quinta-feira, 17 de julho de 2008

Caixa Econômica Federal

Ficou pouco tempo em Taquarituba, pois teve pouco apoio da comunidade, sendo instalada para fazer e receber os financiamentos de conjuntos habitacionais.
Instalou se no início dos anos oitenta na Praça São Roque, 22 (onde se localizava o Bar e Hotel do Alher). De 1987 até 1998 funcionou em Taquarituba e em 1998 foi transferida para Fartura.
A reinauguração da Caixa Econômica Federal foi realizada em 30/05/2011  ás 10h00 com solenidade com  café da manhã para aproximadamente 60 pessoas. Estiveram presentes Geraldo Luiz Machado de Oliveira (Superintendente Regional), Carlos Alberto Teixeira (gerente geral da agência), Miderson Milleo (prefeito), vereadores, autoridades de outras cidades e outros.
Abriu para atendimento público em 03/06/2011 em prédio alugado na Rua Dr. Ataliba Leonel, 503. Total de funcionários: 9. Gerente: 3 

Capstuba - Caixa de Pensão e de Aposentadorias dos Servidores Públicos Municipais de Taquarituba

É uma autarquia pública, criada pela lei municipal, 1174/98 de 15 de novembro de 1998, para prover os funcionários com pensão e aposentadorias. Isto é, tem a função de formar um fundo de pensão e aposentadorias para o servido público municipal formado com a contribuição de 11% da prefeitura municipal e 8% dos funcionários previdenciários. É uma alternativa do poder público para aposentar e dar pensões a seus funcionários e familiares.
Essa autarquia também assumiu, em 2005, o clube Banespinha para proporcionar lazer aos seus associados.
Funcionou na Rua São Benedito, 366, e depois foi para sede na Rua Ataliba Leonel, 906. Seu presidente desde a sua fundação até 2005 foi o funcionário municipal Joel de Morais.

Banco Cruzeiro do Sul

O Banco Cruzeiro do Sul, ligado ao Banco Panamericano S.A., tem um escritório na Rua Ataliba Leonél 691-B. Foi inaugurado no município em 28 de fevereiro de 2005. Destina-se a serviços bancários, principalmente ao pagamento de aposentadorias e pensões e aceita propostas de empréstimos pessoais consignados a pensões e aposentadorias. Seu primeiro gerente responsável local é Adriana Cristina Castelucci Silva.

Banco do Povo

Inaugurado em 1 de outubro de 2002, passou a funcionar em Taquarituba na Rua Ataliba Leonél 983, e destina-se a fazer micro-créditos aos trabalhadores e a micro empresas.
Seu primeiro gerente foi Flávio Aparecido Costa, e a partir de 2005 assumiu Renato Gianini da Silva.
Em 11 de junho de 2006, foi inaugurada a agência múltipla na Rua Francisco Ferreira Loureiro 180, junto com a secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Meio Ambiente e outros órgãos da administração municipal.

Banco de Crédito Cooperativo (CREDICERIPA)

A cooperativa de crédito rural de Itaí-Paranapanema-Avaré foi inaugurada em 7 de Maio de 2003 na rua Ataliba Leonel número 806 para financiar crédito rural e fazendo atendimento geral. Desde 2005 tem como gerente Erotides Luiz de Mello. Ele está classificado como oficial, mas é de uma entidade pertencente aos cooperados da CERIPA.

Nossa Caixa Nosso Banco


A Caixa Econômica do Estado de São Paulo S.A. funcionou a partir de 1950 em prédio alugado na Rua Ataliba Leonél 447, depois foi transferida para um prédio da mesma rua número 834, ao lado do Banco do Brasil S.A. Seu diretor era Joaquim Custódio Marques e adjunto a ela funcionou a Coletoria Estadual, até outubro de 1978. Depois a Coletoria Estadual mudou-se para a Rua Floriano Peixoto 535, e em 1989 foi desativada.
A Nossa Caixa, Nosso Banco, antiga Caixa Econômica do Estado de São Paulo S.A, desligou-se na década de 1970 da Coletoria e mudou-se para prédio próprio, na Praça São Roque, número 71.
Foram gerentes da agência: Jonny Leite Rosa (de 1972-1978); José Alceu de Souza (de 1978 a 1986), Rogério de (não temos o sobrenome) (de 1987 a 1988), Rui Carlos Rodrigues (de 1989 a 1996), Jadyr Nogueira de Moraes (de 1998 a 2000), José Antonio Ferreira (de 2000 a 2002) e, de 2003 até 2006 tem como gerente Carlos Eduardo Vieira de Albuquerque. Continua até hoje com financiamentos comerciais, industriais e agropecuários, banco de poupança além de operações bancárias gerais, sendo responsável em parte pelos pagamentos dos proventos do funcionalismo público estadual e municipal.

Banco Mercantil de São Paulo S.A

Iniciou suas atividades no município de Taquarituba na década de cinqüenta, precisamente em 10 de abril de 1951 ao adquirir o Banco Cruzeiro do Sul, que funcionava na R. Ataliba Leonel 650. A inauguração desta agência no município contou com a presença do diretor geral do banco Gastão Vidigal. Depois de um ano foi construída uma sede no município na rua Ataliba Leonel 712/710.
Teve como gerentes José Rui Nogueira, Zanoni de Oliveira, Mario Nagle, Valdióres José Zafalon, e por último, foi o taquaritubense Roque Berzelhay Penna (“Pio Pena”).
Nos anos setenta fazia créditos agrícolas e mercantis e tinha maior atuação nas aplicações no mercado de capitais.
Um cidadão taquaritubense o engenheiro agronômo Joaquim Rodrigues (filho do ex-prefeito Antonio Rodrigues) participou da Carteira Agrícola desse banco e galgou todos os cargos da carteira chegando a ser assessor especial da Diretoria.
Na década de oitenta a agência foi transferida para Fartura e depois sua sede foi vendida ao Banespa S.A., que ali instalou sua agência.

Banco Brasileiro de Descontos S. A.


O Banco Popular foi instalado no município de Taquarituba em 1953. Ele antecedeu o Bradesco, pois foi comprado em 1959 por este banco. Tinha sua agência onde foi o Café Campino na Rua Ataliba Leonel 420 e ficou ali até os fins dos anos 60, depois se mudou para a Rua Ataliba Leonel número 537 (onde atualmente está o restaurante Rivas Bar).
Valter Freitas foi gerente da agência do Banco Popular e depois do Banco Brasileiro de Descontos S.A até 16 de Abril de 1967.
O primeiro gerente Valter Freitas inaugurou a sede maior e mais funcional na Rua Ataliba Leonel no. 711. Foram gerentes da agência: José Stella (até 26 de Outubro de 1981), Jaime Varalta, José Fragoso, Teophilo Império, Edmilson Bralise, Mário Sena, Milton de Oliveira. Em 2004 o gerente foi Pedro Donizete Ávila e em 2005 foi Luis Rodolfo da Silva Pontalti.
Na década de setenta a oitenta a agência do Bradesco tinha uma carteira agrícola eficiente, fazia grande número de financiamentos agrícolas e mercantis, tendo um engenheiro agrônomo responsável pelos créditos ligados ao agro negócio.
Em 2004, o Bradesco adquiriu o Banco de Crédito Nacional-BCN e tornou-se Banco Bradesco-BCN, mas continua funcionando com grande clientela no mesmo endereço da agência própria.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Sobre a criação da agência Banespa em Taquarituba

Em 1972, Nicanor Camargo era prefeito e soube que havia um projeto para instalação de novas agências do Banco do Estado de S.Paulo S.A. Diante disso, ele foi para S.Paulo, nesse mesmo ano, com Ciro de Campos e Michele Sangiacomo, que era velho amigo do diretor das agências desse banco - Nelson Evangelista de Souza[1] - e ofereceu as instalações de seu prédio na rua Ataliba Leonel 701, esquina da Praça S.Roque, para o funcionamento da agência. Diversos taquaritubenses pagaram o aluguel durante 12 meses, condição esta pré-estabelecida pelo diretor do banco Nelson Evangelista de Souza para instalar a agência no município. Foi Michele Sangiácomo quem conseguiu com que o pagamento do aluguel do prédio, onde foi instalada a agência bancária do Banespa, fosse feito por vários comerciantes da cidade.
Octávio Longhi, funcionário do Banespa, ficou um mês na sede da Prefeitura, na Rua Campos Salles, sem conseguir fichas de prováveis clientes que justificassem a abertura de uma agência bancária do Banespa no município. Foi então conversar comigo com o intuito de ficar provisoriamente na Casa da Agricultura para contatar os agricultores que vinham para comprar sementes e buscar orientações técnicas. Durante os seis meses que ficou na Casa da Agricultura conseguiu ampliar o número de cadastros dos clientes assim como consegui mapear a zona rural da região e ter um levantamento fiel de distâncias e localização das propriedades.
Pode-se afirmar que a instalação do Banespa em Taquarituba, durante a gestão do prefeito Lourenço Custódio, foi devido ao seu interesse em fazer financiamentos para a agricultura e ao da Casa da Agricultura em estimular os financiamentos agrícolas. No período que esse banco operou com financiamentos agrícolas a agência foi classificada como uma das três maiores de São Paulo nesta modalidade, resultado da iniciativa do gerente – Octávio Longhi - que visitava os clientes em suas propriedades e em seus estabelecimentos comerciais. Essas iniciativas resultaram na compra, em 1986, do prédio do Banco Mercantil de São Paulo S.A. para a instalação da sede definitiva do Banespa no município.
Em 1977, a Câmara Municipal de Taquarituba outorgou o título de cidadão honorário para Otávio Longhi pela sua importância para o desenvolvimento do município.
È importante lembrar que desde a sua instalação no município até 2005, o Banespa, foi responsável pelo pagamento dos funcionários públicos estaduais. Além disso, em 2000 foi comprado pelo Banco Santander e tornou-se Banco Santander-Banespa.

Gerentes da agência do banco Banespa: Octávio Longhi, Gilberto Zanuchi, Silas Musel, João Marcondes Dealis, José Rubens Junior e Antônio José Nunes.


[1] Taquaritubense, filho da professora Julieta Trindade Evangelista de Souza.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

CERIPA e eletrificação rural na região de Taquarituba

Em 1972, havia demanda dos agricultores de Taquarituba por eletrificação rural e após contato com o eng. agronômo regional da Casa da Lavoura- José Norival Augusti- foi acertada com o técnico do SEER (Serviço Especial de Eletrificação Rural) de São Paulo a realização do cadastramento necessário para a eletrificação rural e fundação da cooperativa e conseqüente obra de eletrificação rural.
Nesse mesmo ano o DAEE (Departamento de Água e Energia Elétrica)de São Paulo mandou um técnico nissei para, junto com José Norival Augusti, cadastrar os proprietários rurais dos bairros rurais de Taquarituba, Coronel Macedo e de parte norte de Itaberá.
Foram então cadastrados 187 proprietários rurais nesses três municípios e também os pequenos núcleos do bairro da Barra Grande e Cerrado de Coronel Macedo e Ribeirão Bonito, Água Bonita e Barreiro em Taquarituba.
Em 1973, na Casa da Agricultura ocorreu a reunião preliminar para conseguir esse serviço para o município e região. Participaram desta reunião lideranças rurais, entre elas o produtor rural de Taquarituba dr. Nelson Pavan, o principal interessado, o industriário e produtor rural Eurides Gomes, o produtor rural de Paranapanema João Ribeiro da Silva, o prefeito Nicanor Camargo e o eng. agro. José Norival Augusti. Este estimulava e coordenava o processo de eletrificação rural para uma mudança técnica e socioeconômica na agricultura do município.
Depois foi realizada uma Assembléia na Associação Atlética Taquariense (na Rua Floriano Peixoto) com os agricultores interessados convocados para a adesão à eletrificação e formação da CERIPA: Cooperativa de Eletrificação Rural de Itaí-Paranapanema-Avaré Ltda.
Nessa Assembléia foi eleito o 1º presidente João Ribeiro da Silva de Paranapanema e uma diretoria provisória. Formada a Cooperativa começaram os trabalhos e instalação das linhas de força e luz em 1973. Depois de dois anos os cooperados decidiram em Assembléia pela construção da sede em Itaí, centro geográfico de atuação da cooperativa.
A criação, a formação, e a instalação da Cooperativa de Eletrificação Rural  foi fruto da inspiração e trabalho indispensável do produtor rural de Paranapanema João Ribeiro da Silva, seu primeiro presidente e de seu filho. Foram eles que fizeram o registro, legalização e conseguiram verbas e financiamentos para sua instalação e funcionamento no SEER de São Paulo. O processo de criação e formalização foi influenciado pela instalação da Cooperativa Agroindustrial Holanbra II situada no município de Paranapanema, SP.
Participaram da diretoria da CERIPA diversos agricultores taquaritubenses, entre eles: Eurides Gomes, que ocupou vários cargos sendo eleito tesoureiro em 1972/73, depois foi secretário geral 1974/75 e presidente em 1976/78 além de ter sido presidente na década de noventa.
Diversos sócios-cooperados taquaritubenses participaram da CERIPA como diretores na década de setenta oitenta: João Nunes Sobrinho, Pedro Nunes, Mansueto Soldeira, Abel de Almeida Em 1973/4 a CERIPA instalou linhas de energia elétrica em 128 propriedades em Taquarituba, 56 em Coronel Macedo e 3 em Itaberá, na gestão do presidente da cooperativa Dr. João Ribeiro da Silva.
A Ceripa também iniciou a instalação de telefones rurais, de 1975 a 1978, e depois essas linhas foram incorporadas à Telesp.
No final dos anos noventa a CERIPA começou a construção da usina hidroelétrica na divisa do Paraná, no município de Barão de Antonina, Paraná, cuja inauguração ocorreu no início de 2000. Posteriormente, foram construídas as linhas de transmissão de alta tensão e a interligação com a central de distribuição de Itaí e Paranapanema.
Atualmente a CERIPA é a maior cooperativa de eletrificação das Américas, conta com mais de 8.000 cooperados em dez municípios, de Arandu a Itapeva e de Angatuba a Avaré, e uma central de produção de energia elétrica no rio Paranapanema, na divisa com o Rio Paraná, após o ano 2000. Os municípios abrangidos são: Itaí, Taquarituba, Coronel Macedo, Itapeva, Angatuba, Arandu, Avaré, Itaberá, Itaporanga, e Taguaí.
Além disso, essa cooperativa tem 340 ligações em sistemas de irrigação, que consumiram 37,5% do total de eletricidade que adquiriu e que é consumida nas zonas rurais nos dez municípios. A partir do ano 2000 e seguintes, os agricultores irrigaram suas plantações graças à essa empresa que levou a força e luz a todos os bairros desses municípios. Parte da irrigação é complementada pela eletricidade fornecida pela Cia de Força e Luz da Santa Cruz S.A, que é atualmente a Cia. Paulista de Força e Luz e funciona na Rua Marechal Floriano Peixoto, 858.


Graças à visão de um produtor de Paranapanema e outro de Taquarituba, a CERIPA tornou-se a maior e primeira Cooperativa de eletrificação rural das Américas, na abrangência de municípios, em número de cooperados, em extensão das linhas de transmissão e a primeira a ter sua geração própria de energia em São Paulo.