quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Crescimento e migração populacional de Taquarituba – Primeira Parte

Na década de cinqüenta 80,91%, ou seja, a maioria da população do município de Taquarituba se concentrava na zona rural. A partir da década de setenta a população urbana aumenta e a população rural diminui gradativamente.O aumento populacional na década de sessenta pode ser explicado pela migração proveniente de outros municípios do Estado de São Paulo(da região de Campinas) para Taquarituba.Essa migração ficou patente na década de sessenta quando o aumento populacional foi de 6,04%, muito acima da taxa média de crescimento 2,16% das sete décadas anteriores, balizando que não foi somente o decréscimo da população rural que concorreu para o aumento da população urbana, no município, mas provavelmente a migração.Além disso, o aumento da população total nesse período também foi notável se comparado com alguns municípios vizinhos não industrializados (Coronel Macedo, Itaporanga, Itaberá, Itaí, Riversul, etc).
A inversão quase que proporcional da relação entre as populações rural e urbana no período de 1940-2004 segundo dados do IBGE/2002; SAASP/2004; FUNDAÇÃO SEADE/2000/2004, não foi provavelmente pela procura por empregos na zona urbana nem foi pela procura por melhores condições de vida como luz, água encanada diversão(cinema e TV), nem como decorrência de estradas rurais ruins, mas como resultado da modernização da produção agrícola que liberou a mão de obra por não mais necessitar delas nas propriedades rurais.
A venda de máquinas, insumos e equipamentos nestes anos, que pode ser provado pelo aumento de filiais e firmas da cidade na época, demonstraram que a modernização da agricultura e serviços se efetivou nesses períodos de migração populacional.
Em 1950, no Brasil, 53% da população viviam na zona rural enquanto em Taquarituba o índice era de 89,90%. Portanto, isso demonstra que o município nessa época dependia do setor primário da economia (agricultura).
A taxa de crescimento elevada para a década de cinqüenta foi ocasionada principalmente pela atração de terras novas, férteis, e pelos primeiros plantios do algodão, que tinham alta produtividade(1940/45),de 220/250 arrobas por hectare, o que trouxe riqueza para a região e para o município, embora na época as estradas fossem ruins e precárias. A produção de algodão em pluma sofria a primeira industrialização em Avaré, que mantinha três máquinas de beneficiamento e em Itapetininga que tinha mais duas máquinas centralizando também as compras do produto de outros municípios da região como Piraju, Itaí, Paranapanema, Taquarituba, etc.Entre as décadas de 1950 e 1960 ocorreu a retificação e o asfaltamento da rodovia Raposo Tavares(inaugurada em 1952); a construção da represa de Jurumirim (entre 1963/64) pela Uselpa;">controle do inseto vetor (Aedes aegypti)da febre amarela e do vetor e do percevejo causador da doença de Chagas (Trypanosoma cruzi L.) pelos Serviços Federal/Estadual de controle de endemias rurais de controle dessas doenças, nesta época e pelo Serviço de Controle das Endemias Rurais(febre amarela e Chagas)dos serviços oficiais e combate as mesmas, que em pouco tempo desapareceram da região, embora alguns dos vetores ainda tenham sido encontrados, nos últimos anos, sem transmitir as doenças.Cabe ressaltar que a migração de agricultores para o “desbravamento”, ou seja, a derrubada de mato e “queimada” dessas terras para uso agrícola, onde se localiza o município foram motivadas, entre 1950 e 1960, pela boa qualidade dos solos(especialmente a terra roxa) fundamentais à agricultura, de baixo custo, para a produção agropecuária.
A reconstrução e a retificação do traçado da rodovia Raposo Tavares, que foi asfaltada em 1952, cortou a parte norte de Itaí, vizinho a oeste de Taquarituba, melhorando em parte as estradas da região. Isto também possibilitou a migração e aumento da população, além de facilitar o transporte, aumentar a concorrência, melhorando os preços dos produtos agro-pecuários, além do algodão, milho e porcos, produtos agro-pecuários principais na época.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Jornais, folhetos e informativos - Taquarituba-S.P.

“O Boletim de Taquarituba” - informativo editado e distribuído por Euclides Alonso (proprietário da Casa Agropecuária) de 1959 até 1963. Distribuição gratuita.
“O Taquari” - folheto mimeografado editado na Escola Estadual Profa. Julieta Trindade Evangelista por José Norival Augusti e pelo diretor prof. Plácido da Silva Machado durante o ano de 1967. Distribuição gratuita aos domingos na feira da cidade, na rua S.Benedito, em frente da antiga sede da Prefeitura Municipal.
“O Taquarijuba” – folheto do Lions Clube publicado mensalmente em 1969, com notícias do Lions Clube e da cidade. O folheto era remetido aos Lions Clubes do Distrito L12-2 de Tietê(SP) até Corumbá(MT).
“O Avaré” - jornal que circulou durante os anos sessenta e setenta em Taquarituba com vários assinantes e correspondentes. No final dos anos oitenta deixou de circular na cidade embora contasse com alguns assinantes.
“O Eco” – jornal que circulou no município entre os anos de 1972 e 1974. Era editado pelo dono da tipografia e jornalista José Benedito Miranda. Divulgava noticias e artigos variados sobre a cidade.
“O Taquarituba” - Entre 1974/5 circularam diversas edições desse jornal de 8 páginas (tamanho normal)que era impresso em Bauru, S.P.. Tratava de informar os leitores com notícias da cidade e informações sobre ensino, programa do cinema São Roque e política local. Redator: J.N.Augusti. Diretor responsável: bel. Aristides M. de Moraes.
"Diário da Terra” - editado pelo diretor Carlos Dantas. Circulou no município no período de 1996 a 2000. Contava com diversos colaboradores na cidade.
O Taquari, e o Momento, e o Panorama, além dos jornais de Fartura(Sudoeste e Sudoeste Paulista, circularam cidade): na cidade desde a década de noventa.
Os jornais de São Paulo O Estado de ao Paulo e a Folha de São Paulo circulam na cidade, desde os anos cinqüenta, em bancas e com assinatura .

Serviço de alto-falante da Praça São Roque

A partir da década de sessenta funcionava no jardim um serviço de alto-falante que divulgava notícias, avisos de utilidade pública e músicas. Nesta época o locutor era o “Ditinho” . A partir de 1966 assumiu a locução o prof. Rubens Bueno.
Inicialmente funcionava na casa de Rubens Bueno e depois passou para o recinto do coreto construído em frente da Igreja de São Roque. Funcionava das 20h as 21h 30 até a inauguração da Rádio Regional em 1985.

Sociedade Amigos da Televisão de Taquarituba

Na década de 1960 a recepção dos canais de televisão em Taquarituba era péssima e somente quem tinha antenas altas conseguia assistir ao canal 9(nove)- Excelsior (atual Rede Globo).
Entre 1966 e 1968, aproximadamente, foi criada e montada uma repetidora pelo técnico Salvador Domenico Malagó no morro do Barreiro-Aleixo. Essa repetidora era mantida pela Casa Gomes e supervisionada pelo Malagó. Ela repetia os sinais que alcançava outros municípios da região com precariedade.
Diversos líderes, incentivados pelo Lions Clube de Taquarituba, criaram a Sociedade dos Amigos da TV (sociedade sem fins lucrativos) para a manutenção do repetidor. Isso só foi possível devido a doação dos equipamentos pela firma Gomes e Cia. Ltda., gerenciada por Joel Gomes, que a montou e a manteve até a formação da Sociedade.
A manutenção da repetidora era assegurada com a cobrança de uma taxa de Cr$ 10,00(dez cruzeiros) dos proprietários de TV e os três canais – Excelsior, Tupi e Record - puderam ser repetidos com maior eficiência e freqüência.
O presidente dessa sociedade foi o prof. Guido Dias de Almeida entusiasta pela TV; o tesoureiro, José Norival Augusti arrecadava as taxas dos donos de televisores e as repassava ao técnico Salvador Domenico Malagó para a manutenção da torre e retransmissores.
Após as eleições municipais de 1972 assume como prefeito Lourenço Custódio. A partir de então, a Prefeitura Municipal passa a manter a repetidora e a taxa deixa de ser cobrada.
Em outubro de 1981 foi sorteada uma TV para pagar os novos equipamentos. O também técnico Salvador ”Mano” Malagó, filho do Malagó, passou a supervisionar a estação repetidora.
Na década de 80 a Tv Cultura (canal 2) montou em Taquarituba uma torre retransmissora localizada em um morro no bairro Pedregulho na divisa com Taguaí, e que antes estava instalada no bairro Barreiro, junto com a Sociedade da dos Amigos da TV.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Asfaltamento da Rodovia Raposo Tavares

Em 1952 foi inaugurado o asfaltamento e retificação da rodovia Raposo Tavares próxima na parte norte do município de Itai, vizinho de Taquarituba, melhorando as comunicações e iniciando o crescimento econômico da região.
Esta era uma reivindicação dos municípios do Oeste do Estado de Sáo Paulo para escoamento de produtos agrícolas para a Capital do Estado.

Prefeitos e membros da Câmara Municipal - 1925 a 1956

Após a criação do município em 14 de dezembro de 1925, o presidente do Estado de São Paulo, Dr.Carlos de Campos, escolheu e nomeou o Prefeito Municipal, o presidente da Câmara Municipal do distrito, José Penna(PRP), piracicabano vindo do distrito de São Pedro, que dirigiu a cidade de 16 de Março de 1926 a 30 de Outubro de 1930.
A instalação solene da Câmara Municipal e da posse dos seus primeiros vereadores foi em 14 de Março de 1926, na sede da Prefeitura Municipal que funcionou na Praça São Roque, 180.
Depois da nomeação de José Penna como Prefeito foram eleitos presidente da Câmara: Ricardo Maraia e vice presidente João da Silva Pinto. Os demais vereadores eram: Gabriel Mendes, Pedro Nunes de Almeida, Osório Ferreira Gomes, Argemiro Anacleto do Amaral, José Pereira, Ozório Ferreira Gomes. Na década de vinte havia dois grupos políticos que eram grandes rivais no município: os “Peludos”, da família Gabriel, e os ”Pica-Pau” da família Campos e Nunes.
A segunda diretoria da Câmara de Vereadores de 1927/28 ou 3ª legislatura era constituída pelos edis: Ricardo Maraia (presidente da câmara), João da Silva Pinto (vice presidente) e os vereadores: Alexandre Antunes de Campos, João Gomes Neto, João Leite Fogaça, José Nunes de Campos, José Rodrigues de Almeida, Manoel Joaquim Mendes e Pedro Leandro Bruno.
A terceira mesa da Câmara 1928/29 ou 4ª legislatura foi constituída pelos senhores: Ricardo Maraia (presidente), João da Silva Pinto(vice-presidente), e os vereadores: Alexandre Antunes de Campos, Antônio Pereira,Artur Vaz, Domingos Garbelotti, prof. Dorival Dias de Carvalho, João Bortóti, João Roberto de Almeida, José Rodrigues de Almeida, José Penna, Jorge Quintino de Oliveira, Trajano Gabriel, Trajano Ferraz de Oliveira e Gabriel de Oliveira Bueno.
A quarta legislatura, de 1929 a 30, era composta por Ricardo Maraia(presidente) e Osório Ferreira Gomes (vice-presidente)e mais os vereadores citados acima. Nesta época era prefeito Joaquim Domingos Leite. De 1930 até 1932, a mesa diretora constituída foi a mesma, sendo prefeito José Ferraz de Oliveira e Silva.
A quinta legislatura da Câmara, de 1930 até 15 janeiro 1933, era composta por Ricardo Maraia(presidente), Ozório Ferreira Gomes (vice), além dos demais vereadores Acyr de Almeida Lima, Gabriel de Oliveira Bueno, Trajano Gabriel, Waldomiro Rodrigues, Lázaro Gabriel Vaz, Fernando Geraldi Neto, Alfredo Costa Braz (conhecido como “Nenzinho”), Antônio da Silva Rodrigues(Ico),Arthur Vaz, prof. Dorival Dias de Carvalho, e Pedro de Almeida(Quintino).
No Brasil em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, houve a invasão de gaúchos pelo Rio Taquari(bairro do Medonho), sendo que a tropa ficou na Fazenda dos Nunes, tendo tempo suficiente para plantar pés de erva mate ao lado da casa, onde é o sítio de João Nunes Sobrinho. Os Nunes herdaram dos gaúchos invasores o hábito de tomar o “chimarrão” todas as manhãs. Nessa época José Ferraz de Oliveira e Silva era prefeito de Taquarituba.
Em um de Janeiro de 1933 tomou posse o prefeito eleito Joaquim Domingos Leite(PSD), o “Quinco”, que governou o município de 16 de janeiro de 1933 a 22 de maio de 1936. época da sexta legislatura da câmara municipal quando foi presidente Manoel Joaquim Mendes, vice-presidente Pedro Leandro Bruno, e secretário João Gomes Neto.
A sétima legislatura da Câmara dos vereadores de 23 de maio de 1936 até nove de julho de 1939, teve como presidente Manoel Joaquim Mendes, e como vice Pedro Leandro Bruno e 1º Secretário João Gomes Neto e mais quatro vereadores, no segundo mandato de prefeito de José Penna(23/05/1936 a 9/07/1939), desta vez como prefeito eleito.
De 10 de julho de 1939 até dezembro de 1941 assumiu o cargo de prefeito José Rodrigues de Almeida(PSD)(conhecido como “Juquinha”) governando o município até 22 de Maio de 1941. O presidente da Câmara era José Penna e os vereadores foram: Agostinho Benini, Evangelista Gabriel, Gabriel de Oliveira Bueno, João Bortóti, João Perroni Gabriel, Joaquim de Almeida, José Picasso Chamorro(PTN), Lourenço Custódio, Miguel Torres dos Santos, Cyro de Campos e João Sergio de Oliveira.
De 1942 até 31 de dezembro de 1944 foi prefeito Trajano Gabriel (PSD), mas não encontrei dados sobre a administração pública nesse período no qual vigorava a ditadura Vargas.
A próxima, considerada como oitava legislatura pela secretaria da Câmara, na gestão do prefeito Antônio da Silva Rodrigues(1948/51) os vereadores da Câmara foram Alexandre Antunes de Campos, Antônio Pereira, Artur Vaz, Domingos Garbelotti, prof. Dorival Dias de Carvalho, João Bortotti, João Roberto de Almeida, José Rodrigues de Almeida, José Penna, Jorge “Quintino” de Oliveira, Trajano Gabriel, Trajano Ferraz de Oliveira, e Gabriel Oliveira Bueno.
A Câmara Municipal da nona legislatura(1953) que tinha como prefeito municipal José Roberto de Almeida(1952/55), foi constituída pelos vereadores: prof. Dorival Dias de Carvalho (presidente), Antônio da Silva Rodrigues (vice-presidente),Gabriel de Oliveira Bueno (1º. Secretário), Acyr de Almeida Lima (2º secretário) e os vereadores: Alfredo Costa Braz(Nenzinho), Fernando Geraldi Neto, Artur Vaz, Trajano Gabriel, Valdomiro Rodrigues(Milã)e Pedro(Quintino) de Almeida.
Entre 1945 a 31/12/47 assumiu prefeitura o vendedor de imagens de santos Valdemar Arantes (PSP) nomeado pelo interventor de São Paulo Ademar de Barros (PSP). No final de 1947 ele desapareceu da cidade tomando posse provisoriamente o secretário Antonio da Silva Rodrigues.
Após o desaparecimento de Valdemar Arantes,em outubro de 1947, houve eleição, sendo eleito o funcionário público e depois cartorário, Antônio da Silva Rodrigues que foi prefeito de 1º. De janeiro de 1948 até 31 de Dezembro de 1951. Foram vereadores Alexandre Antunes de Campos, João Gomes Neto,João Leite Fogaça, José Nunes de Campos, José Rodrigues de Almeida, Manoel Joaquim Mendes,e Pedro Leandro Bruno.
Na eleição de 1951, para o período de 13 de janeiro de 1952 a 31 de dezembro de 1955, foi eleito prefeito João Roberto de Almeida (PSP), tendo como vice prefeito João Bortóti, que instalou o Serviço Municipal de Telefones, na Rua Campos Salles 495, com 350 linhas semi-automática, ligados a Companhia Telefônica Brasileira (CTBC), no governo Ademar de Barros, sendo a primeira companhia telefônica da região sudoeste e ligados a Avaré e outras cidades.
Foram vereadores na Câmara: presidente prof.Dorival Dias de Carvalho, Acyr de Almeida Lima, Alfredo Costa Braz, 1º. Vice-presidente: Antonio da Silva Rodrigues, 1º. secretario: Gabriel de Oliveira Bueno, 2º.secretario: Artur Vaz, Fernando Giraldi Neto, Valdomiro Rodrigues, Trajano Gabriel, Lázaro Gabriel Vaz e Pedro de Almeida. Houve em 1956 a mudança da diretoria da Câmara, sendo presidente João Bortóti, vice-presidente Joaquim de Almeida, 1º. Secretário, Gabriel de Oliveira Bueno e 2º. Vice-secretário Miguel Torres dos Santos.

Estrada Taquarituba - Itaí e Piraju-Cananéia

No ano de 1940 foi retificada e cascalhada a estrada de terra de Taquarituba até a cidade de Itaí.
Nessa época, Ataliba Leonel, presidente do Estado de São Paulo, indicava e pleiteava a construção da estrada rodoviária de Ourinhos até Cananéia para escoar o café da região. O roteiro da estrada passaria por Piraju, Fartura, Taquarituba, Itaberá, Itapeva, Serra da Macaca, Registro e, finalmente, Cananéia.
Ele era representante político de Piraju, mas não conseguiu com que fosse concretizada a constro aslfatamento e retificaçao desta estrada.
Em 2000, diversos prefeitos e deputados da região ainda reivindicaram o asfaltamento e retificação dessa estrada.