quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Anotações sobre o ensino público em Taquarituba

Não encontrei nos anais das escolas informações precisas para nos certificarmos a respeito das datas e de detalhes sobre as escolas do município. Muitas das informações que exponho aqui foram extraídas de documentos particulares.  Mas acreditamos que vale a pena registrarmos no blog essas  informações sobre as escolas de Taquarituba.

A história do ensino público, ou da instrução educacional do povo, em Taquarituba começa em 1893 quando foi aberta a primeira escola com a contratação do primeiro mestre-escola - Joaquim Rodrigues ”O mestre” - nomeado pela prefeitura de São João do Rio Verde (atual Itaporanga) com remuneração de cem mil réis mensais.
Mas somente em 1906 foi nomeado o primeiro professor público pelo município João Marcondes de Almeida, que começou ensinando as primeiras letras numa casa da Praça São Roque, esquina com a rua Ataliba Leonel e Duque de Caxias.
Em 1928 foram criadas três escolas isoladas em Taquary com classes de 1o. ao 3o. anos funcionando na Rua Mal. Floriano Peixoto 319, esquina da Praça São Roque, e foi ligada a Delegacia de Ensino de Itapetininga, sendo os primeiros professores João Batista Aguiar, João Pedro do Nascimento e Alípio Andrade Guimarães. A professora Almerinda Ferraz Silva dava aula nos bairros dos Aleixos, Neves e Neves de Cima.
A primeira professora diplomada a lecionar no município foi Jacintha Vilhena de Lima e a primeira taquaritubense diplomada foi Jacyra Lopes Rodrigues, formou-se em 1932, lecionando nas escolas localizadas na Rua Floriano Peixoto 859 e na Av. Cel. João Quintino.O primeiro diretor escolar foi Dorival Dias de Carvalho[1] tendo como professor José Nogueira e como servente a taquaritubense Alice Gabriel. Depois do diretor Carvalho foi diretor José Campolino dos Santos, sendo que nessa época o Grupo ficava na rua Mal. Floriano Peixoto, 782. Em 11 de fevereiro de 1935 o Grupo Escolar Taquary se mudou para a Praça São Roque, depois se mudou para R. Dr. Campos Salles, na esquina da R. Mal. Floriano Peixoto 319.
Entre 1935 e 36 havia quatro escolas isoladas: uma na rua Mal. Floriano Peixoto 859, (onde funcionava em 2005 a Papelaria Papeloti) cuja professora foi Jacira Lopes Rodrigues; a outra se localizava na rua Floriano Peixoto 750 (onde fica a Associação Atlética Taquariense, onde funcionou a Escola Julieta Trindade Evangelista); e outra na Praça São Roque, 82 (onde é a casa de Zélia Gomes) e a Escola Estadual Professor Ataliba Ferraz que ficava onde foi o primeiro Ginásio Estadual, na Rua Floriano Peixoto, 899.
Em 15 de Março de 1935, as escolas tornaram-se escolas Reunidas de Taquary, funcionando com classes de 1º, 2º. e 3º. anos. Finalmente as escolas isoladas foram transformadas em escolas reunidas e depois em escolas masculinas, femininas e mistas, mostrando a evolução dos costumes e valores sociais das épocas. Entre os alunos daquela época, quando era diretor prof. Dorival Dias de Carvalho, que se formaram estavam o ex-prefeito Luiz Ferreira Neto, Dimas Mozart Silva, o ex-prefeito de Cel. Macedo João Teodoro, Antonio Garbelotti, Pedro Garcia, Maurílio Gabriel e outros.
Em quinze de Julho de 1936, as escolas funcionaram com 151 alunos matriculados, sendo o aniversário festejado no dia primeiro de Julho de cada ano. O primeiro diretor dessas escolas foi o prof. João Batista de Aguiar, subordinado a Delegacia Regional de Ensino de Itapetininga, S.P.
Em primeiro de Outubro de 1957, pela lei estadual 4.205, foi criado o Ginásio Estadual de Taquarituba (funcionava no Grupo Escolar de Taquarituba, na rua Mal. Floriano Peixoto 989) no Governo Jânio da Silva Quadros, indicado por decreto do deputado estadual Abreu Sodré.
Nos anos cinquenta era diretor do Grupo Escolar Taquary[2]o prof. João Villaça Neto, e nos anos sessenta foi o Prof. Plácido da Silva Machado. Nos anos sessenta, provavelmente em 1963 foi construído o Grupo Escolar dentro do Plano de Ação de Carvalho Pinto, juntamente com diversas obras públicas de Taquarituba, recebendo o nome de Grupo Escolar Profa. Julieta Trindade Evangelista, em homenagem a uma das primeiras professoras do município.
O primeiro diretor foi o prof. Osvaldo Brandi Cotrucci, a primeira secretária Tereza Cabral de Freitas, e os primeiros professores Guido Dias de Almeida, Joaquim Váz Gabriel, Tereza das Dores Contrucci, Consuelo Monteiro Gonçalves, Fernando Giraldi, Flávia Torres Castelucci e o bel. Hélio Lara Bueno.
As duas primeiras aulas do ginásio foram dadas pela profa. Consuelo Monteiro Gonçalves (trabalhos manuais) e pelo prof. Guido Dias de Almeida (Ciências Naturais). Na direção do Prof. Plácido da Silva Machado, anualmente na década de sessenta, eram realizadas festas beneficentes da APM (Associação de Pais e Mestres) do Grupo Escolar Julieta T. Evangelista e escolas isoladas do município. As verbas arrecadadas eram destinadas para a manutenção da merenda das escolas e compra de materiais escolares para alunos carentes, pois não havia verbas oficiais suficientes para sua completa manutenção.
A Escola Normal de Taquarituba foi criada pelo projeto de Lei do deputado Geraldo de Barros em 1962. Em 1º. de maio de 1963 começou a funcionar como curso Normal a princípio com 28 alunos, graças ao empenho dos professores Guido Dias de Almeida, Jacy Perrone (também exator federal), João Bortóti (comerciante) e do professor, depois diretor e bacharel José Pires de Carvalho. Funcionou durante sete anos encerrando suas atividades em 1970 por falta de alunos. Formou duas centenas de professores.
A primeira e única diretora da Escola Normal foi a professora Maria V. Mascarenhas de Moraes. O fechamento da Escola Normal de formação de professoras no município pode ter acontecido devido à falta de interesse dos prováveis interessados na profissão, que na época estava muito desvalorizada devido ao baixo salário, e o interesse da população escolar que tinha condições econômicas de se deslocar para outras cidades para estudar.
Nos anos oitenta foi criada uma Escola Normal particular (local onde havia sido a escola Estadual José Penna) para a formação de professores, o que demonstrava o interesse de parte da população e dos criadores da escola pelo curso. Cedida pelo Governo a particulares, fechou seus cursos porque tinha altas mensalidades para os alunos e pouco alunos. Formou e licenciou aproximadamente cem professores.
A partir dos anos 2000, os interessados em cursos de licenciatura frequentaram instituições de ensino superior em municípios vizinhos, tais como Piraju, Itararé, e Jacarezinho no Paraná.


[1] Ricardo Maraia, foi também vereador e presidente da Câmara Municipal, de 1926 a 1929.[2] Até esse ano funcionou no prédio na rua Mal. Floriano Peixoto 782, onde é o “Per Tuti” Presentes, mudando a partir de então para o prédio próprio na Av. Cel. João Quintino, no.513.

Rotari Clube de Taquarituba

Foi apadrinhado pelo rotariano Luiz Zanforlin de Avaré que iniciou a motivação no início de 1977 e no dia 31 de dezembro deste mesmo ano reuniu os futuros sócios do clube, elegendo presidente fundador Antonio Batista Tenca.
O clube começou com doze sócios e após seis meses, em 1978, o presidente Antonio Batista Tenca se mudou de Taquarituba e foi sucedido pelo sócio João Antônio da Fonseca.
Na gestão de João Antônio Fonseca, em 1979, foi comprado um prédio (que era de uma fábrica) na Rua 14 de Março, 59. O prédio  foi reformado para ser a sede própria do clube, lugar onde passaram a ocorrer as reuniões e jantares festivos.

Reuniram-se no dia 8 de outubro de 1993, à noite na sede do Rotari, o presidente do clube- Sebastião Miguel de Campos - e seus diretores junto com Lazara de Fáveri da Comunidade católica, o coordenador do movimento da reciclagem do lixo urbano - José Norival Augusti (engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura e sócio do Rotari), o vereador Moacir Correia representando a Santa Casa e a Prefeitura Municipal da cidade, gerentes de supermercados para planejar a coleta seletiva de lixo da cidade. A receita do lixo aproveitável serviria de renda às entidades representadas na reunião.
Após um mês e diversos problemas a coleta foi suspensa, o lixo foi vendido e a verba arrecadada com a venda para um “ferro velho” em Piracicaba que foi transportada por caminhão da Prefeitura. A renda da venda foi doada para três instituições de caridade: ao Asilo S.Vicente de Paula,à Casa da Bondade e para a Pastoral da Igreja Católica.
A usina de reciclagem de lixo, prometida pela Prefeitura ao Clube à comunidade não foi construída, perdendo a oportunidade da ação desejada pelos rotarianos e por todos da comunidade.
O barracão do Clube tinha piso de cimento, foi reformado com novo piso em 2000 sendo construída nova cozinha e adquiridos diversos móveis para seu funcionamento.
Em 1995 foi novamente reformada a sede do Clube e construída a cozinha. Na gestão de Paulo Bragagnolo foram construídos a sala de estar e os sanitários do clube, antes precários.
O mezanino existente no salão foi reformado para uso do escritório em 1998/99. Em 2001 foi trocado o madeiramento e o telhado da sede, sendo os materiais e mão de obra doada pelo sócio Pedro Salvador Alves e José Salvador Alves, que reformaram as instalações as suas custas, e pintaram o logotipo do Clube, na frente da sede.
Foram doados lençóis e pijamas para o hospital da Santa Casa, todo ano a partir de 2000, sendo que mensalmente foram doados alimentos para dez famílias carentes, em conjunto com a igreja católica, a partir de 2002.
Nesse mesmo ano, foram doadas 4,5 toneladas de alimentos para nove entidades sociais no Natal, arrecadados em conjunto com a Rádio Paulista FM de Avaré, e também foi homenageada a Taquaritubense Centenária Maria de Lourdes Schimidt, no seu aniversário de cem anos.
Todo Natal deste clube doa cestas de Natal aos pobres e fazem diversas doações de cadeiras de rodas a deficientes carentes.O Rotari Clube de Taquarituba é associado ao Rotari Clube Landen Bélgica, distrito 1630, e sob pedido do Rotari Taquarituba ao seu co-irmão puderam fazer em conjunto uma doação de mesa cirúrgica moderna à Santa Casa de Taquarituba em 2003.
Na "Campanha contra Paralisia Infantil", participa nacionalmente, com a doação de vacinas principalmete da Pólio, e é feita no mundo inteiro, com seus sócios ajudando na aplicação, nos jovens do mundo inteiro. Também doa alimentos anualmente para entidades de assistência social, como o Asilo de São Vicente e Casa da criança.
A ação meritória do clube na cidade, baseada na lei federal fizeram com que a Prefeitura Municipal e a Câmara Municipal isentassem o Rotari Clube de Taquarituba dos Impostos Municipais, após o ano 2000, amparada pela Lei Federal de isenção de impostos para os Rotaris Clubes.
Os presidentes do Rotari Clube desde sua fundação foram:

1o. Luis Zanfolin Neto...................1983-84 O clube ficou inativo até 1988, quando assumiu o sócio Antonio B.Tenca.
2o. Antonio Batista Tenca............1988-89
3o.João Antonio da Fonseca.........1989-90
4o.Itavico Dognani.......................1990-91
5o.Eloi Tamoyo de Oliveira...........1992-93
6o.Sebastião M.de Campos...........1993-94
7o.Benedito Eduardo Braganolo....1994-95 
8o.Pedro Donizete de Souza..........1995-96
9o.João Carlos Bortoti..................1996-97
10o.Manoel Afonso Gil..................1997-98
11o.Josandra C. de S.Oliveira.........1998-99
12o.Gino Chamorro Filho...............1999-00
13o.Georgina Costa de Oliveira......2001-02
14o.Luis Carlos de Oliveira.............2002-03

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Lions Clube de Taquarituba

Em 1964, a diretoria do Lions Clube de Avaré contatou algumas lideranças sociais de Taquarituba visando a fundação de um Lions nesta cidade. Na ocasião visitou Nelson Pavan, Josué e Roque Penna e outros e se reuniu com esses futuros sócios do  Lions Clube de Taquarituba. O clube começou suas atividades em 14 de dezembro de 1965, fazendo parte do Distrito L12-II, na divisão administrativa do Lions Clube Internacional, e recebendo a Carta Constitutiva em 25 de Junho de 1966. Pertencia ao Distrito de Botucatu.
Foi realizado um jantar festivo no Centro Recreativo Taquaritubense quando foram entregues o sino e a bandeira, símbolos da presidência do Lions Clube, para Nelson Pavan, na ocasião nomeado como presidente. Além disso, foi dado posse á primeira diretoria. Compareceram os sócios do Lions Clube de Avaré, Botucatu e de Piraju.

Foram sócios fundadores os Leões: Nelson Pavan, (fazendeiro), Antônio B. Tenca(contador), Antônio Fedato, José Pereira, Joaquim Rodrigues de Oliveira, Osvaldo Castelucci, Antonio Pereira, José de O.“Zézinho” Sobrinho (da S.Terezinha), Josué Penna Sobrinho, Roque Berzelay Penna ("Pio Penna"), Zanone de Oliveira, padre Aristides M. de Moraes, Osvaldo Silva, cirurgião dentista Valter Silva e Adão Ormi Gomes, David Antunes, Jacy Perrone da Silva, Joaquim de Almeida, Milton Reinedt, Luis Ferreira Neto, prefeito Ribas Ferreira de Oliveira, Valdomiro Rodrigues, Valter Freitas, Alpheu L. Rodrigues, Eurides Gomes, Joel Gomes, Lourenço Custódio, Antonio Rolim dos Santos,Cícero de Oliveira Guzzi, Venâncio A. Mendes, Corali Calabrês, Benedito Vaz de Campos, Acyr de Almeida Lima e bel. José Benedito Rodrigues. Vários sócios deixaram o clube após alguns anos e foram admitidos outros.


Nos três anos seguintes, entraram os sócios Osvaldo Pinheiro Góes, Valdiores Jose´ Zafalon, Aguto Nissida, engo.agro. Hideyo Aoki e Jose Norival Augusti, Antônio de Oliveira, João Ferrari, Corali Calabrês, prof. Rubens Bueno, Erdos da Veiga, Constant Pavan Jr., dr.José Francisco Gomes.
Em 1969 a diretoria tomou posse em 12 de Junho no ano, sendo o presidente eleito José Norival Augusti; vice-presidente, Eurides Gomes; tesoureiro, Antônio Batista Tenca; secretário, Corali Calabrês; diretor de animação o cirurgião dentista Valter Silva e diretor social Rubens Ap. Bueno. Diversos sócios deixaram o clube, ficando com quinze sócios, no final do ano 1970.

Da esquerda para a direita: Antonio de Oliveira e José Norival Augusti, respectivamente sócio e o presidente do Lions Clube de Taquarituba. 
 Jantar da Convenção Distrital do Lions Área L12.2 em Presidente Prudente,SP, 1970.

O Lions Clube fez inúmeras Campanhas para a comunidade, sendo a maior e mais expressiva a Campanha da Construção da Santa Casa, promovendo a “Primeira Festa do Chopps de Taquarituba,” sendo realizada no Centro Recreativo Taquaritubense, cujas rendas de mais de 2,2 milhões de cruzeiros foram destinadas ao término de construção da mesma.
O clube trouxe para a cidade o “Clube do Bolinha”, do Canal 9 Excelsior; depois Globo, realizado á noite no salão adaptado do “Barracão do Venâncio”, que conseguiu público recorde cuja renda total foi destinada à construção da Santa Casa de Misericórdia de Taquarituba.
Depois foram realizadas a 1ª. Festa do Quentão, a 1a. Festa do Guaraná, a 1ª. Feijoada e Peixada do Lions, com renda conjunta de doze milhões de cruzeiros também doadas integralmente para a construção da Santa Casa de Misericórdia, em 1969.
A Campanha dos Lençóis e Fronhas do Lions foi liderada pela domadora do presidente, a profa.Maria de Lourdes Rolim, com a colaboração de todas as sócias: Neusa Pavan, Maria Joanna Augusti, Maria Zélia Gomes, Auzilia Pereira, Elizéte Veiga, Maria José Mendes, Imaculada Lima, Maria de Lourdes Rolim, Maria Inês Aóki e Valdelina Penna. Essa campanha resultou na doação dos primeiros lençóis para o funcionamento da Santa Casa de Misericórdia em 1970.
Em 15 de Agosto de 1970, o Clube promoveu uma tômbola em prol da Santa Casa e da Igreja, com animação da banda da família Gomes e Rodrigues, que tinham ficado dez anos sem se apresentar na cidade.
Na gestão do leão Adão Gomes ano leonístico 1968-69 foi criado e circulou entre os Lions Clubes do Brasil, inteiro o folheto informativo mensal "O Taquarijuba", editado pelo leão e secretário José Norival Augusti.
O clube doou os brinquedos construídos na Serralheria Nishida para montar o Parque Infantil do Grupo Escolar Julieta Trindade Evangelista em 1970-71, gestão do presidente Antônio Rolim dos Santos, além da distribuição de medalhas para os melhores alunos, e doação carteiras para menores em convênio com o Juizado de Menores em 1972. Nessa época participei junto com Hideio Aoki da Convenção do Distrito L.12-2 em Corumbá (MS) onde compareceram todos os clubes desse distrito.
Na década de 1970, Luis F. Marrey, o governador do Distrito L12-2 com sede em Botucatu, visitou  o Lions Clube de Taquarituba e a Santa Casa que estava em construção. Incentivou os sócios a fazer campanha em prol da Santa Casa.
Nos anos setenta o clube teve vinte e cinco sócios. No final da década de setenta foram aceitos os novos sócios Otávio Longhi, Jorge Franco, Jose Ozório Gomes, Carlos Dias Gonzaga, Afonsino Castelucci.
Em 1975 foi realizada uma reunião festiva com jantar para comemorar o décimo aniversário do Lions Clube de Taquarituba no Centro Recreativo Taquaritubense, às 20h30, com a presença do governador do Distrito L12-2 de Botucatu, presidentes e diretores e sócios dos Lions clubes de toda região.  
O Lions Clube de Taquarituba encerrou suas atividades em 1980, após a gestão do presidente  Octávio Longhi e do seu vice-presidente Carlos Gonzaga "Gaúcho" ( cirurgião dentista) que transferiram-se da cidade.


Foram presidentes do Lions Clube: Nelson Pavan (cirurgião dentista e agricultor) (1964-66); Lourenço Custódio(1967-68), Constante Pavan Jr.(1968-69), José Norival Augusti(1969-70); Antonio Rolim dos Santos(1970-71),  Josué Penna Sobrinho (farmacêutico) (1971-72); Adão Gomes (cirurgião dentista) (1972-73), Jose Francisco Gomes (cirurgião dentista) (1973-74); e Otávio Longhi (gerente do Banespa) (1979-80), seu vice Carlos Dantas Gonzaga (cirurgião dentista)  e o José Ozório Gomes (advogado). Foi nomeado em 1980, o sócio  José Ozório Gomes (advogado), presidente “ad hoc”, para tentar reorganizar o clube, o que não ocorreu e o clube teve sua carta constitutiva, sino e martelo devolvidos ao “Lions” Distrital, L 12.2 em 1981.

Inauguração do Parque Infantil Lions Clube na Escola Estadual Julieta Trindade Evangelista [1968]


O diretor do Grupo Escolar Julieta Trindade Evangelista solicitou ao Lions Clube de Taquarituba um parque infantil, no terrerno da própria escola, para as atividades educativas com crianças da pré-escola. O Lions Clube fez inúmeras campanhas para arrecadar fundos. Além disso, conseguiu que um dos seus sócios, Aguto Nissida, construísse em sua oficina de serralheria os equipamentos para o parque. A prefeitura municipal instalou esses equipamentos e a escola pode desenvolver as atividades pedagógicas no parque.
A fotografia acima retrata o momento da inauguração do Parque Infantil. No segundo plano à esquerda, Neusa Pavan (esposa do Presidente do Lions Clube na época da inauguração do Parque Infantil). No segundo plano à direita, prof. Plácido da Silva Machado (diretor da escola na época).

Os cinco primeiros colocados no concurso " O melhor produtor de milho de Taquarituba"- 1966-1967

6o. Concurso "O melhor produtor de milho de Taquarituba"


Da esquerda para a direita:
José Fernandes de Sousa (5o. colocado),
Jordão de Oliveira (1o. colocado),
Antonio Cavalheiro(4o. colocado),
Henrique Latanzio (3o. colocado),
Pedro Bueno Rodrigues (2o. colocado)

À esquerda no segundo plano José Norival Augusti






Diversificação de cultura agrícola de inverno

Nesse ano agrícola o projeto de diversificação de culturas em Taquarituba promovido pela Casa de Agricultura conseguiu o plantio de 248 hectares de ervilha para a rehidratação.
O plantio do município foi o primeiro realizado fora de Brasília como alternativa para o plantio de trigo no inverno e alcançou a média de produtividade acima de 1800 quilos por hectare.

A foto registra a visita técnica do especialista Leonardo Giordano do Centro Nacional de Hortaliças de Brasília na propriedade rural de Sunhiti Nishioka (no centro da imagem) no Bairro Lageado de Taquarituba em 1986.

Solenidade de entrega de prêmios e troféus do 7o. concurso de " O melhor produtor de milho de Taquarituba"

16 de Agosto de 1967

Ano agrícola 1967-1968
No primeiro plano à esquerda a estátua Deusa Ceres.
No segundo plano à esquerda:
- Ovídio Bastilho Tardivo (chefe de extensão rural de Avaré),
- José Norival Augusti (engenheiro agrônomo da Casa da Lavoura),
-Jordão de Oliveira -o primeiro colocado no concurso,
- Toshime Aoki (produtor rural de Coronel Macedo),
No centro da foto, Henrique Latanzio - 3o. colocado no concurso,
No segundo plano à direita:
- José Fernandes de Sousa, 5o. colocado no concurso,
- Charles Michel Hawthorne (delegado agrícola de Avaré) .
No primeiro plano à direita , o deputado estadual Ciro de Albuquerque.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taquarituba

Em 1972 participei com os voluntários holandeses Gerard Litvolt, Roland Hoppman, e Henri Genet, Marita S. e Femme Davids de um trabalho de motivação para a criação do sindicato dos agricultores e trabalhadores rurais, nos bairros dos Costas e Soares. Depois de dois anos, de 1972 a 73, foi fundado em 30 de setembro de 1973, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Taquarituba.
O sindicato funcionou provisoriamente numa casa alugada na rua Ataliba Leonel e em 2004 foi transferido para sede própria na rua 1º de dezembro 226. A segunda sede do sindicato foi inaugurada na Rua Firmino Gabriel da Luz 1231. O sindicato tinha como objetivo básico a defesa do interesses profissionais dos trabalhadores rurais e sua função principal era a elaboração de contratos coletivos de trabalho e defesa jurídica dos pequenos proprietários rurais.Foi constituída a primeira diretoria em assembléia realizada na Casa da Bondade, na Rua São Benedito 463, presidida pelo Presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo, Roberto Tochio Horiguti, do secretário do Sindicato Rural de Avaré Francisco Benedito Rocha com a presença de 123 trabalhadores e pequenos proprietários rurais Foram eleitos presidente Sebastião Marcelino da Costa; secretário Izidóro Souza Campos; tesoureiro Francisco Soares Ferreira, e suplentes: Alcino Ribeiro França, Joaquim Miranda e conselheiros fiscais: João Pereira da Silva, Antônio Aparecido Rolim, e João Vieira da Mota.A Carta sindical foi homologada pelo ministro do Trabalho, Arnaldo Pietro, em 13 de Setembro de 1976. A primeira eleição foi em 21 e 22 de Maio de 1977, na sede na rua Av. Coronel João Quintino 624, que ali funcionou até ser adquirida a sede própria em 14 de setembro de 1979, na rua 1º de dezembro 226, e depois reformada em 1997 e 2004. Em 16 de fevereiro de 1997, foi alterada sua denominação social para Sindicato dos Trabalhadores e Empregados Rurais de Taquarituba e alterado o estatuto do sindicato para abranger os municípios de Itaí e Coronel Macedo. Diversos cursos de aperfeiçoamento foram realizados para os associados, além de contratos coletivos de trabalho com as entidades patronais.Entre os cursos, o mais técnico foi o de hidropônia realizado em 2000, com a colaboração da Casa da Agricultura, meu apoio e da Federação dos Trabalhadores Rurais da Agricultura, na sede do sindicato, com a participação de quinze associados e três engenheiros agrônomos. O Sindicato promoveu e promove vários cursos técnicos para os associados e participa das convenções coletivas com os empregadores rurais da região.
Na década de 1990 promoveu, em parceria com a Casa da Agricultura, cursos de produção de feijão e milho; de cultivo protegido (estufa) e de hidroponia. Esses cursos tiveram o apoio e colaboração da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado de São Paulo (FTAESP).
A atual diretoria em 2004/5, presidente Isaac Leite; tesoureiro Therezinha Benedita de Lima; secretário Urbano Gonçalves; conselho fiscal Paulo Soares da Silva, Francisco Pires de Oliveira, e Rivelino de Oliveira Leite.

Associação Industrial Comercial e Agrícola de Taquarituba (ACIT)

É a entidade de representação do comércio e indústria de Taquarituba, localizada a Rua Ataliba Leonel 855,que foi fundada pelo comerciante Manoel Benedito Ramos, presidente de 1987 à 1992, em 1993 foi presidente Dorival de Camargo até 1996, e de 1997 de 2004 foi Luis Antônio Gabriél, o Bi, em 2005 foi eleito Cláudio Venâncio. Todo ano a partir de 1997 a ACIT. promove atividades no fim de ano para estimular o comércio. Funciona como entidade de classe, apoio ao comércio com um serviço de proteção ao crédito. A partir de dezembro 2004 em sua sede passou a funcionar um Posto do Sebrae que promove cursos e treinamentos a comerciantes e seus empregados. O posto do SEBRAE, que tem como diretora a instrutora Sonia Maria Pereira, que promove cursos e palestras técnicas de atualização e de promoção para o comercio local.
No ano de 2005,a ACIT,em conjunto como SEBRAE, realizou as palestras e cursos: "Gerenciando o fluxo de caixa com eficiência”; “Entenda custos, despesas, e preço de venda, aumentando suas vendas com criatividade” com participação de 142 pessoas. O curso “Sistemas de Gestão Empresarial” teve participação de trinta e quatro pessoas.
Em 2005 sua sede foi transferida para a avenida Coronel João Quintino 60, esquina, um quarteirão abaixo do Fórum.
Em vários meses do ano em dias festivos a “ACIT” faz promoções de vendas sorteando brindes e o final de ano sorteia um carro, para os consumidores do comércio local patrocinados pelos comerciantes associados da ACIT.

Associação de Voluntários de Combate ao Câncer

Fundada em 1982 por voluntárias com sede na Rua Benjamin Constant 300. Sua primeira presidente foi Nazaré Stihaienco.
A associação presta assistência e atendimento e aos portadores de câncer, e suas famílias, encaminha-os aos hospitais especializados como o Amaral Carvalho de Jaú e para São Paulo. Para arrecadação de fundos visando a manutenção da associação e apoio às famílias dos doentes são realizados anualmente bazares de roupas usadas, festas do sorvete e outras campanhas. Tem sua sede na Rua Duque de Caxias 316, praticamente na esquina da Ataliba Leonél.
Dirce Gobbo era presidente em 2005. A associação não contava com sócios, somente colaboradores voluntários.
Em 2005 a diretoria da AVCC de Taquarituba participou da reunião Nacional das Associações de Combate ao Câncer em Brasília, em conjunto com outras AVCC do Estado de São Paulo.

Clube Banespinha de Taquarituba

Foi o clube dos funcionários do Banco Banespa, fundado em 1980/81, por Edson Veiga e vinte e cinco funcionários do Banespa. Cresceu e teve quarenta sócios nos anos seguintes. Seu primeiro presidente foi Osmar Julio Barbante Neubern. Tem área de um hectare, a 800 metros da cidade, no meio da mata do Eugênio, vendida simbolicamente aos banespianos pelos taquaritubenses Jorge Camargo e Pedro Camargo. Tem um salão de festas e reuniões, casa do administrador, e um campo de futebol de salão, quadra de tênis e vôlei que foram construídas através de campanhas na cidade. O segundo presidente foi Saul Pereira.
O clube, durante o seu funcionamento, cedeu suas instalações para palestras técnicas agrícolas, eventos culturais e festas de confraternização de funcionários e de instituições. Em 2005 a presidente Lucia Iamada e seus sócios cederam as instalações em comodato para Associação dos Funcionários Públicos Municipais de Taquarituba, que pagará uma locação mensal ao Asilo São Vicente de Paula de Taquarituba, como compensação pelo seu uso.

Clube Renascer da Terceira Idade de Taquarituba

Essa associação pode ser classificada como clube, e foi colocada como clube como deferência, pelo esforço de seus associados em fundar o mesmo.
Foi fundado em 12/01/1996, mas seu registro foi feito em 1998. Na época da sua criação teve sede provisória na Escola Municipal de Ensino (EMEI) sendo sua primeira presidente Lázara Pereira Duarte. Depois funcionou na Rua São Benedito s/n,depois na Escola Mal. Rondon, e em 2003 na Escola Municipal Profa. Bernadete Luis Cláudio.
Foi transferida, posteriormente, para a Cozinha Piloto, na Rua 13 de Maio 560, e em 2004 passou a funcionar na A.A. Taquariense, na Rua Floriano Peixoto 740. Em 2005 o clube construiu sua sede na Avenida Mário Cóvas 2.015, em terreno doado pela Prefeitura Municipal.
A sede própria foi inaugurada no primeiro semestre de 2005, na Avenida Mario Covas 2040. Foram presidentes Lázara Ferreira Duarte (1996 a 2000), Expedito Roberto Firmino(de junho de 2000 a junho de 2004), Maria Cecília de Campos Gabriel (em 2005) e Angela Cimati que completou a gestão, em que foram construídas a sede própria, o campo de bocce(boche) e área coberta para o jogo de “truco”.
Em 7 de junho 2006 foi eleita nova diretoria, para o biênio 2006/7 assim constituída : presidente Antônio Rolim dos Santos ou melhor ”Niquinho Rolim”; Vice-presidente: José Carlos Buciolotti, 1ª. tesoureira: Ângela M.Cimati,2º. Tesoureiro Landulfo Vaz, 1ª.secretária: Hilda Maria G.Lamarca, 2a. secretária: Maura Aparecida Leme, Diretores social:Duílio Lamarca, 2º. diretor social:Antônio Pereira e conselheiros fiscais: Moacir Rodrigues, Messias Rodrigues, Pedro Vieira da Mota, diretor patrimonial:Aparecido Ferreira,o Jacaré, e conselheiros fiscais:pres.: Messias Rodrigues, séc.: Moacir R. de Almeida, e membros; Adelina O.Silva, Benedito Motta Vieira, e Joana F.Gomes, tendo como seus suplentes: Luiz N.Leite, e João N. Rodrigues. No dia 14 de junho de 2006 foi realizado o baile da posse da diretoria eleita.
O “Clube Renascer de Taquarituba” centraliza todos os 25 clubes de terceira idade da região sudoeste. Faz excursões, promove bailes, e atividades culturais ‘as pessoa de mais de sessenta anos.

Clube Hípico Eugênio Gabriel

Sua sede é na rodovia SP-247 - Eduardo Saigh a oito quilômetros de Taquarituba, em direção ao município de Itaí. Começou a funcionar em 1976 e fazia parte de sua diretoria os filhos e netos do capitão Eugênio Gabriel e Erdos da Veiga.
Tem uma área própria doada pelo proprietário e depois presidente honorário, capitão Eugênio Gabriel Foi oficializado pelo adv. Erdos da Veiga. Seus sócios construíram uma raia de corrida e ao lado uma sede com sala de apostas, bar, e salão.
Em 1979, o Ministro do Comércio e Indústria, Pratini de Moraes desceu no Aeroporto Municipal Capitão Eugênio Gabriel para assistir aos páreos de seus cavalos que participavam das corridas das realizadas no Jockey Clube Capitão Eugênio Gabriel. Durante vários anos, na década de 1980, a raia funcionou com bom movimento de corridas de cavalo e apostas.
Em 2005 teve pouca ou nenhuma atividade de corrida de cavalo, funcionando um bar no local.

Associação Atlética Taquariense(AAT): de 1960 até a atualidade

O clube nos anos sessenta foi inscrito na Federação Paulista de Futebol graças ao trabalho do conselheiro José Picasso que foi presidente do conselho deste clube por vários anos. No final dos anos sessenta(1969/70) foi construído nos fundos do terreno do clube um campo de “bocce” com duas pistas devido a influência dos sócios artur-nogueirenses. Os primeiros sanitários e entrada lateral do clube foram inaugurados em 1968 onde foi construído o “bocce”, pois antes havia uma fossa negra nos fundos do terreno.
Nos anos de 1978, 1979 e 1980 foi presidente, Odécio Botéchia; secretário, Paulo Ferraz de Oliveira e tesoureiro, Luiz de Oliveira.
Na década de oitenta o estádio da Associação recebeu o nome de “Estádio Municipal Ciro de Campos”, em homenagem ao futebolista que treinou equipes do clube, trabalhou e disputou partidas regionais pela AAT.
Nos anos de 1981,1982 e 1983 o presidente foi Paulo Ferraz de Oliveira, o secretário: Roberto Fernandes Filho e tesoureiro José Clóvis Benini; nos anos de 1984 a 1986, de 1987 a 1989 e de 1990 a 1992 foram presidentes do clube: Lourenço Custódio, tesoureiro: José Clóvis Benni; 1992 a 1994 foi presidente, Carlos Alberto Custódio; tesoureiro, José Clóvis Benini; secretário, Paulo Ferraz de Oliveira. De 1995 a 1997 foi presidente, José Aparecido Simão, os nomes do tesoureiro e secretário não constam do arquivo.
Em 1998 foi presidente Luis Carlos Martins dos Santos.Além dos diretores havia o Conselho do clube que planejava e fiscalizava as ações do clube de acordo com as normas da Federação Paulista de Futebol na qual a Associação foi filiada.
Em 2002 foi presidente, o mesmo Arlindo Martins dos Santos, tendo como tesoureiro Martinho dos Santos e secretário Marcos Vinicius dos Santos.
O clube teve e tem diretores executivos que são os presidentes de conselho, segundo o estatuto da associação. A parte executiva da Associação é realizada pelos presidentes do Conselho como rege o estatuto das associações esportivas, ou sejam os sócios, da época: Pedro Pedroso, João Vaz Gabriel;“Gote Pico”, José Picasso Chamorro, Ciro de Campos, Roque Berzelay Penna, José Norival Augusti, Ítalo Lamarca, Paulo de Campos, Dorival Camargo e outros. Depois de 1980 não conseguimos os nomes dos Presidentes do Conselho.
Além do time de futebol da época de ouro da Associação nos anos sessenta foram criados no final dos anos noventa os times Beldará, Matão, Costas II e Queimadão.
Em 1982 foi adquirida uma área para um clube de Campo, no bairro Lageado, ao lado do Banespinha, e que funcionou até ser vendido na gestão de Arlindo Martins dos Santos(1998/2002). Durante a gestão de Lourenço Custódio, e Carlos Alberto Custódio(1984 a 1991 e 1992 a 1994) o estádio foi modernizado com a construção de arquibancadas de concreto, vestiários para atletas e bilheterias.
A ampliação do clube (construção de um novo salão, sanitários e novo bar) foi iniciada, na gestão de Paulo Ferraz de Oliveira, com recursos próprios provenientes de bingos, festas e bailes, e inaugurados em 15 de Março de 1993. No dia 19 de junho de 1993 foi realizado o primeiro Baile oficial do novo salão com a orquestra “Jair Super Capp Show”.
A ampliação do pequeno salão do clube eliminando a cancha de “bocce”, refazendo o bar e as duas salas para jogos foram terminadas em 1997.
Após uma reforma, de 1998 até 2002, o clube foi arrendado para uma firma de jogos de Bingo, para saldar compromissos da reforma, e no final do ano de 2002 acabou o arrendamento com a firma, e o clube reassumiu novamente a gestão do mesmo.
De 1998 até 2002, o presidente foi de Arlindo Martins dos Santos. Em 2003 quando foi presidente José Aparecido Simão foi vendido o Clube de campo do bairro Lageado, ao lado do Banespinha. Em 2005, foi presidente Arlindo Martins dos Santos, tendo como tesoureiro Martinho dos Santos e secretário Marcos Vinicius dos Santos.
Em 2005 a Associação tem uma quadra de esportes com um campo de futebol, à Rua Gastão Vidigal 43, entre as ruas Benjamin Constant e São Benedito, cujo terreno foi doado pela Prefeitura Municipal desde o ano de 1960.

Imagem panorâmica de Taquarituba, 2008

Foto aérea. Prefeitura Municipal de Taquarituba, 2008




Vista do rio Taquari.

Imagem cedida por Miguel Chibani Bakr

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Crescimento e migração populacional de Taquarituba – Primeira Parte

Na década de cinqüenta 80,91%, ou seja, a maioria da população do município de Taquarituba se concentrava na zona rural. A partir da década de setenta a população urbana aumenta e a população rural diminui gradativamente.O aumento populacional na década de sessenta pode ser explicado pela migração proveniente de outros municípios do Estado de São Paulo(da região de Campinas) para Taquarituba.Essa migração ficou patente na década de sessenta quando o aumento populacional foi de 6,04%, muito acima da taxa média de crescimento 2,16% das sete décadas anteriores, balizando que não foi somente o decréscimo da população rural que concorreu para o aumento da população urbana, no município, mas provavelmente a migração.Além disso, o aumento da população total nesse período também foi notável se comparado com alguns municípios vizinhos não industrializados (Coronel Macedo, Itaporanga, Itaberá, Itaí, Riversul, etc).
A inversão quase que proporcional da relação entre as populações rural e urbana no período de 1940-2004 segundo dados do IBGE/2002; SAASP/2004; FUNDAÇÃO SEADE/2000/2004, não foi provavelmente pela procura por empregos na zona urbana nem foi pela procura por melhores condições de vida como luz, água encanada diversão(cinema e TV), nem como decorrência de estradas rurais ruins, mas como resultado da modernização da produção agrícola que liberou a mão de obra por não mais necessitar delas nas propriedades rurais.
A venda de máquinas, insumos e equipamentos nestes anos, que pode ser provado pelo aumento de filiais e firmas da cidade na época, demonstraram que a modernização da agricultura e serviços se efetivou nesses períodos de migração populacional.
Em 1950, no Brasil, 53% da população viviam na zona rural enquanto em Taquarituba o índice era de 89,90%. Portanto, isso demonstra que o município nessa época dependia do setor primário da economia (agricultura).
A taxa de crescimento elevada para a década de cinqüenta foi ocasionada principalmente pela atração de terras novas, férteis, e pelos primeiros plantios do algodão, que tinham alta produtividade(1940/45),de 220/250 arrobas por hectare, o que trouxe riqueza para a região e para o município, embora na época as estradas fossem ruins e precárias. A produção de algodão em pluma sofria a primeira industrialização em Avaré, que mantinha três máquinas de beneficiamento e em Itapetininga que tinha mais duas máquinas centralizando também as compras do produto de outros municípios da região como Piraju, Itaí, Paranapanema, Taquarituba, etc.Entre as décadas de 1950 e 1960 ocorreu a retificação e o asfaltamento da rodovia Raposo Tavares(inaugurada em 1952); a construção da represa de Jurumirim (entre 1963/64) pela Uselpa;">controle do inseto vetor (Aedes aegypti)da febre amarela e do vetor e do percevejo causador da doença de Chagas (Trypanosoma cruzi L.) pelos Serviços Federal/Estadual de controle de endemias rurais de controle dessas doenças, nesta época e pelo Serviço de Controle das Endemias Rurais(febre amarela e Chagas)dos serviços oficiais e combate as mesmas, que em pouco tempo desapareceram da região, embora alguns dos vetores ainda tenham sido encontrados, nos últimos anos, sem transmitir as doenças.Cabe ressaltar que a migração de agricultores para o “desbravamento”, ou seja, a derrubada de mato e “queimada” dessas terras para uso agrícola, onde se localiza o município foram motivadas, entre 1950 e 1960, pela boa qualidade dos solos(especialmente a terra roxa) fundamentais à agricultura, de baixo custo, para a produção agropecuária.
A reconstrução e a retificação do traçado da rodovia Raposo Tavares, que foi asfaltada em 1952, cortou a parte norte de Itaí, vizinho a oeste de Taquarituba, melhorando em parte as estradas da região. Isto também possibilitou a migração e aumento da população, além de facilitar o transporte, aumentar a concorrência, melhorando os preços dos produtos agro-pecuários, além do algodão, milho e porcos, produtos agro-pecuários principais na época.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Jornais, folhetos e informativos - Taquarituba-S.P.

“O Boletim de Taquarituba” - informativo editado e distribuído por Euclides Alonso (proprietário da Casa Agropecuária) de 1959 até 1963. Distribuição gratuita.
“O Taquari” - folheto mimeografado editado na Escola Estadual Profa. Julieta Trindade Evangelista por José Norival Augusti e pelo diretor prof. Plácido da Silva Machado durante o ano de 1967. Distribuição gratuita aos domingos na feira da cidade, na rua S.Benedito, em frente da antiga sede da Prefeitura Municipal.
“O Taquarijuba” – folheto do Lions Clube publicado mensalmente em 1969, com notícias do Lions Clube e da cidade. O folheto era remetido aos Lions Clubes do Distrito L12-2 de Tietê(SP) até Corumbá(MT).
“O Avaré” - jornal que circulou durante os anos sessenta e setenta em Taquarituba com vários assinantes e correspondentes. No final dos anos oitenta deixou de circular na cidade embora contasse com alguns assinantes.
“O Eco” – jornal que circulou no município entre os anos de 1972 e 1974. Era editado pelo dono da tipografia e jornalista José Benedito Miranda. Divulgava noticias e artigos variados sobre a cidade.
“O Taquarituba” - Entre 1974/5 circularam diversas edições desse jornal de 8 páginas (tamanho normal)que era impresso em Bauru, S.P.. Tratava de informar os leitores com notícias da cidade e informações sobre ensino, programa do cinema São Roque e política local. Redator: J.N.Augusti. Diretor responsável: bel. Aristides M. de Moraes.
"Diário da Terra” - editado pelo diretor Carlos Dantas. Circulou no município no período de 1996 a 2000. Contava com diversos colaboradores na cidade.
O Taquari, e o Momento, e o Panorama, além dos jornais de Fartura(Sudoeste e Sudoeste Paulista, circularam cidade): na cidade desde a década de noventa.
Os jornais de São Paulo O Estado de ao Paulo e a Folha de São Paulo circulam na cidade, desde os anos cinqüenta, em bancas e com assinatura .

Serviço de alto-falante da Praça São Roque

A partir da década de sessenta funcionava no jardim um serviço de alto-falante que divulgava notícias, avisos de utilidade pública e músicas. Nesta época o locutor era o “Ditinho” . A partir de 1966 assumiu a locução o prof. Rubens Bueno.
Inicialmente funcionava na casa de Rubens Bueno e depois passou para o recinto do coreto construído em frente da Igreja de São Roque. Funcionava das 20h as 21h 30 até a inauguração da Rádio Regional em 1985.

Sociedade Amigos da Televisão de Taquarituba

Na década de 1960 a recepção dos canais de televisão em Taquarituba era péssima e somente quem tinha antenas altas conseguia assistir ao canal 9(nove)- Excelsior (atual Rede Globo).
Entre 1966 e 1968, aproximadamente, foi criada e montada uma repetidora pelo técnico Salvador Domenico Malagó no morro do Barreiro-Aleixo. Essa repetidora era mantida pela Casa Gomes e supervisionada pelo Malagó. Ela repetia os sinais que alcançava outros municípios da região com precariedade.
Diversos líderes, incentivados pelo Lions Clube de Taquarituba, criaram a Sociedade dos Amigos da TV (sociedade sem fins lucrativos) para a manutenção do repetidor. Isso só foi possível devido a doação dos equipamentos pela firma Gomes e Cia. Ltda., gerenciada por Joel Gomes, que a montou e a manteve até a formação da Sociedade.
A manutenção da repetidora era assegurada com a cobrança de uma taxa de Cr$ 10,00(dez cruzeiros) dos proprietários de TV e os três canais – Excelsior, Tupi e Record - puderam ser repetidos com maior eficiência e freqüência.
O presidente dessa sociedade foi o prof. Guido Dias de Almeida entusiasta pela TV; o tesoureiro, José Norival Augusti arrecadava as taxas dos donos de televisores e as repassava ao técnico Salvador Domenico Malagó para a manutenção da torre e retransmissores.
Após as eleições municipais de 1972 assume como prefeito Lourenço Custódio. A partir de então, a Prefeitura Municipal passa a manter a repetidora e a taxa deixa de ser cobrada.
Em outubro de 1981 foi sorteada uma TV para pagar os novos equipamentos. O também técnico Salvador ”Mano” Malagó, filho do Malagó, passou a supervisionar a estação repetidora.
Na década de 80 a Tv Cultura (canal 2) montou em Taquarituba uma torre retransmissora localizada em um morro no bairro Pedregulho na divisa com Taguaí, e que antes estava instalada no bairro Barreiro, junto com a Sociedade da dos Amigos da TV.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Asfaltamento da Rodovia Raposo Tavares

Em 1952 foi inaugurado o asfaltamento e retificação da rodovia Raposo Tavares próxima na parte norte do município de Itai, vizinho de Taquarituba, melhorando as comunicações e iniciando o crescimento econômico da região.
Esta era uma reivindicação dos municípios do Oeste do Estado de Sáo Paulo para escoamento de produtos agrícolas para a Capital do Estado.

Prefeitos e membros da Câmara Municipal - 1925 a 1956

Após a criação do município em 14 de dezembro de 1925, o presidente do Estado de São Paulo, Dr.Carlos de Campos, escolheu e nomeou o Prefeito Municipal, o presidente da Câmara Municipal do distrito, José Penna(PRP), piracicabano vindo do distrito de São Pedro, que dirigiu a cidade de 16 de Março de 1926 a 30 de Outubro de 1930.
A instalação solene da Câmara Municipal e da posse dos seus primeiros vereadores foi em 14 de Março de 1926, na sede da Prefeitura Municipal que funcionou na Praça São Roque, 180.
Depois da nomeação de José Penna como Prefeito foram eleitos presidente da Câmara: Ricardo Maraia e vice presidente João da Silva Pinto. Os demais vereadores eram: Gabriel Mendes, Pedro Nunes de Almeida, Osório Ferreira Gomes, Argemiro Anacleto do Amaral, José Pereira, Ozório Ferreira Gomes. Na década de vinte havia dois grupos políticos que eram grandes rivais no município: os “Peludos”, da família Gabriel, e os ”Pica-Pau” da família Campos e Nunes.
A segunda diretoria da Câmara de Vereadores de 1927/28 ou 3ª legislatura era constituída pelos edis: Ricardo Maraia (presidente da câmara), João da Silva Pinto (vice presidente) e os vereadores: Alexandre Antunes de Campos, João Gomes Neto, João Leite Fogaça, José Nunes de Campos, José Rodrigues de Almeida, Manoel Joaquim Mendes e Pedro Leandro Bruno.
A terceira mesa da Câmara 1928/29 ou 4ª legislatura foi constituída pelos senhores: Ricardo Maraia (presidente), João da Silva Pinto(vice-presidente), e os vereadores: Alexandre Antunes de Campos, Antônio Pereira,Artur Vaz, Domingos Garbelotti, prof. Dorival Dias de Carvalho, João Bortóti, João Roberto de Almeida, José Rodrigues de Almeida, José Penna, Jorge Quintino de Oliveira, Trajano Gabriel, Trajano Ferraz de Oliveira e Gabriel de Oliveira Bueno.
A quarta legislatura, de 1929 a 30, era composta por Ricardo Maraia(presidente) e Osório Ferreira Gomes (vice-presidente)e mais os vereadores citados acima. Nesta época era prefeito Joaquim Domingos Leite. De 1930 até 1932, a mesa diretora constituída foi a mesma, sendo prefeito José Ferraz de Oliveira e Silva.
A quinta legislatura da Câmara, de 1930 até 15 janeiro 1933, era composta por Ricardo Maraia(presidente), Ozório Ferreira Gomes (vice), além dos demais vereadores Acyr de Almeida Lima, Gabriel de Oliveira Bueno, Trajano Gabriel, Waldomiro Rodrigues, Lázaro Gabriel Vaz, Fernando Geraldi Neto, Alfredo Costa Braz (conhecido como “Nenzinho”), Antônio da Silva Rodrigues(Ico),Arthur Vaz, prof. Dorival Dias de Carvalho, e Pedro de Almeida(Quintino).
No Brasil em 1932, durante a Revolução Constitucionalista, houve a invasão de gaúchos pelo Rio Taquari(bairro do Medonho), sendo que a tropa ficou na Fazenda dos Nunes, tendo tempo suficiente para plantar pés de erva mate ao lado da casa, onde é o sítio de João Nunes Sobrinho. Os Nunes herdaram dos gaúchos invasores o hábito de tomar o “chimarrão” todas as manhãs. Nessa época José Ferraz de Oliveira e Silva era prefeito de Taquarituba.
Em um de Janeiro de 1933 tomou posse o prefeito eleito Joaquim Domingos Leite(PSD), o “Quinco”, que governou o município de 16 de janeiro de 1933 a 22 de maio de 1936. época da sexta legislatura da câmara municipal quando foi presidente Manoel Joaquim Mendes, vice-presidente Pedro Leandro Bruno, e secretário João Gomes Neto.
A sétima legislatura da Câmara dos vereadores de 23 de maio de 1936 até nove de julho de 1939, teve como presidente Manoel Joaquim Mendes, e como vice Pedro Leandro Bruno e 1º Secretário João Gomes Neto e mais quatro vereadores, no segundo mandato de prefeito de José Penna(23/05/1936 a 9/07/1939), desta vez como prefeito eleito.
De 10 de julho de 1939 até dezembro de 1941 assumiu o cargo de prefeito José Rodrigues de Almeida(PSD)(conhecido como “Juquinha”) governando o município até 22 de Maio de 1941. O presidente da Câmara era José Penna e os vereadores foram: Agostinho Benini, Evangelista Gabriel, Gabriel de Oliveira Bueno, João Bortóti, João Perroni Gabriel, Joaquim de Almeida, José Picasso Chamorro(PTN), Lourenço Custódio, Miguel Torres dos Santos, Cyro de Campos e João Sergio de Oliveira.
De 1942 até 31 de dezembro de 1944 foi prefeito Trajano Gabriel (PSD), mas não encontrei dados sobre a administração pública nesse período no qual vigorava a ditadura Vargas.
A próxima, considerada como oitava legislatura pela secretaria da Câmara, na gestão do prefeito Antônio da Silva Rodrigues(1948/51) os vereadores da Câmara foram Alexandre Antunes de Campos, Antônio Pereira, Artur Vaz, Domingos Garbelotti, prof. Dorival Dias de Carvalho, João Bortotti, João Roberto de Almeida, José Rodrigues de Almeida, José Penna, Jorge “Quintino” de Oliveira, Trajano Gabriel, Trajano Ferraz de Oliveira, e Gabriel Oliveira Bueno.
A Câmara Municipal da nona legislatura(1953) que tinha como prefeito municipal José Roberto de Almeida(1952/55), foi constituída pelos vereadores: prof. Dorival Dias de Carvalho (presidente), Antônio da Silva Rodrigues (vice-presidente),Gabriel de Oliveira Bueno (1º. Secretário), Acyr de Almeida Lima (2º secretário) e os vereadores: Alfredo Costa Braz(Nenzinho), Fernando Geraldi Neto, Artur Vaz, Trajano Gabriel, Valdomiro Rodrigues(Milã)e Pedro(Quintino) de Almeida.
Entre 1945 a 31/12/47 assumiu prefeitura o vendedor de imagens de santos Valdemar Arantes (PSP) nomeado pelo interventor de São Paulo Ademar de Barros (PSP). No final de 1947 ele desapareceu da cidade tomando posse provisoriamente o secretário Antonio da Silva Rodrigues.
Após o desaparecimento de Valdemar Arantes,em outubro de 1947, houve eleição, sendo eleito o funcionário público e depois cartorário, Antônio da Silva Rodrigues que foi prefeito de 1º. De janeiro de 1948 até 31 de Dezembro de 1951. Foram vereadores Alexandre Antunes de Campos, João Gomes Neto,João Leite Fogaça, José Nunes de Campos, José Rodrigues de Almeida, Manoel Joaquim Mendes,e Pedro Leandro Bruno.
Na eleição de 1951, para o período de 13 de janeiro de 1952 a 31 de dezembro de 1955, foi eleito prefeito João Roberto de Almeida (PSP), tendo como vice prefeito João Bortóti, que instalou o Serviço Municipal de Telefones, na Rua Campos Salles 495, com 350 linhas semi-automática, ligados a Companhia Telefônica Brasileira (CTBC), no governo Ademar de Barros, sendo a primeira companhia telefônica da região sudoeste e ligados a Avaré e outras cidades.
Foram vereadores na Câmara: presidente prof.Dorival Dias de Carvalho, Acyr de Almeida Lima, Alfredo Costa Braz, 1º. Vice-presidente: Antonio da Silva Rodrigues, 1º. secretario: Gabriel de Oliveira Bueno, 2º.secretario: Artur Vaz, Fernando Giraldi Neto, Valdomiro Rodrigues, Trajano Gabriel, Lázaro Gabriel Vaz e Pedro de Almeida. Houve em 1956 a mudança da diretoria da Câmara, sendo presidente João Bortóti, vice-presidente Joaquim de Almeida, 1º. Secretário, Gabriel de Oliveira Bueno e 2º. Vice-secretário Miguel Torres dos Santos.

Estrada Taquarituba - Itaí e Piraju-Cananéia

No ano de 1940 foi retificada e cascalhada a estrada de terra de Taquarituba até a cidade de Itaí.
Nessa época, Ataliba Leonel, presidente do Estado de São Paulo, indicava e pleiteava a construção da estrada rodoviária de Ourinhos até Cananéia para escoar o café da região. O roteiro da estrada passaria por Piraju, Fartura, Taquarituba, Itaberá, Itapeva, Serra da Macaca, Registro e, finalmente, Cananéia.
Ele era representante político de Piraju, mas não conseguiu com que fosse concretizada a constro aslfatamento e retificaçao desta estrada.
Em 2000, diversos prefeitos e deputados da região ainda reivindicaram o asfaltamento e retificação dessa estrada.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Relação dos presidentes da Câmara Municipal de Taquarituba (1926-2006) - profissão e partidos políticos

16/03/1926 a 29/10/1930 - Ricardo Maraia - Comerciante – Partido Republicano Paulista (PRP)

30/10/1930 a 22/05/ 1936 - Pedro de Macedo Mendes - Comerciante – Partido Republicano Paulista (PRP)

23/05/1936 a 29/10/1937 - Manoel Joaquim Mendes - Agricultor – Partido Republicano Paulista (PRP)

1937 até 1947 - Sem dados, sem eleições.

01/01/1948 a 10/01/1954 - Dorival Dias de Carvalho - Professor – Partido Democrata Cristão (PDC)

10/01/1954 a 06/01/1956 - Antônio da Silva Rodrigues - Cartorário – Partido Social Progressista (PSP)

07/01/56 à 01/01/1960 - João Bortóti - Comerciante e carpinteiro- Partido Social Progressista (PSP)

01/01/1960 a 31/12/1961 - José Picasso Chamorro - Encanador e funcionário público- Partido Democrata Cristão(PDC) –Partido Trabalhista Nacional (PTN)

01/01/1961 a 01/01/1962 - Joaquim Váz Gabriel - Contador, professor e funcionário público - União Democrática Nacional (UDN)

01/01/1963 a 01/01/1964 - Nicanor Camargo - Comerciante - Partido Democrata Cristão (PDC)

01/01/1965 a 01/01/1966 e 01/01/1969 a 03/02/1970 - Dácio José Váz Gabriel - Comerciante – Aliança Renovadora Nacional(ARENA)

01/01/1967 a 01/01/1968 - Eurides Gomes – empresário agro-industrial - Aliança Renovadora Nacional(ARENA)

01/01/1968 a 01/01/1969 - Pedro José de Almeida -Produtor rural, professor – Aliança Renovadora Nacional(ARENA)

03/02/1970 a 01/02/1971 - Josué Penna Sobrinho (”Juca Pena”)-Farmacêutico - Aliança Renovadora Nacional(ARENA)

1971 a 1973 e 1977 a 1979- Rubens Aparecido Bueno -Professor-publicitário - Aliança Renovadora Nacional(ARENA)

1973 a 1975 - Jaime Gomes -Bel. Advogado – produtor rural – Movimento Democrático Brasileiro (MDB)

1975 a 1977- José Benedito Rodrigues- Bel. Advogado - Movimento Democrático Brasileiro (MDB)

1979 a 1981 - Paulo Ferraz de Oliveira -Contador - Aliança Renovadora Nacional(ARENA)

1981 a 1983 -Antônio Cimatti - Funcionário público municipal - Aliança Renovadora Nacional(ARENA)

1983 a 1985-Guido Dias de Almeida -Professor Ensino médio – Partido Popular Socialista(PPS)

1985 a 1987 - Carlos José Gomes -Agricultor- Aliança Renovadora Nacional(ARENA)

1987 a 1988 - Paulo César Bortóti - Professor ensino médio - Movimento Democrático Brasileiro (MDB)

1989 a 1990- Abel de Almeida -Agricultor e agro-industrial – Partido Trabalhista Brasileiro (PTB)

1991 a 1992- Dirceu Vaz - Professor do ensino fundamental, assessor do prefeito municipal – Partido Democrático Socialista (PDS)

1993 a 1994- Sílvio Augusto Cimatti - Agricultor e funcionário da SABESP – Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB)

1995-1996 - Aristeu Boaventura Leitão - comerciante - Partido Trabalhista Brasileiro (PTB)

1997-1998 - Moacir Rodrigues de Almeida - Funcionário da Santa Casa de Taquarituba- Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB)

1999-2000 - Ronaldo Benini - Funcionário da Câmara Municipal - Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB)

2001-2002- Elisabeth de Souza N. Milléo - Farmacêutica e professora do Ensino Médio - PDT

2003-2004 - Ronaldo Benini - Funcionário da Câmara Municipal - Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB)

2005-2006 - Elisabeth de Souza N. Milléo - Farmacêutica e professora do Ensino Médio - Partido Democrático Trabalhista (PDT)



Essa relação dos presidentes da Câmara Municipal de Taquarituba foi fornecida pelo secretário e vereador Ronaldo Benini e outros funcionários.Agradeço a todos os funionários da Câmara Municipal pela atenção dispensada a este trabalho.

Consultei também os seguintes sites:

Adhemar de Barros. Disponível em: http://www.adhemar.debarros.nom.br/primogov.htm acesso em setembro de 2008

Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro - FGV. Disponível em: http://www.cpdoc.fgv.br/dhbb/verbetes_htm/6231_1.asp acesso em setembro de 2008.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Sementes de hortaliças de verão: pioneirismo

Na época do cadastramento das propriedades rurais realizado para o INCRA,em 1966, o agrônomo regional com a colaboração do Instituto de Genética da Esalq, distribuiu experimentalmente sementes inéditas e inexistentes no mercado de Taquarituba e brasileiro. Essas sementes eram de alface de verão “Babá”, Repolho Louco de Verão, Couve flor de Verão e Brócolis de verão e foram criadas pelo professor Dr. Marcilio Dias da Esalq.
O horticultor Antônio Simões foi o primeiro a plantá-las e vendia sua produção na Feira Livre aos domingos em frente da sede da Prefeitura, na Rua Campos Salles. Ele também foi o primeiro produtor agrícola a plantar uma horta comercial em Taquarituba. Plantava na várzea drenada pertencente a Eugênio Gabriel, onde em 2005, foi construído o Lago e jardim da cidade.

Cadastramento de propriedades rurais realizado pelo INCRA em Taquarituba (1966)


Após 1966, os funcionários José Gonçalves e José Picasso da Casa da Lavoura de Taquarituba, após treinamento realizado por mim, preencheram as fichas de cadastramento das propriedades rurais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Esse cadastro possibilitava a cobrança do imposto rural e o planejamento da reforma agrária no Brasil.
A execução do cadastramento foi determinada pela Delegacia Agrícola de Avaré a pedido da Prefeitura de Taquarituba e dos agricultores do município e da região, pois os agricultores não tinham condições de preencher essas fichas de cadastramento.
O cadastramento realizado pela Casa de Agricultura foi uma necessidade porque no município não havia escritório de contabilidade agrícola que executasse esse serviço. Ele mostrou que o município tinha uma das melhores distribuições de áreas e de número de propriedades de São Paulo.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Cursos agropecuários para juventude dos bairros rurais dos Soares e dos Nunes

Em Junho de 1972, foi promovido pelo engenheiro agrônomo José Norival com participação dos voluntários holandeses três cursos de técnicas agro-pecuárias para jovens agricultores nos bairros rurais dos Soares e Nunes localizados em Taquarituba. A parte teórica desses cursos foi realizada na Igreja localizada no bairro dos Nunes e a parte prática foi realizada na propriedade rural do João Soares.
Os cursos realizados foram: Culinária, higiene e corte e costura; Conservação do solo, adubação e de controle de pragas de algodão; Técnica de vacinação e profilaxia de doenças dos animais.
Os voluntários holandeses - Roland C. Hopman, Femme Davis, Gerard Lutiwold, Henri Genet e Marita C. Veening – participaram deste curso na organização e no treinamento de vacinação dos animais assim como no treinamento de técnicas de conservação do solo e economia doméstica.
Participaram desses cursos 18 jovens do bairro Soares /Nunes - dez agricultores e oito agricultoras.
Um dos instrutores, o médico veterinário Zomar Alves de Avaré, treinou a técnica de vacinação e profilaxia de diversas doenças dos animais com valor econômico.
Para divulgar e treinar técnicas de conservação do solo e manejo de pragas e doenças de culturas foram feitas projeções de filmes e diafilmes em perua especial da DIRA de Sorocaba.
A representante da prefeitura de Taquarituba nesse trabalho foi Ana Maria Bueno. Ela também participou do planejamento e execuçao do curso.
Marita Jansen voltou para a Holanda em 1975, mas retornou várias vezes à Taquarituba para visitar seus amigos e amigas e Roland C. Hopman após formar-se engenheiro agrônomo voltou ao Brasil. Atualmente trabalha e mora em São Paulo, como engenheiro agrônomo da Hopman & Associados.

Voluntariado holandês em Taquarituba


No ano de 1971, o governo de São Paulo assinou um convênio com o governo holandês para a instalação da Holambra II(http://www.holambra.com.br/) possibilitando o trabalho do serviço de Voluntariado Holandês junto aos agricultores em Taquarituba e região da Cooperativa Imigração e Colonização Holambra II, localizada em Paranapanema, SP.
Estabeleceram nesta cidade dois técnicos agrícolas - Gerard Litwood e Roland Hoppman - e duas técnicas - Marita C. Verning (economista domestica) e Femme Davis (enfermeira/assistente social) que colaboraram com os serviços técnicos da Casa da Agricultura na zona rural. Eles preparavam e participavam do planejamento e execução de palestras, reuniões e cursos oferecidos aos agricultores do município.
Em 1973, a Casa da Agricultura motivou a introdução de frutas de clima subtropical e temperado em Taquarituba, para mostrar as novas fruteiras e novas técnicas.
Para tanto, foram feitas excursões a propriedades rurais que tinham pomares de pessegueiros, nectarineiras, ameixeiras. No sítio da família Kobayashi, em Valinhos, foi mostrada a cultura de nectarineiras e no sítio dos Irmãos Caji, em Atibaia, foi mostrado a primeira irrigação de gotejamento ainda por gravidade em nectarineiras e pessegueiros. Os voluntários G. Litiwood e R. Hopman também participaram dela.
Além de três agricultores de Taquarituba do bairro dos Nunes, dos Leites e Barra Grande, participaram dessas excursões Jan de Quay e Teodorus Kivitboth da Cooperativa Holambra II de Paranapanema e os voluntários holandeses Roland Hopman e Gerard Litwood.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Associação Atlética Taquariense (AAT): da Fundação até a década de 1960


É o clube esportivo da cidade, que sempre foi ligado aos esportes, principalmente o futebol. Inicialmente era chamada de Associação Atlética Taquariense(AAT).
Essa associação foi fundada em 10 de Junho de 1935 e funcionou inicialmente na Rua Floriano Peixoto 754, na casa da frente do clube e pertencente a Joaquim Vaz Gabriel pai de João Vaz Gabriel, o “Gote Pico”, e depois mudou para um galpão em frente de sua casa, onde atualmente é o clube, sendo o primeiro clube de esportes da cidade.
Em 3 de Agosto de 1944, a Associação Atlética Taquariense foi oficializada por José Rodrigues (Juquinha), e teve como sócios fundadores José Picasso Chamorro, João Váz Gabriel(Gote Pico), José Penna, José de Almeida Ferraz, Paulo Pedroso, Josué Pena Sobrinho, Artur Vaz, Eudes Martins. O primeiro presidente do Conselho deliberativo foi João Váz Gabriel.
Antes da inauguração da sua sede, os jogos de baralho (caixeta) eram realizados na casa ao lado da casa do Hélio Lara Bueno (advogado), na praça São Roque 206. Junto com o proprietário jogavam Wilson G. Martins(médico), Salvador Branco, Pedro de Almeida, padre Teodoro Bibiano da Silva e Valdomiro Rodrigues(o Milã”),que jogavam tanto no CRT, assim como na AAT.
Graças ao trabalho e a persistência de José Picasso Pedro Pedroso, Jairo Pedroso e Valdomiro Rodrigues, os trabalhos de construção da sede foram concluídos em 1945. A reinauguração ocorreu, em 3 de setembro de 1949, no barracão, no número 740/754, em frente da casa do “Gote Pico” na Rua Floriano Peixoto, 528.
Para manter o clube funcionando eram realizados na sua sede os jogos de carteado cobrando o ”barato”(porcentagem que era retirada do montante de dinheiro apostado pelos jogadores).
Num dos jogos de “caixeta” em 1964, o Pe. Bibiano T. da Silva “perdeu” um sítio de sua mãe com a área de dez alqueires(24,42 ha.) nas margens da estrada do Matão, a seis quilômetros da cidade no bairro Palmeiras. Foi vendido para José Vicente de Queiroz, para pagar a dívida do jogo.
O time de futebol da AAT que disputava na região os jogos de futebol nos anos quarenta, foram: Silvio Cimatti, Pedro Tobias, o goleiro Acácio de Mello(“Oberdã”), Aparecido Froes, José Picasso Chamorro, Setembrino Aparecido (“Brino”)e Joaquim Gabriel (”Quinzinho”), Benjamin Garbeloti (“Bino”), Luiz Galvão e Aparecido Ferraz, Trajano Gabriel, Ciro de Campos e outros. O Alfredo Costa Braz ( o" Nenzinho") participou da formação da Associação AAT e foi um dos craques de futebol da mesma nos anos cinquenta-sessenta. Seu filho, também craque de futebol, participou da diretoria quando a AAT foi arrendada para a firma de jogos e bingo de Sorocaba, no final da década de setenta e início dos anos oitenta.
O campo de futebol ficava entre a Rua Floriano Peixoto e a Av. Cel. João Quintino, no quarteirão da Escola Mal. Candido Rondon, antiga Escola Bernardete Luis Cláudio (hoje Escola Técnica). Dali o campo de futebol mudou-se em 1952 para a Rua Capitão Cezário de Campos 170 ou Rua Gastão Vidigal 43. O campo foi cercado por muros doados pelo dr. Teodoro Quartim Barboza (presidente do Banco Mercantil de São Paulo s.a) na época e em sua homenagem foi nomeada uma rua com seu nome ao lado do Estádio AAT, sendo que na sua inauguração esteve presente seu representante.
Em 1956, nasceu uma equipe chamada 16 de Agosto, comandada por Flor Siqueira e em 1957 iniciou-se o primeiro Campeonato municipal dos esportistas ligados a suas profissões: Pedreiros do Zé Mico e Roque Miranda; os Motoristas do Santo Lopes, Ciro de Campos e João Chiru; os Comerciantes liderados por Paulo Guaru e Canhoteiro; e os Sapateiros de João Pretinho, Paciência,Jurandir(Jurinha) do Espírito Santo, Zé Negrinho e Duílio Lamarca. O primeiro campeão do campeonato das profissões foi o time dos Sapateiros.
O time era formado por: Otávio, João “Troço”, Dante Cimatti, Hugo, “Paciência”, “Jurinha”, João “Pretinho”, “Zé Mario”, Duílio e mais Zé Pretinho. Para evitar rivalidades entre as profissões os times mudaram seus nomes para Flamengo(sapateiros), Fluminense e América.
Em 1964 surgiram vários times, liderados por antigos jogadores como Operário do João Pretinho, o Vila Nova do Lourenço Custódio, o Jabaquara do “Anjinho”, os Costas do Orvalino, o Espanha do “Alagoano”, do “Nenzinho” do Aleixo, e Palmeiras do Apolinário. Nos anos sessenta e setenta o esporte era comandado pelo Elpidio Fraga (o “Vereador”) e também teve um entusiasta da AAT no futebol; Juvenal Rodrigues (o Mininico).
O futebol do clube revelou diversos jogadores que se tornaram profissionais entre eles Marcelo e Fonseca.
No final da década de 1970 a Associação montou uma escola de futebol para incentivar os filhos dos associados a participar da vida do clube. Veja o documento abaixo:

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Caixa Econômica Federal

Ficou pouco tempo em Taquarituba, pois teve pouco apoio da comunidade, sendo instalada para fazer e receber os financiamentos de conjuntos habitacionais.
Instalou se no início dos anos oitenta na Praça São Roque, 22 (onde se localizava o Bar e Hotel do Alher). De 1987 até 1998 funcionou em Taquarituba e em 1998 foi transferida para Fartura.
A reinauguração da Caixa Econômica Federal foi realizada em 30/05/2011  ás 10h00 com solenidade com  café da manhã para aproximadamente 60 pessoas. Estiveram presentes Geraldo Luiz Machado de Oliveira (Superintendente Regional), Carlos Alberto Teixeira (gerente geral da agência), Miderson Milleo (prefeito), vereadores, autoridades de outras cidades e outros.
Abriu para atendimento público em 03/06/2011 em prédio alugado na Rua Dr. Ataliba Leonel, 503. Total de funcionários: 9. Gerente: 3 

Capstuba - Caixa de Pensão e de Aposentadorias dos Servidores Públicos Municipais de Taquarituba

É uma autarquia pública, criada pela lei municipal, 1174/98 de 15 de novembro de 1998, para prover os funcionários com pensão e aposentadorias. Isto é, tem a função de formar um fundo de pensão e aposentadorias para o servido público municipal formado com a contribuição de 11% da prefeitura municipal e 8% dos funcionários previdenciários. É uma alternativa do poder público para aposentar e dar pensões a seus funcionários e familiares.
Essa autarquia também assumiu, em 2005, o clube Banespinha para proporcionar lazer aos seus associados.
Funcionou na Rua São Benedito, 366, e depois foi para sede na Rua Ataliba Leonel, 906. Seu presidente desde a sua fundação até 2005 foi o funcionário municipal Joel de Morais.

Banco Cruzeiro do Sul

O Banco Cruzeiro do Sul, ligado ao Banco Panamericano S.A., tem um escritório na Rua Ataliba Leonél 691-B. Foi inaugurado no município em 28 de fevereiro de 2005. Destina-se a serviços bancários, principalmente ao pagamento de aposentadorias e pensões e aceita propostas de empréstimos pessoais consignados a pensões e aposentadorias. Seu primeiro gerente responsável local é Adriana Cristina Castelucci Silva.

Banco do Povo

Inaugurado em 1 de outubro de 2002, passou a funcionar em Taquarituba na Rua Ataliba Leonél 983, e destina-se a fazer micro-créditos aos trabalhadores e a micro empresas.
Seu primeiro gerente foi Flávio Aparecido Costa, e a partir de 2005 assumiu Renato Gianini da Silva.
Em 11 de junho de 2006, foi inaugurada a agência múltipla na Rua Francisco Ferreira Loureiro 180, junto com a secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Social e Meio Ambiente e outros órgãos da administração municipal.

Banco de Crédito Cooperativo (CREDICERIPA)

A cooperativa de crédito rural de Itaí-Paranapanema-Avaré foi inaugurada em 7 de Maio de 2003 na rua Ataliba Leonel número 806 para financiar crédito rural e fazendo atendimento geral. Desde 2005 tem como gerente Erotides Luiz de Mello. Ele está classificado como oficial, mas é de uma entidade pertencente aos cooperados da CERIPA.

Nossa Caixa Nosso Banco


A Caixa Econômica do Estado de São Paulo S.A. funcionou a partir de 1950 em prédio alugado na Rua Ataliba Leonél 447, depois foi transferida para um prédio da mesma rua número 834, ao lado do Banco do Brasil S.A. Seu diretor era Joaquim Custódio Marques e adjunto a ela funcionou a Coletoria Estadual, até outubro de 1978. Depois a Coletoria Estadual mudou-se para a Rua Floriano Peixoto 535, e em 1989 foi desativada.
A Nossa Caixa, Nosso Banco, antiga Caixa Econômica do Estado de São Paulo S.A, desligou-se na década de 1970 da Coletoria e mudou-se para prédio próprio, na Praça São Roque, número 71.
Foram gerentes da agência: Jonny Leite Rosa (de 1972-1978); José Alceu de Souza (de 1978 a 1986), Rogério de (não temos o sobrenome) (de 1987 a 1988), Rui Carlos Rodrigues (de 1989 a 1996), Jadyr Nogueira de Moraes (de 1998 a 2000), José Antonio Ferreira (de 2000 a 2002) e, de 2003 até 2006 tem como gerente Carlos Eduardo Vieira de Albuquerque. Continua até hoje com financiamentos comerciais, industriais e agropecuários, banco de poupança além de operações bancárias gerais, sendo responsável em parte pelos pagamentos dos proventos do funcionalismo público estadual e municipal.

Banco Mercantil de São Paulo S.A

Iniciou suas atividades no município de Taquarituba na década de cinqüenta, precisamente em 10 de abril de 1951 ao adquirir o Banco Cruzeiro do Sul, que funcionava na R. Ataliba Leonel 650. A inauguração desta agência no município contou com a presença do diretor geral do banco Gastão Vidigal. Depois de um ano foi construída uma sede no município na rua Ataliba Leonel 712/710.
Teve como gerentes José Rui Nogueira, Zanoni de Oliveira, Mario Nagle, Valdióres José Zafalon, e por último, foi o taquaritubense Roque Berzelhay Penna (“Pio Pena”).
Nos anos setenta fazia créditos agrícolas e mercantis e tinha maior atuação nas aplicações no mercado de capitais.
Um cidadão taquaritubense o engenheiro agronômo Joaquim Rodrigues (filho do ex-prefeito Antonio Rodrigues) participou da Carteira Agrícola desse banco e galgou todos os cargos da carteira chegando a ser assessor especial da Diretoria.
Na década de oitenta a agência foi transferida para Fartura e depois sua sede foi vendida ao Banespa S.A., que ali instalou sua agência.

Banco Brasileiro de Descontos S. A.


O Banco Popular foi instalado no município de Taquarituba em 1953. Ele antecedeu o Bradesco, pois foi comprado em 1959 por este banco. Tinha sua agência onde foi o Café Campino na Rua Ataliba Leonel 420 e ficou ali até os fins dos anos 60, depois se mudou para a Rua Ataliba Leonel número 537 (onde atualmente está o restaurante Rivas Bar).
Valter Freitas foi gerente da agência do Banco Popular e depois do Banco Brasileiro de Descontos S.A até 16 de Abril de 1967.
O primeiro gerente Valter Freitas inaugurou a sede maior e mais funcional na Rua Ataliba Leonel no. 711. Foram gerentes da agência: José Stella (até 26 de Outubro de 1981), Jaime Varalta, José Fragoso, Teophilo Império, Edmilson Bralise, Mário Sena, Milton de Oliveira. Em 2004 o gerente foi Pedro Donizete Ávila e em 2005 foi Luis Rodolfo da Silva Pontalti.
Na década de setenta a oitenta a agência do Bradesco tinha uma carteira agrícola eficiente, fazia grande número de financiamentos agrícolas e mercantis, tendo um engenheiro agrônomo responsável pelos créditos ligados ao agro negócio.
Em 2004, o Bradesco adquiriu o Banco de Crédito Nacional-BCN e tornou-se Banco Bradesco-BCN, mas continua funcionando com grande clientela no mesmo endereço da agência própria.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Sobre a criação da agência Banespa em Taquarituba

Em 1972, Nicanor Camargo era prefeito e soube que havia um projeto para instalação de novas agências do Banco do Estado de S.Paulo S.A. Diante disso, ele foi para S.Paulo, nesse mesmo ano, com Ciro de Campos e Michele Sangiacomo, que era velho amigo do diretor das agências desse banco - Nelson Evangelista de Souza[1] - e ofereceu as instalações de seu prédio na rua Ataliba Leonel 701, esquina da Praça S.Roque, para o funcionamento da agência. Diversos taquaritubenses pagaram o aluguel durante 12 meses, condição esta pré-estabelecida pelo diretor do banco Nelson Evangelista de Souza para instalar a agência no município. Foi Michele Sangiácomo quem conseguiu com que o pagamento do aluguel do prédio, onde foi instalada a agência bancária do Banespa, fosse feito por vários comerciantes da cidade.
Octávio Longhi, funcionário do Banespa, ficou um mês na sede da Prefeitura, na Rua Campos Salles, sem conseguir fichas de prováveis clientes que justificassem a abertura de uma agência bancária do Banespa no município. Foi então conversar comigo com o intuito de ficar provisoriamente na Casa da Agricultura para contatar os agricultores que vinham para comprar sementes e buscar orientações técnicas. Durante os seis meses que ficou na Casa da Agricultura conseguiu ampliar o número de cadastros dos clientes assim como consegui mapear a zona rural da região e ter um levantamento fiel de distâncias e localização das propriedades.
Pode-se afirmar que a instalação do Banespa em Taquarituba, durante a gestão do prefeito Lourenço Custódio, foi devido ao seu interesse em fazer financiamentos para a agricultura e ao da Casa da Agricultura em estimular os financiamentos agrícolas. No período que esse banco operou com financiamentos agrícolas a agência foi classificada como uma das três maiores de São Paulo nesta modalidade, resultado da iniciativa do gerente – Octávio Longhi - que visitava os clientes em suas propriedades e em seus estabelecimentos comerciais. Essas iniciativas resultaram na compra, em 1986, do prédio do Banco Mercantil de São Paulo S.A. para a instalação da sede definitiva do Banespa no município.
Em 1977, a Câmara Municipal de Taquarituba outorgou o título de cidadão honorário para Otávio Longhi pela sua importância para o desenvolvimento do município.
È importante lembrar que desde a sua instalação no município até 2005, o Banespa, foi responsável pelo pagamento dos funcionários públicos estaduais. Além disso, em 2000 foi comprado pelo Banco Santander e tornou-se Banco Santander-Banespa.

Gerentes da agência do banco Banespa: Octávio Longhi, Gilberto Zanuchi, Silas Musel, João Marcondes Dealis, José Rubens Junior e Antônio José Nunes.


[1] Taquaritubense, filho da professora Julieta Trindade Evangelista de Souza.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

CERIPA e eletrificação rural na região de Taquarituba

Em 1972, havia demanda dos agricultores de Taquarituba por eletrificação rural e após contato com o eng. agronômo regional da Casa da Lavoura- José Norival Augusti- foi acertada com o técnico do SEER (Serviço Especial de Eletrificação Rural) de São Paulo a realização do cadastramento necessário para a eletrificação rural e fundação da cooperativa e conseqüente obra de eletrificação rural.
Nesse mesmo ano o DAEE (Departamento de Água e Energia Elétrica)de São Paulo mandou um técnico nissei para, junto com José Norival Augusti, cadastrar os proprietários rurais dos bairros rurais de Taquarituba, Coronel Macedo e de parte norte de Itaberá.
Foram então cadastrados 187 proprietários rurais nesses três municípios e também os pequenos núcleos do bairro da Barra Grande e Cerrado de Coronel Macedo e Ribeirão Bonito, Água Bonita e Barreiro em Taquarituba.
Em 1973, na Casa da Agricultura ocorreu a reunião preliminar para conseguir esse serviço para o município e região. Participaram desta reunião lideranças rurais, entre elas o produtor rural de Taquarituba dr. Nelson Pavan, o principal interessado, o industriário e produtor rural Eurides Gomes, o produtor rural de Paranapanema João Ribeiro da Silva, o prefeito Nicanor Camargo e o eng. agro. José Norival Augusti. Este estimulava e coordenava o processo de eletrificação rural para uma mudança técnica e socioeconômica na agricultura do município.
Depois foi realizada uma Assembléia na Associação Atlética Taquariense (na Rua Floriano Peixoto) com os agricultores interessados convocados para a adesão à eletrificação e formação da CERIPA: Cooperativa de Eletrificação Rural de Itaí-Paranapanema-Avaré Ltda.
Nessa Assembléia foi eleito o 1º presidente João Ribeiro da Silva de Paranapanema e uma diretoria provisória. Formada a Cooperativa começaram os trabalhos e instalação das linhas de força e luz em 1973. Depois de dois anos os cooperados decidiram em Assembléia pela construção da sede em Itaí, centro geográfico de atuação da cooperativa.
A criação, a formação, e a instalação da Cooperativa de Eletrificação Rural  foi fruto da inspiração e trabalho indispensável do produtor rural de Paranapanema João Ribeiro da Silva, seu primeiro presidente e de seu filho. Foram eles que fizeram o registro, legalização e conseguiram verbas e financiamentos para sua instalação e funcionamento no SEER de São Paulo. O processo de criação e formalização foi influenciado pela instalação da Cooperativa Agroindustrial Holanbra II situada no município de Paranapanema, SP.
Participaram da diretoria da CERIPA diversos agricultores taquaritubenses, entre eles: Eurides Gomes, que ocupou vários cargos sendo eleito tesoureiro em 1972/73, depois foi secretário geral 1974/75 e presidente em 1976/78 além de ter sido presidente na década de noventa.
Diversos sócios-cooperados taquaritubenses participaram da CERIPA como diretores na década de setenta oitenta: João Nunes Sobrinho, Pedro Nunes, Mansueto Soldeira, Abel de Almeida Em 1973/4 a CERIPA instalou linhas de energia elétrica em 128 propriedades em Taquarituba, 56 em Coronel Macedo e 3 em Itaberá, na gestão do presidente da cooperativa Dr. João Ribeiro da Silva.
A Ceripa também iniciou a instalação de telefones rurais, de 1975 a 1978, e depois essas linhas foram incorporadas à Telesp.
No final dos anos noventa a CERIPA começou a construção da usina hidroelétrica na divisa do Paraná, no município de Barão de Antonina, Paraná, cuja inauguração ocorreu no início de 2000. Posteriormente, foram construídas as linhas de transmissão de alta tensão e a interligação com a central de distribuição de Itaí e Paranapanema.
Atualmente a CERIPA é a maior cooperativa de eletrificação das Américas, conta com mais de 8.000 cooperados em dez municípios, de Arandu a Itapeva e de Angatuba a Avaré, e uma central de produção de energia elétrica no rio Paranapanema, na divisa com o Rio Paraná, após o ano 2000. Os municípios abrangidos são: Itaí, Taquarituba, Coronel Macedo, Itapeva, Angatuba, Arandu, Avaré, Itaberá, Itaporanga, e Taguaí.
Além disso, essa cooperativa tem 340 ligações em sistemas de irrigação, que consumiram 37,5% do total de eletricidade que adquiriu e que é consumida nas zonas rurais nos dez municípios. A partir do ano 2000 e seguintes, os agricultores irrigaram suas plantações graças à essa empresa que levou a força e luz a todos os bairros desses municípios. Parte da irrigação é complementada pela eletricidade fornecida pela Cia de Força e Luz da Santa Cruz S.A, que é atualmente a Cia. Paulista de Força e Luz e funciona na Rua Marechal Floriano Peixoto, 858.


Graças à visão de um produtor de Paranapanema e outro de Taquarituba, a CERIPA tornou-se a maior e primeira Cooperativa de eletrificação rural das Américas, na abrangência de municípios, em número de cooperados, em extensão das linhas de transmissão e a primeira a ter sua geração própria de energia em São Paulo.


terça-feira, 17 de junho de 2008

O Banco do Brasil e o desenvolvimento rural de Taquarituba

Em 1972, a agência do Banco do Brasil S. A. de Avaré montou um posto de serviços bancários em Taquarituba a meu pedido, quando eu atuava como engenheiro agrônomo regional da Casa da Agricultura (localizada na Av. Nove de Julho 229). A intenção era possibilitar o início do plantio de algodão no município, pois a cultura exigia mais capital para ser implantada e os bancos que lá atuavam não financiavam pequenos agricultores. Assim, a idéia era possibilitar os financiamentos agrícolas além da cultura tradicional do milho e diversificar a produção agrícola por meio do crédito agropecuário entre os pequenos produtores rurais, que era e são a maioria em Taquarituba. Para tal, a agência do Banco do Brasil de Avaré enviou dois funcionários para atender na Casa de Agricultura os agricultores que precisavam de financiamento agrícola. Eles atenderam apenas por quatro segundas-feiras no mês de julho de 1972 e fizeram 374 fichas bancárias e projetos de financiamento para 318 clientes no valor de Cr$375.000,00 (trezentos e setenta e cinco mil cruzeiros), principalmente para pequenos agricultores que iniciavam o plantio de algodão.
A agência do Banco do Brasil de Avaré, além disso, participou do Plano de Renovação cafeeira em 1963 financiando a erradicação dos cafezais velhos e deficientes e, depois, a partir de 70/71 o plantio planejado de 1.350.000 covas de variedades de café “mundo novo” e “catuai”. Devido a ocorrência de geadas em 1976, financiou o decote ou a recepa e/ou replantio de cafezais em 1977/78/79 de 350.000 covas, parte do parque de café do município.
Em 1978, os funcionários do Banco do Brasil S.A., do Banco Central e da Secretaria do Planejamento do Ministério do Planejamento de Brasília levantaram dados socioeconômicos referentes à Taquarituba na Casa da Agricultura e Prefeitura e, em 1979, foi montado um Posto de Serviços Bancários do Banco do Brasil (que funcionou onde em 2005 situa-se a loja Rolim Imóveis, na Ataliba Leonel, 525/547) ligado a Agência Bancária de Avaré cujo gerente era Rui Ubaldo Ribeiro.
De 1979 a 1981 o gerente do Posto de Serviços do Banco do Brasil em Taquarituba foi Élio Coradi. O movimento bancário e agrícola nesse período foi suficientemente elevado para que a administração desse banco construísse a sede própria na Rua Ataliba Leonel no 856, elevando o Posto de Serviço à Agência. Em 1982, foi inaugurada pelo então gerente Valter Lopes da Fonseca o novo prédio da agência então com nove funcionários.
Nas operações de financiamento agro pecuário o fiscal tem importante papel de estimular o desenvolvimento. Por esse motivo é importante destacar a atuação do primeiro fiscal de operações rurais, Miguel Chibani Bakr, que atuou na área da agricultura em Taquarituba. Ele estimulou e tornou possível a agência bancária numa área de economia essencialmente agrícola.
Em 1983, o segundo gerente José Chiolli teve destacada atuação, colocando a agência entre as três maiores do interior do Estado de São Paulo em financiamentos agro comerciais naquele ano, ganhando uma promoção.
Foram gerentes da agência de Taquarituba: Joaquim Primo de Oliveira, Elysio Vicente, Clóvis Stolni Teixeira, Pedro Donizeti de Oliveira, José Antônio Costa, Mário Antunes dos Santos, Marcos César Cardoso(até 2004). Do final de 2004 até 2006 foi gerente da agência do Banco do Brasil Norival dos Santos Rocha Junior. Em 2006 foi promovido à gerente Miguel Chibani Bakr, que tinha sido fiscal e gerente do setor agrícola desta agência bancária. Esta agência se tornou nesse período uma das cinco maiores do Estado de São Paulo na classificação do setor de agências do interior para financiamento agro comercial.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Interação pesquisa-experimentação-extensão rural em Taquarituba

Ao longo do período que atuei na Casa da Lavoura (atual Casa da Agricultura) de Taquarituba, precisamente entre 1966 a 2001, foram realizados ou montados diversos campos de experimentação, observação e demonstração das culturas importantes para este município.
Esses campos de experimentação, observação e demonstração foram implementados a partir de convênio da Casa da Agricultura com firmas de produtos agrícolas a serem lançados no município e região. Entre os produtos agrícolas lançados relacionamos: clorofenamidina, que tinha o nome comercial de Fundex da Sandoz, Galecron da Ciba-Geygi; monocrotofós(Azodrin da Shell, e Nuvacron da Ciba-Geygi); trifluralina(Treflan da Elanco e trifluralina da Shell) e EPTC(Eptan da Staufer); de cloreto de mepiquat (Pix da Basf)entre outros reguladores de crescimento; desfolhantes(DEF) na cultura de algodão e trifluralina(em PPI) em feijoeiro na década de setenta; uso de fungicidas do grupo dos sistêmicos benonil (Benlate da Du Pont); tiofanato metílico (Cercobin da Hokko); e os não sistêmicos (Manzate da DuPont), dithane, oxicloretos de cobre da Sandoz e as misturas como clorotalonil mais tiofanato metilico ou Cerconil da Hihara no feijoeiro; dos fungicidas a base de cobre e inseticidas sistêmicos para a ferrugem e bicho mineiro do cafeeiro e os herbicidas bentazon (Bazagran, da Basf), Flex, Fusilade, e Poast em feijoeiro, no final dos anos oitenta, início dos noventa.
O desenvolvimento da agricultura e da economia local como um todo, o aumento da produtividade e a melhora de condições de vida das populações rurais dependem da interação da pesquisa-experimentação-extensão. Isto é, é fundamental que as universidades e institutos de pesquisa produzam conhecimentos universais da agricultura técnica e leve-os ao campo através da Extensão Agrícola para tecnificar e melhorar a produtividade agrícola.
Em Taquarituba essa “máxima” da economia agrícola e extensão rural foi comprovada. A Casa da Lavoura desde sua criação em 1950 participou de experimentos e ensaios regionais cooperativos junto aos órgãos de pesquisa, extensão e ensino tais como: ENA, atual UFRRJ(Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), Instituto Agronômico de Campinas(CIA), Centro Nacional de Pesquisa Arroz-feijão (CNPAF), Centro Nacional de Pesquisa em hortaliças (CNPH), Departamento de Orientação Técnica (DOT), Departamento de Extensão Rural (Dextru),Instituto de Economia Agrícola, SP (IEA.SP), Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), Instituto Biológico de São Paulo (IB.SP), Escola de Agronomia Luis de Queiróz (ESALQ),Universidade Estadual de São Paulo (UNESP),Universidade de São Paulo (USP).

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O calcário e a mudança de cultura agrícola e de tecnologia

O engenheiro agrônomo responsável pela Casa da Lavoura de Taquarituba, Osvaldo Castelucci, no “Levantamento da Realidade Rural”, realizado em 1963/64, constatou que o município apresentava:
- 27,38% de terra roxa estruturada(Lre);
- 55,62% de terra roxa (Lr);
- 10,06% de podzólicos vermelho amarelo(Pva);
-6,94% de terras para pastagens,
- 10% de litossóis e regosol(Li,Reg)
Além disso, as matas e florestas ainda abrangiam uma área de 42% do município, incluindo nessas áreas as matas ciliares e as de terrenos com alta declividade.
Segundo Castelucci o maior agente de mudanças da agricultura tradicional para a moderna (na década de 60 do século XX) foi o lavrador Silvio de Fáveri. Ele introduziu o algodão, no bairro dos Campos, em terreno corrigido com calcário e produziu 115,7 arrobas por hectare (ou 280 arrobas por alqueire) da variedade IAC-12 que em solos gastos não mais produzia milho. Esta correção foi realizada após a análise e recomendação do Instituto Agronômico de Campinas e encaminhada pela Casa da Lavoura de Taquarituba.
Depois do Silvio de Fáveri veio para Taquarituba o seu irmão Albino de Fáveri, ambos do município de Artur Nogueira, da micro-região de Campinas. Albino Fáveri depois se tornou vendedor de adubos da Solorrico S.A e do calcário de Limeira, possibilitando o plantio da cultura do algodão porque vários dos sítios tinham terra com alto índice de acidez.
O calcário usado para a correção do solo no plantio das lavouras de algodão em Taquarituba vinha de Piracicaba, Limeira e Rio Claro. Ele era esparramado com carroças e jogado com pás nos solos a serem corrigidos. Após a fundação em 1973/74 do Calcário Gobbo de Taguaí, instalado no município vizinho ao norte, a maior parte do calcário ou o total passou a vir da mineradora Gobbo facilitando e tornando a cotonicultura possível. Depois, também, possibilitou a mudança para a cultura do feijoeiro e a diversificação. Mas essa é uma outra história.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Festa do Milho de 1968 - ano agrícola 1967/1968



Em março de 1966, eu, José Norival Augusti, assumi o cargo de engenheiro agrônomo regional após treinamento em Campinas por 45 dias no DATE Pré-serviço e no Cetrec (Centro de Treinamento de Campinas). A partir de então iniciei o trabalho de assistência técnica aos agricultores e incentivei a continuidade do Concurso de produtividade de Milho com a inscrição de 26 agricultores no ano agrícola de 1967/68.
Em 1968, ano agrícola 1967-68, foi realizada a 9ª Festa do Milho após a formação da Comissão Organizadora da festa e durante o desfile tradicional de produtores e suas máquinas agrícolas pelas ruas da cidade. No palanque montado em frente da Igreja Matriz de São Roque estavam presentes além do José Norival Augusti, co-promotor da Festa junto com o Prefeito Ribas F. de Oliveira e o vice Luis Ferreira Neto; os vereadores, além das autoridades convidadas, entre eles o deputado estadual Antônio Salim Curiatti; Ovídio Bastilio Tardivo (Chefe de Extensão Rural de Avaré); Valdemar Etti Araujo Fernandes (chefe do Serviço Estadual de Conservação do Solo do Departamento de Mecanização Agrícola de Avaré); Mário Amorim (chefe do Posto de Sementes de Avaré); Hydeio Aóki (eng. agro. da Ultrafértil) e  Nelson Pavan (agricultor) e Suami Castanho  (Engenheiro Agronômo do Serviço Estadual de Conservação do Solo do Departamento de Mecanização Agrícola de Avaré).
No local foram distribuídos os prêmios para os melhores produtores do ano do Concurso, doados pelas firmas comerciais e agrícolas do município, medalhas da Secretaria Estadual da Agricultura, troféus, e prêmios das empresas agropecuárias, doados para estimular o aumento da produtividade do milho. Os prêmios eram arrecadados pelo eng. agro. por meio de cartas, ofícios e visitas aos prováveis doadores.
Nesse ano agrícola o primeiro colocado no concurso, Pedro Bueno Rodrigues do Bairro do Muniz, atingiu a produtividade record estadual e brasileira de 10.040 kg/ha. O troféu "Espiga de Ouro" doado pelos comerciantes e a estátua Deusa Ceres doada pelo Banco Bradesco foram entregues definitivamente a ele, pois ele ganhou o concurso por três anos seguidos.
Após o desfile os convidados e agricultores foram ao churrasco comemorativo e à noite aconteceu o "Baile de Coroação da Rainha do Milho" no Centro Recreativo Taquaritubense na Rua Ataliba Leonel, com participação de autoridades, das concorrentes a "Rainha e Princesas" do Milho, técnicos, e políticos da região representados por deputados, prefeitos e vereadores.