultivar no mercado  a Secretaria da Agricultura e a Associação dos Supermercados de São Paulo(Pão de Açúcar, Eletro Radiobras, Sé, etc.) montaram barracas de degustação de feijão carioquinha nos Supermercados, distribuiram o folder com receitas como feijoada, o tutu, e o virado de feijão usando carioquinha, servindo para a introdução mais rápida do cultivar ou variedade. O lançamento da variedade, que tornou-se internacional, foi um modelo dos trabalhos de "marketing" de alimento util às populações e que deveria ter sido feito quando lançaram o Carioca Oitenta(80), Pérola  e outros que têm qualidades nutricionais muito melhores que o carioca original (com proteína e quallidades nutricionais exelentes) quando comparadas ao carioquinha original.

Primeira Câmara Municipal, Taquaribura, SP - 1926

Fonte: O "Éco" Ilustrado, 1971
A imagem mostra os integrantes da 1a. Câmara Municipal de Taquarituba em 1926. No primeiro plano, sentados, estão Gabriel Mendes, Ricardo Maráia, Ozório Gomes, José Penna. No segundo plano, em pé, estão: Pedro Nunes de Almeida, Lauro Rodrigues e Manoel Joaquim de Almeida.

O "Éco" Ilustrado

Capa do único número do  O "Éco" Ilustrado, Taquarituba, Ano 1. No.1 outubro de 1971
Redator Chefe: José Benedito S. Miranda

Máquina arrancadeira do feijoeiro


Protótipo de máquina para arrancar o feijoeiro em fase de colheita adaptado à parte frontal do trator. Na década de 1980 o custo da colheita estava elevado devido à falta de mao de obra.
Imagem da década de 1980 na propriedade de Breno Mendes em Taquarituba,SP.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Documento: Levantamento dos bairros rurais e urbanos de Taquarituba realizado na década de 1970

Clique na imagem para ampliá-la

Documento: Levantamento da cultura de milho em Taquarituba, SP (1967-1968)


Clique na imagem para ampliá-la.

Demonstração de resultado de variedades de feijão - Taquaribuba

Campo de observação de variedades de feijão -  1974
Demonstração de resultados do experimento regional de cultivares do feijoeiro (variedades) em conjunto com o Instituto Agronômico de Campinas na  propriedade Fazenda Ribeirão Bonito, de Pedro José de Almeida ( conhecido por Pedro Mineiro) localizada no bairro rural Barreiro de Taquarituba, SP.